21 de julho de 2013

Vândalos conspiradores

É muito engraçado ver as teorias conspiratórias que são tecidas em torno dos vandalismos recentes nas diversas cidades brasileiras. Primeiro, fica patente a absoluta incapacidade das forças policiais agirem quando se lhes opõe quantidades equivalentes de homens, mesmo com patente desequilíbrio de equipamento. Depois, a tal da "inteligência" das forças públicas -- sim a palavra "inteligência" merece todas as aspas do mundo, pois é o termo que eles aplicam, mas o sentido geral que a palavra tem não se aplica -- especulam até sobre influência estrangeira dentre os mascarados que quebram tudo que há pela frente.
Teorias conspiratórias também evoluem.
No viés das teorias conspiratórias, a "inteligentia" acadêmica (sim, aspas de novo!) que vai à tv para falar do assunto também dá um show da especulações delirantes e despropositadas sobre os episódios.
Meus amigos, essa turma que aproveita as manifestações para fazer quebra-quebra não passa de um bando de gente se divertindo à moda que sabe, quebrando a rua do mesmo modo que quebram os ônibus, os estádios e os itinerários até os estádios nos dias de clássico. Quebrar tudo é um hobby para determinados segmentos, não sabiam? É só haver a oportunidade. E se houver ainda um saque como prêmio pela quebradeira, perfeito então! Pedra na vitrine!
Não há nenhuma maquinação sofisticada na turba não, é só um pouco de diversão brutal, testosterona em fluxo misturada com adrenalina, álcool e outras drogas. Coisas bem simples que polícia e sociólogos não entendem. Os primeiros porque não entendem nada mesmo, os segundos porque a situação é simples demais para ser alcançada pelo sofisticado aparato teórico de que estão munidos.

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