12 de fevereiro de 2013

Adesismo

Se Bento XVI permanecesse no trono de Pedro por mais 5, 8 anos, se agonizasse e decaísse, ficasse senil me demente... Seria aplaudido por sua coragem, bravura e serenidade com que exerceu o apostolado. Renunciando, louvam-lhe a modéstia, a serenidade, a consciência de suas limitações... Com fanáticos é assim, se fizer isso - a justificativa é essa, se fizer aquilo a justificativa é outra - mas o ídolo sempre acerta! (Assim, até eu!)
Com Lula é exatamente o mesmo: seus apaniguados, sequazes e demais mequetrefes que votam neles acham justificativa para qualquer ato ou omissão, independentemente de juízo. É uma torcida, são várias torcidas: a torcida de Ratzinguer, de Luiz Inácio, de Neymar, de qualquer mote - aderir a causas, partidos, religiões ou times de futebol têm sempre a característica de renunciar aos juízos críticos sobre aquelas circunstâncias em troca do adesismo direto, inconsequente, imediato e automático. Como se houvesse apenas um caminho e, ainda assim, haver necessidade de guia, placas, mapas e GPS. É o comportamento de manada, torcida, partidarismo ou religião. Iguais nas paixões e na renúncia à racionalidade. Feita a adesão, o mais entra no piloto automático: basta seguir a vaca madrinha.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Diga o que disser, eu publico se me aprouver.