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11 de dezembro de 2019

Gramsci, Freire e Educação de Adultos

Gramsci, Freire e Educação de Adultos
Gramisci arquitetou a armadilha em que o ensino e a mídia brasileira caíram. Paulo Freire trocou em miúdos para a galera de baixo a lenga-lenga comunista. Vou tentar explicar: Gramsci estudou as formas de dominação pela educação e pela comunicação social - mas ele fez isso com o objetivo de que o partido comunista usasse tal conhecimento para obter a hegemonia. A ideia não é libertar as pessoas, mas levá-las ao tipo de escravidão que os soviéticos tentaram impor ao mundo. Em paralelo, seria como um empresário lendo Marx para aprender a otimizar a extração da mais valia relativa. Sinto muito, não sei desenhar isso para você.
Os pedagogos engoliram direitinho a patacoada e fizeram o mais indecente lobby junto ao Estado, que caiu de quatro para os lazarentos. Agora estamos assim: o ensino e a imprensa totalmente esquerdopatas e 20 gerações de professores formados segundo a cartilha leninista. Vamos dormir com essa barulho por 50 anos, no mínimo: se der certo o desmonte dessa pouca vergonha que está ai. Temos pano para manga!
O livro: Gramsci, Freire ve Yetişkin Eğitimi (Gramsci, Freire e Educação de Adultos). Como se "educação" e ensino fossem a mesma coisa. Como se coubesse ao Estado usurpar o sagrado direito de o grupo familiar educar as crianças, como se adultos fossem "educáveis"... Como se a a doutrinação nas escolas fosse educação - em lugar do ensino! É contra toda essa treta que temos que nos armar!

30 de setembro de 2016

Não haverá eleições...


Você pode estar achando que vive num regime democrático, e que depois de amanhã haverá eleições. Sinto informar que não é bem assim: depois de amanhã haverá plebiscito entre nomes que lhe são impostos. As elites partidárias escolhem (e barganham, barganham muito) pela proposição de nomes (quase sempre figurinhas carimbadas e repetidas, como as da foto) a serem impostos aos eleitores. Não existe nenhuma representatividade ou processo limpo na escolha desses nomes. As convenções partidárias (você já ouviu falar delas?) são um circo que pega fogo, sabe aquele fogo das vaidades? - pois é ele que queima nas tais convenções que vão parir (ou abortar) gente como essa - dentro os quais os paulistanos são obrigados a optar - para dar plantão na prefeitura. É uma dessas pessoas que estará a frente da maior cidade do país, pelos próximos quatros anos, conspirando e editando no sentido de permanecer no posto pelos outros quatro anos que se sucederão, e aquele segundo quadriênio, o sufragado (se houver o segundo mandato) aquela pessoa empregará em fazer o sucessor (ou escolher um poste para o cargo - como Lula fez com Dilma).

O mesmo processo trágico se repete em todos os degraus da escadinha federativa - aqueles degraus que constroem essa pirâmide babélica que vocês já chamaram de Estado democrático de direito, mesmo aceitando ser governados por gente que não representa maioria nem minoria, apenas a elite - mas uma elite muito especial, pois não comporta os mais ricos ou os mais inteligentes: aqui entre nós elite é o grupo composto pelos mais safados, os mais descarados e os mais hábeis articuladores do imbróglio jurídico em que navegamos.
Viva o Brasil, o que quer que seja isso! Viva a democracia, seja lá o que você entenda como tal! Compre protetor de orelhas: você vai continuar a dormir com toda essa zoeira por muito tempo!

Debate entre candidatos a Prefeitura de Sao Paulo Joao Doria (PSDB)
 Celso Russomanno (PRB), Marta Suplicy (PMDB), Fernando Haddad (PT),
Luiza Erundina (PSOL) e Major Olimpio (SDD)
mediado pelo jornalista Cesar Tralli realizado pela Rede Globo 


Eu me pergunto como Sampa pode ter sobrevivido a governo de alguns desses... e como sobreviverá a governo de um desses! Parecem coro de serviço fúnebre (exceto por uma ali, que parece ser o objeto trânsfuga do serviço fúnebre!).

14 de março de 2016

Bolsonaro é a bola da vez?

