O governo petralha se deu conta da sacanagem que o marquês de Pombal fez com o Brasil: aquele cara era, já no tempo dele, um neoliberal selvagem, extrema-direita na Europa, apesar de o país ficar na extrema esquerda daquele continente.
Bem, num arroubo de privatização selvagem, o primeiro-ministro de dom José (Pombal) enxotou do Brasil todos os jesuítas que estavam por aqui, pois eles estavam selvagemente educando o povo advindo e os indígenas, ensinando nessas terras virgens as letras, música, arquitetura, astronomia, matemática e outras bobagens totalmente inúteis.
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| Uma das manias bestas dos jesuítas era fundar cidades. |
Para reverter o défice de jesuítas que temos em nossas plagas, desde aquela época, o governo instituiu, depois de um plebiscito e um referendo, um programa internacional de atração de jesuítas. O primeiro chega amanhã.
A intenção geral era trazer jesuítas de Cuba, pois especulou-se que os soldados da Companhia de Jesus daquela ilha teriam uma excelente formação e capacidade inequívoca de conversão e de formação de prosélitos. Depois, feitas as contas, verificou-se que de lá não poderiam vir, pois não os há com tanta abundância nas terras insulares dos Castros.
A alternativa foi importar jesuítas da Argentina! Para isso, encontraram inclusive total apoio da presidenta daquela país platino, pois ela esteve exportando, recentemente, os mais conspícuos seguidores de Loyola que havia em seus domínios.
Para fazer coro às políticas assistencialistas e ao discurso populista petralha, entenderam que seria de bom alvitre importar um jesuíta franciscano: mas essa combinação inaudita é bastante rara, não os havendo muito por aí.
Depois muito procurar, e a custo exorbitante, encontraram um disposto a vir, pelo menos por um tempo. A moçada do mundo inteiro vibrou com a novidade e veio toda ao Rio para receber o tal padre.
Vamos ver se vai dar certo. O caso é que há muita gente que não está apoiando a medida de importação clerical. Primeiro existe a oposição do clero local -- que não quer partilhar seu mercado de fé nem as côngruas e os dízimos respectivos.
Depois, há a oposição daqueles que se opõem sistematicamente. Uns chatos que se manifestam contra tudo e contra todos e, em havendo chance, arrebentam tudo e não são presos por isso.
Como é para amanhã, a maioria de nós viverá para ver o que vai acontecer; eu é que não sou sábio o suficiente para fazer previsões e nem me arrisco em palpites sobre as coisas santas. Amém, a nós todos!

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