18 de maio de 2010

Votem em Marina - no BBB

Marina é pequenininha e era pobre, aprendeu a ler na adolescência e foi catequizada por Chico Mendes: tem gente com peninha dela. Querem recompensá-la? Votem nela no BBB em 2011...
Aquela senhora simplesmente era parte da quadrilha chamada PT até poucos meses, apareceu (na medida do possível) às custas de Lula e sua trupe. Auferiu todas as benesses de Governo, para pular fora na última hora em prol de projetos pessoais - nem confiável ela é. Evangélica, faz parte de um credo autoritário que pode querer determinar comprimento de saia num dia, burka no outro - se tiver maioria no Congresso.
"Ah, mas não se pode generalizar ('toda generalização é burra!') - Marina era do PT, mas da 'ala honesta'"... Alto lá: generalizar não é burrice, é ato necessário à intelecção. Se não fazemos generalizações, nos perdemos em casuísmos que não constituem conhecimento, experiência útil. "Generalizar é burrice" é um lugar-comum de quem não tem hábito ou propósito de refletir sobre a semelhança ou diferença dos eventos, classificando-os e abstraindo deles.
Além de ministra petista, dona Marina vem de ser senadora - triste página no currículo de qualquer um dos que está lá. O Senado Federal é um conluio de 81 cúmplices de tudo que foi lamaçal naquela casa - ou será que algum deles desconheceu os atos secretos tanto quanto Sarney?
Mas ela é, sobretudo, absolutamente irrelevante para o país do ponto de vista político-administrativo; seu partido não tem quadros, não tem projeto, não tem massa eleitoral crítica, não é mais que um conjunto de bordões eco-chatos e um ou dois candidatos folclórico-literários. Tem gente, muita, votando em Marina este ano por não haver possibilidade de se votar no Cacareco em urna eletrônica. O problema maior  é que isso pode propiciar algum benefício para a arrivista que terá seu nome lançado pelo PT em detrimento dos quadros históricos. Depois, em segundo turno - que provavelmente haverá -  dona Marina volta a apoiar o PT e ganha de volta algum ministeriozinho simpático e inócuo, na eventualidade de bom sucesso no pleito. Marina não requer mais que essas linhas, chega dela. Vai governar o Acre um dia - se tanto. A República passará bem sem ela.

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