18 de junho de 2013

O que reivindicar?

Nos fins do governo militar, meu sonho seria fazer uma enorme pilha com toda a legislação encimada pela constituição dos atos institucionais. Tentaram e não deu certo, a colcha de retalhos que é a Carta de 88 procurou conciliar o inconciliável e virou um diploma inexequível. Uma Carta de sonhos e de interesses incompatíveis. Havia muito ranço na Constituinte. Muita questão a priori decidida. Temos que refazer a coisa. Repensar a federação, as demandas a serem atendidas pelo Estado, o tributo que estamos dispostos a pagar, discutir como devemos escolher os gestores da coisa pública: funcionários públicos - não mais "autoridades". Quem puder descartar todos os modelos havidos estará apto a participar da reconstrução. Se não for assim, vamos trocas seis por meia dúzia - de novo.
Temos que esquecer os modelos, inclusive abandonar o maniqueísmo esquerda-direita, abandonar a ideia fixa de três poderes (poder e autonomia ao Ministério Público e ao Banco Central - que quase já existe - por exemplo), descartar o romantismo de eleger diretamente os executivos e dar a eles 4 ou 5 anos de cheques em branco. Expurgar definitivamente a ideia de que leis mudam a sociedade, que a cada episódio é preciso fazer uma nova mudança na constituição. Eu não tenho nenhum modelo a oferecer, mas propondo uma tábula rasa; acredito que só assim possamos avançar. Será difícil? Quem dirá que não?
É hora de mudanças mais profundas que a tradicional troca de cadeiras. Repensar o Estado, a representação, a gestão da res publica. Não vai mudar nada trocar os governantes e os legisladores. Mudando a mentalidade da população poderemos aperfeiçoar a sociedade. Caso contrário, circularemos e teremos mais do mesmo, com outros nomes no pódio.
 "PROTESTAR? EU TOPO...
Contra o governo federal, por causa da gastança inútil e a volta da inflação.
A inexistência de uma política educacional séria.
A infraestrutura em frangalho.
O ranço estatizante e a fantasia de retomar o crescimento só fazendo jorrar subsídios na cabeça dos empresários da indústria Iniciativas idiotas como sediar a Copa do Mundo, com tanta coisa urgente a fazer.
O trem-bala, também conhecido como “candy train”.
O apoio a regimes autoritários e notoriamente violadores dos direitos humanos
A aliança “carnal” com o que a América Latina tem de mais atrasado.
O abandono das reformas estruturais.
 O famigerado “controle social da mídia”".
Bolivar Lamounier

4 de maio de 2013

World Community Grid / Scouts

Le World Community Grid rassemble des personnes du monde entier offrant le temps d'inactivité de leur ordinateur pour créer la plus grande grille de calcul bénévole à des fins humanitaires. Notre travail repose sur la conviction que l'innovation technologique, associée à la recherche scientifique visionnaire et un bénévolat à grande échelle, peut rendre la planète plus intelligente. La mission du World Community Grid est donc de mutualiser la puissance de calcul inutilisée de tous les PC et de créer la plus vaste grille de calcul scientifique au service de l'humanité.
 

12 de abril de 2013

Queijo Minas não existe em Minas Gerais

1- "Queijo de Minas" é uma coisa que só não existe em... Minas Gerais! Aqui há queijo do Serro, queijo de Araxá, Canastra, Rola Moça, Mantiqueira, Mata...
2- "Castanha do Brasil" não existe no... Brasil! Aqui comemos castanhas do Pará!
Vejam como o queijo está feliz:
respirando e amadurecendo (curando).
As duas coisas pelos mesmos motivos. (Analogia é uma boa forma de se explicar o óbvio).
Segundo o Regulamento Técnico MERCOSUL de Identidade e Qualidade n145/96, "entende-se por Queijo Minas Frescal o queijo fresco obtido por coagulação enzimática do leite com coalho e/ou outras enzimas coagulantes apropriadas, complementada ou não com ação de bactérias lácticas específicas."
Quanto a nosso queijo, as pessoas têm a maior dificuldade de entender: ele é composto de um monte de bactérias aeróbicas misturadas com leite, uma colônia de mineiridades lactantes.
Portanto:

  • Não tolera saco plástico (a fermentação anaeróbica azeda tudo, vira uma podriqueira).
  • Não tolera geladeira (a baixa temperatura retarda a fermentação, mas retém o soro e outros componentes que deveriam ser desagregados paulatinamente - vira uma gosma).

Logo:
  • Se você compra uma plasta branca ensacada em uma geladeira de supermercado, não chame aquilo de "Queijo Minas" - trata-se de uma gosma azeda.

Quer queijo fresco? Coma queijo novo.
Quer curado? Deixe curar em prato permeável (madeira).
Não entendeu nada disso? Venha a Minas.

15 de março de 2013

Francisco & Raymundo

De acordo com o monsenhor [Antônio Luiz Catelan], ao entrar no ônibus, o papa observou alguns lugares vazios e disse, em português: "Vou me sentar com o Raymundo" [Damasceno Assis]. Observem a profundidade do enunciado papal: "Vou me sentar com o Raymundo", nenhum papa disse algo assim antes. Ainda bem que ele não vai se sentar com a Raimunda, aquela que é feia de cara e boa de b...
Francisco & Raymundo
Agora vem a serie de banalidades, frivolidades e superficialidades sobre alguém que, certamente, é bem mais que está aparentando. Hora agora de os desocupados verem signos onde não os há: o papa não quis usar aqueles sapatos vermelho (Coisa de veado?)... Ou será que não havia com o número dele e depois vai chegar? Não há nenhum significado em nenhum signo, mas todos eles constroem o discurso de que o novo pontificado está dando um tom diferente quanto às coisas terrenas.
Mas o papa tinha ligações com os militares argentinos? O bispo de Buenos Aires necessariamente tinha essas ligações: a igreja na Argentina é mantida pelo Estado, os cleros são pagos pelo Erário! Agora, virem me dizer que um jesuíta entregou dois noviços ou coisa que valha ao regime militar, poupem-me: bastaria defenestrar os moços da Companhia - ou tal ato precederia o outro. Não estou convencido. Se eu absolvi o papa? Eu não: só quero ver se ele vai condenar o uso de camisinha e vou execrar o fulano. Não acho que ele deva mudar de opinião quanto a casamentos desse ou daquele tipo, doutrina é problema dele, não meu - e segue quem quer. Eu não sou a favor de casamentos nenhuns, não acho que Estado, religião ou famílias devam se meter nas relações afetivas de ninguém - mas, pra quem quer, bom proveito. Não estou torcendo pró nem contra papa nenhum, mas que seja tudo pela paz e para o bem geral, amém.

15 de fevereiro de 2013

Católico não praticante

Essa tolice só deve existir no Brasil! Aposto.
Dentre aquelas coisas que só existem no Brasil, ressurge nesses dias o tal do "católico não praticante".  Que diabos é isso? (Com o perdão de trazer o sujo para um questionamento de fundo religioso.)
Religião é sempre uma prática. Um conjunto de ritos e ações que expressam um credo. Se a pessoa não tem aquelas práticas, ações e abstenções regidas pelos preceitos e dogmas, simplesmente ela não tem a tal religião!
Católico não praticante é pura filodoxia. Coerência e razão não são mesmo pontos fortes do povo em nossa terra.
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Revisão de dissertção ou tese só na Keimelion.

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