Na verdade, são pouquíssimos os que apoiam Bolsonaro, ele mesmo. Muitos querem algumas partes do discurso radical, a metralhadora giratória, a verborreia eloquente e até a coerência das propostas dele. Postar-se num córner, qualquer um, e abrir fogo em leque de ângulo obtuso é uma estratégia política conhecida. Na verdade, só quem parece não conhecer a fundo as estratégias políticas são os eleitores: caem e continuam caindo em todo tipo de esparrela: Bolsonaro é só mais uma, Collor e Lula já foram outras!
O problema de engolir essas histórias é que você não compra só uma parte do discurso, quando se vota numa pessoa, nesse sistema maluco que temos, você dá uma procuração (sem cláusula de controle) para o fulano fazer o que deseja pelo tempo que conseguir! Tanto faz se é um executivo ou um parlamentar: entregue o diploma eleitoral, o eleito está com o cabresto solto. Pode fazer o que der na telha.
Bolsonaro está se apresentando como "Capitão Brasil"!
Sem opção, eleitor pode tacar na caçapa de Bolsonaros.
Assim, em nosso sistema, alguém pode disser isso, isso e mais isso na campanha; depois, pode fazer aquilo, mais aquilo e aquilo outro - impunemente! Não há nenhum vínculo entre propostas eleitorais ou eleitoreiras e exercício de mandato. Nem se trata da discussão entre mandato delegado e mandato outorgado (se não sabe o que são, veja no Google!) - trata-se do mais puro e constante "estelionato eleitoral", essa maluquice de que Dilma e PT são arquétipos.
Até certo ponto, essa geleia asquerosa que desacreditou totalmente o sistema eleitoral para os eleitores é devida a meleca que é o sistema partidário (sem programas, sem identidade, sem fidelidade, sem caráter, venal, circunstancial, fluido, burocrático...), mas também se pode creditar ao constante desvio de função entre executivo, legislativo e judiciário e a obsolescência do sistema de controle (checks and balances) entre três poderes que não alcançam mais a totalidade do Estado, que não são independentes e muito menos harmônicos.
Bolsonaro é, para uns, o caçador de marajás da vez; para outros, ele representa as qualidades (!!!) do regime militar; para alguém, ele encarna a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé; outros veem nele Tradição, Família e Propriedade; deve haver quem projete até a Ku Klux Klan no deputado. Ele espelha as taras e frustrações de muita gente e quer amealhar todos esses votos díspares. Depois, o que ele fará - se eleito for, seja lá para o que for - será exatamente o que pensa ser necessário, útil ou de seu interesse, não importa muito (como já vimos!): o mandato é sem peias! A família já está representada em diversos foros políticos, vem aí um clã, à moda dos Sarneys ou dos Magalhães? Talvez até pior: não estão circunscritos ao longínquo estado das Alagoas ou à folclórica Bahia.
Enquanto isso, continuamos brincando de política e de democracia, como se fosse um joguinho de sinuca: a cada lance há uma bola da vez - com possibilidade de apostas fora da sequência. Para ficar nessa metáfora, convenhamos, estamos mesmo é numa tremenda sinuca de bico! Para quem não sabe, é aquela posição em que não se pode alcançar diretamente a bola da vez, ficando forçado a uma aposta temerária. Quem serão os deputados de 2018? Kim Kataguiri e Fernando Holiday? Dois é um número pequeno demais para um país de 200 milhões. Quem serão os senadores de 2018? Marco Antônio Villa e Sergio Moro? Dois continua sendo pouco. Feitos os expurgos que a maioria do dia 13 de março execrou, quem são as lideranças que sobram no Brasil? Meia dúzia de gatos pingados! Não teremos bolas da vez em 2018 - já pensaram nessa tragédia? O povo pode mesmo acabar optando por Bolsonaros!

13 de março de 2016

Eu e o povo brasileiro...

