Não sou bem informado a respeito de quase nada - sendo mal informado (e isso significa que eu seja informado) acerca de muito mais coisas que a maioria das pessoas; essa circunstância é decorrente das decisões de vida tomadas quando as tomamos (pela adolescência) e pela rumo profissional que decorreu.
Aprendi a ver muitos paralelos e sei que há meridianos para quase tudo.
Três questões candentes, agora - e quase sempre em termos da história de longa duração, mas agora ainda mais, têm um simples paralelo.
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| Todas as condições estão interligadas e podem ser equacionadas em termos contábeis. |
As questões ecológicas, a crise grega, o orçamento doméstico, são matérias meramente contábeis! Não há mágica, ninguém tira coelho da cartola se antes não o houver colocado ali. Se colocar um casalzinho, alimentar por um tempo, aí sim: pode tirar mais que colocou.
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Os gregos resolveram se aposentar sem ter poupado - agora vão se ferrar para cobrir o buraco que deixaram aberto. Tudo que as pessoas estão comprando para pagar em décadas terá que ser pago - por quem comprou ou por que fez a bobagem de dar o tal crédito. O ambiente também tem ativos e passivos - com a vantagem de que, se deixado quietinho vai se arrumando sozinho!
O mundo todo precisa aprender um pouco de contabilidade. Contabilidade doméstica, contabilidade previdenciária e contabilidade ambiental.
Estou sendo simplista? Bem, é o que pode fazer quem sabe pouco das coisas, mas estamos num enorme pedaço de magma revestido por uma camadinha habitável, por alguns milhões de anos, e temos bem pouco que fazer para que esse tempinho seja mais ou menos simples ou complicado. Eu prefiro que seja mais simples.
Se todos entenderem que governos não produzem nada, portanto não distribuem (embora redistribuam, se não roubarem o que arrecadam). Se todos entenderem que juntar grana pra comprar TV poder resultar em deixar herança e não dívida para a geração seguinte. Se as pessoas caírem na real, se virem que não existe o decantado equilíbrio ecológico, mas ondas de condições ambientas sobre as quais surfamos... Três ses. Se, como linguistas, sabemos que é uma conjunção atrapalhativa.
O que atrapalha, na verdade, não são os ses, mas as pessoas não verem que as condições que eles expressam é que são as estreitas variáveis sobre as quais temos gerência - se, se, se tivermos consciência disso - e somente assim.
