13 de março de 2016

Eu e o povo brasileiro...

Eu e o povo brasileiro (hehe) hoje fomos às ruas meter o pé na bunda de dona Dilma, dr. Lula e da cambada toda que anda com eles. Senti a ausência da geração de 16 a 30 anos. Fiquei orgulhoso com os poucos, mas digníssimos manifestantes de 80 e 90 anos que vi! Foi dado o recado. Esperemos que seja uma pressão clara sobre as instituições - elas são lentas, lenientes, lascivas. Não acho que esse tipo de manifesto seja suficiente para que ocorram as transformações de que necessitamos: mas é o que temos para o momento.
Eu estive nas manifestações contra Dilma e Contra Lula na Praça da Liberdade.
Públio e o povo...
Pontos negativos: a falta de lideranças, falta de projeto, falta de propostas.
Pontos positivos: nenhum salvador da pátria, nenhum milagre prometido, nenhum ídolo conduzindo a massa.
O PT sentiu nosso pezão no seu traseiro, mas eles o têm balofo, capaz de acomodar mais de um chutaço e o têm demonstrado: cumpre-nos continuar chutando para ver até quando eles aguentam, cada vez aguentarão menos (ou se virarão com paus e pedras contra nós!). Acho que, além de chutes meio que a esmo, ainda que na direção do fiofó dos petistas, precisamos tomar ações mais eficazes, mais coordenadas, menos vazias. Precisamos que surjam projetos que, mesmo perdendo alguns prosélitos no percurso, sejam capazes de catalizar esforços no sentido de institucionalizar as demandas. Vivemos em Estado, queira-se ou não. É pela via do Estado - cuja figuração devemos rediscutir - que se processarão os anseios da massa (ou de parte dela! ainda não existe sistema que agrade a todos, por mais que louvem a democracia.)
Estamos quase nos livrando de Dilma e do PT. Se continuarmos assim, nem precisamos de parlamentarismo: cada vez que um presidente mijar (muito) fora do pinico, a gente vai lá e planta o pé nele! Imaginem se houvesse um parlamentarismo hoje, com a troca de governos sendo decidida por aquele parlamento que temos lá! Estão vendo?, não está nessa troca de regime a solução. O caso é melhorar as instituições sem ficarmos presos a velharias. Obsolescências de regimes, de pessoas, de sistemas, de vícios: não, obrigado!
Temos que parar para pensar sim, não vou dar a receita assim facinho (a menos que me contratem como consultor geral da república!). Acha que vão te servir tudo na bandeja? Não, ninguém vai servir nada, então, trate de botar a cachola para funcionar: pense! Nem dói tanto, garanto. Eu tenho feito isso a vida toda, e nem tomo muitos analgésicos. Pare de usar a cabeça apenas para separar as orelhas. Leia uns livros: pelo menos para saber quais são as velhas ideias que se tornaram descartáveis.
Quando você já estiver disposto a pensar e houver juntado algumas informações básicas, reúna-se a outras pessoas no mesmo estágio, discutam, quebrem o pau. Quem disse que decisões coletivas são fáceis? Se disseram, mentiram: juro que deixar tudo na mão de um ditador ou de outro salvador da pátria pode parecer bem mais cômodo. Depois, é só arcar com as consequências. Olhem nos livros: não são bons os resultados, no longo prazo, dá-se com os burros n'água - inexoravelmente. Parabéns se você leu até aqui, seu caso não é perdido. Agora, trate de ler alguma coisa menos superficial e pensar com mais profundidade. Depois, querendo, pode vir conversar comigo ou procure alguém que você ache mais simpático ou mais sabido. Há muitas opções.

2 comentários:

  1. Concordo com você, que faltou uma condução mais pontual. Senti falta de uma pessoa para dirigir e discursar de modo a me sentir representada ali. Alguém bem inteligente que expusesse as nossas reivindicações e nossa um indignação. O bom é que o movimento ficou legitimamente do povo. Não foi cooptado por nenhum oportunista.

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