Eu e o povo brasileiro (hehe) hoje fomos às ruas meter o pé na bunda de dona Dilma, dr. Lula e da cambada toda que anda com eles. Senti a ausência da geração de 16 a 30 anos. Fiquei orgulhoso com os poucos, mas digníssimos manifestantes de 80 e 90 anos que vi! Foi dado o recado. Esperemos que seja uma pressão clara sobre as instituições - elas são lentas, lenientes, lascivas. Não acho que esse tipo de manifesto seja suficiente para que ocorram as transformações de que necessitamos: mas é o que temos para o momento.
Eu estive nas manifestações contra Dilma e Contra Lula na Praça da Liberdade.
Públio e o povo...
Pontos negativos: a falta de lideranças, falta de projeto, falta de propostas.
Pontos positivos: nenhum salvador da pátria, nenhum milagre prometido, nenhum ídolo conduzindo a massa.
O PT sentiu nosso pezão no seu traseiro, mas eles o têm balofo, capaz de acomodar mais de um chutaço e o têm demonstrado: cumpre-nos continuar chutando para ver até quando eles aguentam, cada vez aguentarão menos (ou se virarão com paus e pedras contra nós!). Acho que, além de chutes meio que a esmo, ainda que na direção do fiofó dos petistas, precisamos tomar ações mais eficazes, mais coordenadas, menos vazias. Precisamos que surjam projetos que, mesmo perdendo alguns prosélitos no percurso, sejam capazes de catalizar esforços no sentido de institucionalizar as demandas. Vivemos em Estado, queira-se ou não. É pela via do Estado - cuja figuração devemos rediscutir - que se processarão os anseios da massa (ou de parte dela! ainda não existe sistema que agrade a todos, por mais que louvem a democracia.)
Estamos quase nos livrando de Dilma e do PT. Se continuarmos assim, nem precisamos de parlamentarismo: cada vez que um presidente mijar (muito) fora do pinico, a gente vai lá e planta o pé nele! Imaginem se houvesse um parlamentarismo hoje, com a troca de governos sendo decidida por aquele parlamento que temos lá! Estão vendo?, não está nessa troca de regime a solução. O caso é melhorar as instituições sem ficarmos presos a velharias. Obsolescências de regimes, de pessoas, de sistemas, de vícios: não, obrigado!
Temos que parar para pensar sim, não vou dar a receita assim facinho (a menos que me contratem como consultor geral da república!). Acha que vão te servir tudo na bandeja? Não, ninguém vai servir nada, então, trate de botar a cachola para funcionar: pense! Nem dói tanto, garanto. Eu tenho feito isso a vida toda, e nem tomo muitos analgésicos. Pare de usar a cabeça apenas para separar as orelhas. Leia uns livros: pelo menos para saber quais são as velhas ideias que se tornaram descartáveis.
Quando você já estiver disposto a pensar e houver juntado algumas informações básicas, reúna-se a outras pessoas no mesmo estágio, discutam, quebrem o pau. Quem disse que decisões coletivas são fáceis? Se disseram, mentiram: juro que deixar tudo na mão de um ditador ou de outro salvador da pátria pode parecer bem mais cômodo. Depois, é só arcar com as consequências. Olhem nos livros: não são bons os resultados, no longo prazo, dá-se com os burros n'água - inexoravelmente. Parabéns se você leu até aqui, seu caso não é perdido. Agora, trate de ler alguma coisa menos superficial e pensar com mais profundidade. Depois, querendo, pode vir conversar comigo ou procure alguém que você ache mais simpático ou mais sabido. Há muitas opções.

