Todo mundo se esqueceu da campanha pela instauração do voto secreto nos parlamentos, pela época do Figueiredo - se não me equivoco. Voto aberto é inerente a regimes autoritários (pode ser controlado) e voto secreto é mais dos regimes pluralistas (emana da consciência do votante). O segredo do voto é casadinho com a imunidade parlamentar.
Vamos alcançar em breve o fim do voto secreto e o fim da imunidade parlamentar sim, como partes do processo de fortalecimento (no pior sentido!) do executivo - e todos os legislativos estarão de quatro, prontinhos para serem ferrados pelos controladores dos partidos e dos governos!
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| Nem adianta muito reclamar: -- Estamos ferrados. |
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Minhas ações da petroleira minguaram! Isso porque a justiça inexistente no Brasil permite que o sócio majoritário faça uso político de seu controle acionário!
Ah, mas dane-se meu patrimônio? Vão se danar juntos os fundilhos de pensões das vovós, das titias e de todos os barnabés que se fiam no sistema financeiro baseado no capital, para depois amargarem uma velhice com rendas de aposentado cubano.
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Nunca tive carro. Considero que este objeto, exceto para quem faz dele uso profissional estrito, não está ao alcance do poder aquisitivo que tenho. Claro, se eu tivesse por ele o mesmo tipo de desejo que muitos têm, eu poderia ter um: prestações, dívidas, renúncias - questões de opção. Se eu tenho algumas dezenas de milhares de reais disponíveis, ou a predisposição de tamanha dívida, prefiro torrá-los em viagem. Prefiro comer e beber algumas centenas de reais a mais a entregá-los a um banco mensalmente. Quem prefere diferente, opta pelo que encanta, pelo que seduz. Opta mesmo pelo carro como objeto sedutor, espécie de catalizador de orgasmos. De minha parte, provei na vida os prazeres, libidinosos mesmo!, que alguns versos me proporcionaram - com menos custos.
