11 de agosto de 2011

Que podemos fazer?

Até recentemente, eu não via mesmo como agir quanto à situação de degradação e corrupção no trato da coisa pública no Brasil, mas atinei com uma coisa: precisamos parar de nos intimidar com os petistas, com a militância coerciva, com o os argumentos falaciosos.
Que podemos fazer para passar o
Brasil a limpo?
Temos, cada um de nós, a cada dia, que nos confrontar com o petista adjacente – seja ele o irmão, o vizinho, o colega de trabalho ou parceiro de truco – e dizer a ele, sempre, repetidamente, que não estamos de acordo do o governo que ele escolheu, que ele é cúmplice de cada falcatrua de seus eleitos, que ele vai cair no conceito da gente honesta, digna e trabalhadora que existe no Brasil, pois a militância petista não é mais um grau de filosofia política, uma ideologia, ou uma facção em busca da conquista do Estado. Ser petista, agora, assim como votar neles, é pactuar com uma quadrilha que se apossou do governo e das instituições, em benefício próprio, e agora está se apossando das pessoas – em larga marcha para o socialismo trabalhista (isso traduzido em alemão tem um nome muito feio e conhecido) – oprimindo o pensamento antagônico e visando a universalidade.
Não há mas bem e mal nas cidades, o bem puro e o mal puro morreram na Idade Média, despidos do magistério divino infrutífero dos patriarcas em detrimento dos patrimônios.


Mas há pessoas que estão bem e outras que estão mal, há pessoas que estão com o bem ou com o mal – e quem está com o PT não está com o que é honesto, com o que é probo, com o que é decente e respeitável. É preciso que façamos o petista adjacente ver isso, e que não há mais diálogo possível no campo da política – pois na pólis se confrontam iguais, e não somos iguais a quem se degrada e se despe de princípios em busca de benefícios imediatos para si, para seu grupo, para seu sindicato ou qualquer colundria.
O mundo é assim mesmo, mas as pessoas são como lhes permitimos que elas sejam. O governo está assim por consentimento de quem está ao nosso lado e votou nele, mas não volta atrás em sua opinião por adesismo, partidarismo, opinião adotada, vinculação. As pessoas não são o bem ou o mal, mas estão assim ou assado.
A maioria de nós não será ouvida no Planalto Central, se gritarmos, espernearmos ou nos descabelarmos. Mas o petista vizindário está sempre ao alcance de todos nós. É a ele que devemos nos dirigir.

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