11 de janeiro de 2015

Votar contra: contra a reforma eleitoral

Quase todo mundo tem uma panaceia escondida na manga, ou explícita, que resolveria de vez os males do sistema eleitoral. Aplicada a tal mágica, os eleitos se converteriam de água em vinho de uma hora para outra e nossa república de bananas se converteria em uma utopia tropical de tolerância, transparência... esperar eficiência já seria demais.
Não há possibilidade de efeitos positivos em reformas feitas pelos atuais políticos.
Os que decidirão sobre reformas políticas
não introduzirão nenhuma modificação que
represente risco a sua permanência no poder.
Para uns, a mágica é o voto distrital (a discussão é infinita, mas pode ser resumida como expressão de preferência por qualquer tipo de agregação representativa, não importa o nome: proporcional, majoritária, distrital, importam as equações que transformam a manifestação do eleitor em diploma – e, aí, existe uma fórmula em cada cabeça). Para outros, a mágica está na duração dos mandatos, na possibilidade ou vedação de reeleição, ou na coincidência ou separação das eleições municipais daquelas dos outros níveis da federação – como se já não tivéssemos experimentado infindáveis variações de calendário eleitoral, sem mudanças relevantes como consequência. Há ainda os fautores de mudanças no sistema de financiamento das campanhas; uns defendem que só haja dinheiro público rolando, outros preferem o privado, e há incontáveis propostas híbridas – como se as falcatruas de caixas dois, três e quatro não subvertessem todo e qualquer sistema legal de fachada, ou se o procedimento hígido não sanasse os vícios apontados em qualquer tipo de patrocínio. Existem mais, mas fiquemos com essas três linhas de modificações que se propõem no bojo das chamadas reformas políticas: elas são suficientes para mostrar a complicação das matrizes de ideias envolvidas quando se combinam as posições desses três cortes normativos e procedimentais repletos de variâncias, batidíssimos em teses e em experiências históricas, mas fartas em insucessos.
Acima, apresentei um pouco do que se propugna como mudança destinada a melhorar o resultado quantitativo das eleições, tornando-o mais representativo. Também há uma panaceia em que as pessoas são quase unânimes quanto a que resolveria de vez as questões qualitativas do eleitorado: a educação – mesmo que não se saiba exatamente o que seria essa transformação, cada um acha que o eleitorado vai pensar igual a si, se os outros forem educados como ele mesmo teria sido: todavia, os irmãos ou os colegas de classe não pensam a política, a economia ou a vida exatamente da mesma forma por terem ouvido os mesmos sermões ou as mesmas preleções. Os mais audaciosos ainda propõem substituir o voto captativo (um por cabeça – também descrito como voto individual inorgânico) pelo capacitário: em que o peso de cada sufrágio poderia variar (inclusive com a hipótese do zero) segundo a instrução ou a receita de cada eleitor (dito voto censitário: como aquele em que o critério seriam tantos os alqueires de mandioca) – toleimas, claro. Entre as questões da formação do colégio e do procedimento do eleitoral há ainda a querela quanto ao voto obrigatório: o sonho de todos os políticos é que o voto seja facultativo nos currais adversários e obrigatório nos próprios feudos – o mais é nhenhenhém.
Há também as infinitas sístoles e diástoles entre presidencialismo e parlamentarismo: toda vez que a porca torça o rabo, o sistema que não está em prática ressurge como tábua de salvação. Aqui, descontados os salvadores de pátria – inclusive os de botões dourados – como alternativa.
De todos os modos, as mudanças propostas para a tal reforma eleitoral estão sempre essas, reformas no sentido estritamente etimológico: adotar novamente alguma forma que já foi experimentada – ainda que com uma demão de tinta de outra cor. Que tal propor algo de novo? Se já não é fácil para a maioria das pessoas conhecer as experiências históricas das variantes em tela ou reconhecer a nulidade de outras experiências que configurariam mais do mesmo – e, simplesmente, mais demagogia – quão mais difícil seria esperar alguma novidade das mentes embotadas que são a maioria das que decidem. Por isso, estou contra a reforma: reforma é remendo em algo visando reintegrar uma versão anterior ou produzir nela ajustes. Sou contra a reforma, pois precisamos de mudanças: precisamos de ideias novas, erros diferentes, talvez, mas algo que possa propiciar algum aprendizado e – eventualmente – alguns acertos. Basta de repetir erros. Sou contra a reforma, reforma por reforma, é melhor deixar haver estabilidade procedimental e segurança jurídica para que as instituições possam evoluir em base normativa constante e as pessoas aprendam a articular os votos e as estratégias segundo critérios jurídicos que não sejam tão pastosos como os atuais: sem casuísmos, para usar a expressão com que se rotula cada mudança proposta por adversário.
Antes de me ater a uma proposta; sim, ou vou propor! Antes de fazer a proposta, resta mencionar o voto nulo. Não vejo o ato de votar nulo ou o absenteísmo como alienação; necessariamente, não. Votar nulo pode ser atitude muito mais consciente que o voto aleatório (“eu vou sair de casa e votar no primeiro candidato de quem aparecer uma foto no percurso até a urna!”), a despeito de todas as considerações de que tal comportamento não gere resultado no cômputo – e não gera mesmo. Votar nulo pode ser manifestação de insatisfação muito maior que aquela entre os candidatos, pode ser a rejeição do sistema em si. Não aderência. Repugnância. É assim que temos visto. Mas voto nulo não é proposta nem sistema, senão a negação de ambos.
Minha fórmula mágica é o voto contra. É simples assim: toda vez que fôssemos à urna, votaríamos em fulano, beltrano e sicrano (deixo o sistema eleitoral e as fórmulas ao deus-dará: dá sempre no mesmo) como de costume, segundo as preferências, mas votaríamos também contra os fulanos de nossa rejeição. Isso mesmo: eu voto em fulano para deputado estadual, mas voto contra sicrano ser parte daquele parlamento; eu voto em um candidato a presidente, mas voto contra o outro de quem desconfio... Mudaria tudo! Depois, durante a apuração, alguma contabilidade compensaria os créditos e débitos depositados nas urnas (há infinitas fórmulas, deixo-as em aberto) e quem tivesse maior saldo seria diplomado!
Há algumas possibilidades interessantes: que tal se o saldo negativo de qualquer candidato seguisse solapando o coeficiente eleitoral do partido que o propôs? E se os votos contra tivessem peso maior que os votos pró? Pensem nas múltiplas possibilidades, em prós e contras aplicados aos sistemas proporcional ou distrital, ao presidencialismo ou parlamentarismo... Quem se habilitaria a investir na candidatura de um postulante cujo potencial fosse o de enorme saldo negativo? Do ponto de vista do cálculo, há infinita variedade, mas a representação das vontades de cada eleitor estaria ampliada, afinal, presumivelmente, todos sabemos (bem ou mal) o que queremos, tanto quanto sabemos o que não queremos, assim como sabemos quem queremos e quem não queremos. Que democracia é esta que só considera as preferências e esquece as rejeições? Metade da opinião das pessoas é descartada no cômputo atual!
Como efeitos, pensando em termos do que resultaria nos parlamentos, seriam ostracizados aqueles políticos folclóricos, uns que optam por questiúnculas polêmicas e candentes como holofote e quem têm sua claque, mesmo contrariando massivamente as correntes maiores. Outro resultado poderia ser a eleição mais frequente de pessoas que têm menos visibilidade, pois não teriam rejeição e somente os votos de quem os aprova e indica. Tenderia a haver maior rotatividade entre os eleitos e, por suposto, contínua depuração dos remanescentes. Fenômenos como candidatos advindos do BBB tenderiam a se esvair... Mas aqui considerei resultados nas condições atuais, mesmos modos de campanha e de formação das listas de candidatos pelos partidos. Acredito que as maiores mudanças impostas por um sistema eleitoral que incluísse o voto contra seriam mesmo: primeiro, no discurso dos candidatos: necessariamente, passaria a haver maior quantidade de proposições mais concretas que as genéricas “educação, saúde e segurança” – bordão enfadonho; depois, os partidos comporiam suas listas pensando nos prejuízos resultantes de elencar conhecidos lunfas, notórios escroques, como ocorre atualmente; mais, as pessoas escolheriam, para se filiarem e candidatarem, partidos em que houvesse menor número de candidatos com elevada rejeição. Não vou listar além desses três benefícios agora, deixando ao leitor a especulação de outros ou menor espaço para crítica.
Claro que vejo argumentos contrários ao voto contra e os considero. A exclusão de representações pode ser apontada como hipótese. Sei bem que o “não me representa” é expressão que melhor representa a rejeição pelo sistema democrático representativo: se não me representa, não pode representar outro? Todavia, o sistema de voto contra não é proposição visando a simples substituição dos quadros parlamentares e executivos atuais – o que já configuraria ganho – ou da representação que eles exercem. Essa proposição chegaria à base do sistema partidário e minaria o maior malefício existente no sistema brasileiro: a demagogia. Acredito que os demagogos, aqueles que alcançam coeficientes eleitorais com posicionamentos genéricos, aqueles das promessas vãs, os das polêmicas e opiniões controversas, esses não teriam mais espaço – menos ainda a estabilidade ou longa duração na vida pública.
Em tese, qualquer reforma democrática do sistema eleitoral tem como fim o aperfeiçoamento da representatividade. Nessa senda, quanto mais complexo for o sistema proposto, maior será a representatividade. Veja bem: o sistema de eleições proporcionais é mais complexo que seria a simples escolha dos candidatos mais votados ao parlamento – e produz uma lista mais representativa – a despeito do fato de que a maioria das pessoas não consegue entender esse procedimento. Da mesma forma, quanto mais complexo o sistema de representatividade, menos compreendido ele será, ainda que sua complexidade possibilite melhor espelhamento da sociedade em seus representantes – o que já é paradoxal. O paradoxo maior, entretanto, seria a continua complexidade do sistema de modo a se aproximar da máxima representação que é, ao cabo, a democracia direta – fim da representatividade – quando cada opinião, cada interesse se manifesta por si.
Longe de tal limite, a introdução do voto contra seria ampliação da representação sem nenhum passo no sentido de extinguir a necessidade, ou sem admitir a possibilidade, de se eliminar a representatividade. Alguma proposta que sugerisse democracia virtual, com manifestação plebiscitária do eleitorado, via internet, a cada demanda, seria via de suprimir a representatividade, mas, alerta!, aqui o perigo são as marés que representam as demagogias. Tais marés se criaram nas ágoras e teriam eito fértil nas ondas cibernéticas.
O voto contra eu vejo como possibilidade de se dobrar a representatividade das manifestações com amplo avanço no sentido contrário a qualquer proselitismo demagógico.
Posto tudo isso, concluo pela inutilidade de minha proposta. Ela não é inútil em si, ou não é inútil apenas porque permanecerá desconhecida (provavelmente, este artigo tenha menos leitores que o número de palavras contidas nele). O que proponho não alcançará nenhuma viabilidade pelo simples fato de que nossos representantes não adeririam a nenhuma proposta que contenha qualquer viés de exclui-los da vida pública. Por isso, sou contra as reformas: ninguém – nenhum político – vai mudar nada que, substancial ou hipoteticamente, afete sua possibilidade de permanência no poder. Por isso, concluo que não adianta nada propor reforma política, ou alternativa política; a via da mudança não é política; não no sentido partidário ou eleitoral.

26 de agosto de 2014

Mitos eleitorais e políticos

Muita gente já percebeu que nosso sistema político está falido, sem nenhuma possibilidade de recuperação, sob meu ponto de vista.
Boa parte das pessoas acha que haja um ou outro ponto fraco nele e se apegam a aspectos míticos que mudariam a situação se fossem atacados.
As urnas não vão resolver o problema político.
Desencantem: não haverá salvador da pátria.
Alguns desses mitos, ou equívocos focais são:
O voto obrigatório: o primeiro engano quanto a isso é que, de fato, o voto não é obrigatório! É "obrigatória" a presença do eleitor em uma seção, para votar, para anular, para se abster ou para justificar sua ausência do domicílio eleitoral – coisas bem diferentes de votar. Ainda assim, a coerção a tal comparecimento, do ponto de vista legal, é irrisória. Há muito mais pressão social para que o malfadado eleitor escolha entre as lastimáveis opções que sanção legal ao rebelde. O argumento, muitas vezes, é que, sendo o voto facultativo haveria melhora qualitativa na escolha. Claro que cada um pensa que essa melhora seria escolher de acordo com os critérios de quem tem tal opinião!
Outro mito é a substituição do voto proporcional pelo distrital misto (e cada um formula essa equação em que só há incógnitas de acordo com as variáveis que supõe sejam propícias a suas aspirações políticas). O eleitor não foi capaz de entender, ao longo de algumas décadas de prática, como se processa o sistema vigente – duvido que entenda qualquer outro processo muito mais complexo. Distritos? Feudos, vale dizer. Querem lotear o país entre micro lideranças. Muito bem, e daí? Qual o passo mágico fará acabar com o clientelismo, a hereditariedade, a demagogia e a presença malfadada de personagens tragicômicos destacados pela mídia nesse processo?
Mais um mito é a suposição de fraude na urna eletrônica. Como se fraudes materiais não tivessem sido constatadas exaustivamente nas urnas e cédulas físicas ao longo de toda a república! Eu não sei de nenhum caso concreto de fraude no sistema atual. Os temores quanto a tal ponto, para mim, caem todos na vala comum das teorias conspiratórias.
Há ainda inúmeros mitos numéricos, ligados à duração de mandatos, às eventuais possibilidades de reeleição, à coincidência ou alternância entre as eleições nacionais e municipais, idades eleitorais e eletivas... Praticamente essas questões ficam fora do campo da ciência política e parecem ter mais vieses numerológicos que técnicos – principalmente, posto que várias combinações foram testadas sem nenhum resultado prático auspicioso ou perverso diretamente decorrente das variações impostas ou opostas.
Sobram as considerações de que um eleitorado mais instruído redundaria em resultado eleitoral melhor (só não se diz melhor para quem!). Essa suposição praticamente contradiz o pressuposto republicando do voto per capta. Se eleitores mais instruídos são melhores, por que não requerer o diploma de graduação, então, para a concessão do título eleitoral? Em seguida trabalharíamos para todo o eleitorado fosse diplomado... inclusive os anões da fábrica de brinquedos do Papai Noel.
Que mais? O fim dos “políticos profissionais”. O financiamento público dos partidos. O bi, tri ou penta partidarismo. As cláusulas de barreira. A presença ou ausência de “horário gratuito” na mídia. Tais ou quais restrições irrealizáveis na propaganda eleitoral. É só pensar mais um pouco, ou observar as opiniões alheias, que a lista vai crescendo. Mas será que qualquer desses pontos teria mesmo o condão de ressuscitar uma república que, de emendas em emendas, nunca existiu de fato?
Não se trata de, para nós brasileiros, de identificar um ou outro ponto de reajuste. O sistema está todinho errado, desde a presidência imperial, a que estamos acostumados, ao ficcional Estado de três poderes, artifício descritivo aplicável no século XVIII, talvez, mas que está tão distante de nossa realidade quanto os três estados (nobreza, clero e povo) medievais. Vejam como, na prática temos, ou deveríamos ter, outros poderes que atuam, ou deveriam atuar, com a alegada independência (ficta) e harmonia (mítica) que a Constituição apregoa entre Executivo, Legislativo e Judiciário: o Ministério Público seria outro poder, e está bem perto disso para nós, o Banco Central (ou equivalente) está para tanto (se for realmente independente do executivo, se torna poder). E talvez ainda pudéssemos alçar á “categoria” de poder outras instituições, e apear algumas de tanto. O senado, por exemplo, poderia ser rebaixado a grêmio senil recreativo, e certamente só haveria lucro; principalmente se lhe fosse amputada uma parcela aí de uns 95% de seus gastos.
Se eu tenho a solução? Por favor, parem de pensar em salvadores da pátria! Nem mesmo eu me proponho apresentar a fórmula mágica: não é de meu feitio tamanha vaidade. Mas está na hora de sentarmos, a comunidade, a sociedade, a nação, e repensarmos o tipo de pacto que queremos e a que chamaremos de Estado. Enquanto isso não for feito, estaremos sempre remendando a colcha de retalhos rota. Teremos que equacionar o que pretendemos do Leviatã e o que nos propomos a entregar a ele. Teremos que pensar em que partes ele deverá ser seccionado e como gerir e controlar essas partes sem precisamos contar com almas puras ou espíritos iluminados (eles não virão pela via eleitoral). Não é para tão cedo, infelizmente.

17 de maio de 2014

Vontade política não faz efeito

Vontade política não resulta mesmo: eu queria que Lula não fosse eleito - foi; eu queria que Lula não tomasse posse - tomou; eu queria que Lula não fosse reeleito - vocês conhecem a história recente. Se bem que Lula, duas vezes, e a sucessora dele não tiveram antagonistas, então ganharam por WO - mas ganharam.
Sempre há mais de um caminho ao mesmo destino: o mundo é esférico.
Quem fica na vontade política,
 fica só na vontade.
Agora, eu não quero que dona Dilma se reeleja, mas acho que vão reeleger essa senhôra. Depois, acho que - se, por acidente (tenho falado em curto-circuito nas urnas eletrônicas, mas pode ser um estalo de Vieira no eleitorado), um dos antagonistas dela for eleito, não toma posse: eles simplesmente não podem dar posse a um opositor que lhes vasculhe as contas. Como vão vencer (quase sem sombra de dúvida) ou como não darão posse? Não sei! Das formas mais escusas, tacanhas, abjetas e ignóbeis que se fizerem necessárias - rasgar a Constituição nem mais é gesto de efeito: aquilo já é um trapo mesmo.
Se, por incompetências das vontades governantes (e suma incompetência eles têm amplamente demonstrado) e por ventura, a dama de vermelho perde as eleições e dá posse a outrem, outrem não governa.  Passará quatro anos enfrentando o segundo escalão em todos os braços do Estado e nos organismos paraestatais (inclusive UNE e MST - que são também para(sitas)estatais - para citar só dois deles).
O eventual, presuntivo e improvável vencedor de dona Dilma fará o pior governo de toda a história da República - e olhe que vencer esse certame é algo de se notar! Resultado: depois de quatro anos, a corja que está no Planalto volta triunfante e com aquela derrisão asquerosa que já nos habituamos a ver neles, o escárnio diante de nossa impotência e inércia.
Senhoras e senhores, o rumo do país não será traçado pelos resultados das urnas de outubro. A questão a ser sufragada não é um nome, a questão a ser debatida não é de programas, o pleito não é plebiscitário. Não importa o nome - ninguém vai salvar a pátria. Não importa o programa proposto - nenhum deles será executado. Não importa a vontade do povo - ela pode ser manobrada demagogicamente com os dinheiros das bolsas, das empreiteiras e as propinas do petróleo e da energia. Vontade do povo não é soberana: é serva, é barregã. Quase o mesmo ocorre com a vontade política: mas esta é veleidade. Não se trata de por em causa a vontade política, é hora de invocarmos a ação política. Ficar na vontade não resulta. É hora de agirmos. Ou fugirmos.

15 de outubro de 2013

À beira das trevas: 50 anos em 5

Soube de fonte segura que a meta dos petralhas agora é a de fazer 50 anos em 5... Não, não é à JK (aquele burguês incompetente!). A ideia é levar o Brasil à completa miséria, tal como está Cuba. Mas querem fazer aqui em 5 anos o estrago dos 50 anos da ditadura dos Castros lá.
Isso aqui vai virar um Cubão... Com 40 anos de atraso, segundo os projetos juvenis de dona Dilma, mas antes tarde que nunca!
Estamos à beira das trevas.
Socorro!
A infraestrutura está prestes a ruir, a economia do Estado em vias falimentares, a extorsão tributária da classe média vai aos pícaros da glória, a leniência com os mega fraudadores e corruptores ativos e passivos é publicíssima e notória.
Os magistrados são (quase) todos vendidos - até no mais excelso pretório - onde isso pode ser visto ao vivo e em rede nacional! Os parlamentares recebem de um tudo, dinheiros com os mais diversos nomes: subsídio, verba compensatória, prebendas, côngruas, laudêmio, enfiteuse, mesadonas! Sempre em troca de votos subservientes que agora, extinto o voto parlamentar secreto, poderão ser ainda mais bem aferidos.
A data para o estouro da maior bolha, segundo as bolas de cristal mais bem polidas, gira em torno de abril de 2015. Até lá, o balão dos déficits vai inflando com as copas e as eleições, a demagogia eleitoreira solapando o Erário em seus estertores falenciais, com esporádicas injeções de recursos vindos de artimanhas tão prosaicas (e coerentes) quanto a "exportação" das plataformas petrolíferas para, em seguida, alugá-las ao comprador!
Depois de abril de 2015, meus amigos, reeleitíssima dona Dilma, com o judiciário e os parlamentos no bolso, restará a noite dos cristais quando a situação ficar intangível pela vereda em que segue.
Quem gritar vai para o xilindró. Todos conhecem o cardápio dos regimes duros. E se já está duro aguentar a corja petralha no momento atual, aguardem para ver a cor da fumaça depois que a gritaria começar! Eles vão puxar a corda, vão cerrar o laço que já têm no pescoço dos cidadãos de bem que não se calam diante da incúria presente ou da vilania que desponta no horizonte de trevas.
Imprensa? Não existe: todos os jornais do país são diários oficiais do Estado. Não precisaram mais nada que comprar, com as verbas públicas, todos os espaços publicitários na mídia. Está calada a voz de qualquer jornalista sério; de quase todos.
A academia? Todinha aliciada. ALICIADA! Insuflaram pó de dinheiro nos olhos da universidade; hoje, cada IES é uma agência petralha, em desserviço do contribuinte que sustenta a esbórnia. Sindicatos, bem, nunca houve isso por aqui; sabe quem já passou perto de um que aquilo é uma mina de ouro para os seus dirigentes, cujo expoente máximo, comprovação da tese, é o enedáctilo.
Socorro! Eu quero me arribar!

30 de dezembro de 2012

Algumas saudades da AP-470

Estou sentindo falta das brigas da Ação Penal 470. Quando uma novela boa termina, não fica um vazio existencial naquele tempo do dia? Pelo menos até que a gente se envolva com outra trama, outro folhetim, que substitua aquele, ou que a memória imediata do anterior se esmaeça.
Plenário pleno de razões e de sem-razões.
Pois bem, estou sentindo falta da raiva de Barbosa, não que ele tivesse raiva dos réus, bandidos cuja culpa ele já conhecia a vários anos e de quem se aproximava só pelos autos. Mas da raiva figadal pelos pares que intentavam contra suas teses, contra a cristalinidade fática, contra a lógica da ciência jurídica e contra a consciência necessária ao magistrado.
Estou sentindo falta sim, falta do fautor da quadrilha travestido de sobrejuiz. Falta da bravura com que alguém sacrifique carreira, honradez, imagem e sabe-se lá mais o quê em troca de vantagens desconhecidas, misteriosas e cuja natureza, por melhor hipótese, há de ser numérica. É preciso ser um bravo para trocar todo tipo de valor humano, social e pessoal por valores que podem ser impressos, transferidos eletronicamente e que tenham sido subtraídos ao contribuinte: e fazer isso sem grandes cachimônias, à luz dos spots e frente a câmeras da TV institucional e para ter as imagens editadas, expondo o que nelas houver de mais pútrido em redes e jornais nacionais. Eis um bravo. Destemido. Sem brio, mas sempre beluíno em seu propósito.
Tenho saudade dequeloutro que não conseguia formar bem a concordância nominal, verbo-nominal, ou sequer - seja pela impuberidade ou impudecência - perseguir concordâncias de gênero, número ou grau, exceto quando lia os bem articulados votos inscritos por assessores concursados, estuados e competentes, o que o ele nunca pode ser: digno de muito dó, pois não? Mas sempre prontíssimo a seguir fielmente e em plena concordância o voto do sequaz que o precedia, não que peleiteasse diretamente alguma vantagem que sobreviria em paraíso de dinheiros, mas em gratidão pelo imerecido pódio a que já estava alçado - sem nenhuma das qualidades prescritas para tão elevada tribuna, e mesmo sem os quesitos para as tribunas mais ao rés do chão que fossem.
Tenho saudades das vaidades e dos argumentos das damas, dos cavalheiros, dos causídicos e do parquet. Mas tenho sobretudo saudade do doce sabor do néctar da vingança e da ambrosia da razão e do direito escorrendo pelas condenações, a despeito das tramas insidiosas armadas contra ela.
O bem venceu ao cabo desse episódio trilógico. Aguardemos os segmentos, certamente em 3D.

10 de dezembro de 2012

Meia dúzia de porradas

Por que cargas d'água metemos em nossas caixolas inocentes que havíamos nos livrado dos totalitarismos? A nassa em que nos metemos tinha uma isca apetitosa: uma peça reluzente de democracia.

Essa tal de democracia é mesmo atraente, uma musa que nos encanta com tudo aquilo que nós desejamos, e assume para cada um a feição que este um lhe projeta. É a meretriz mais sedutora e a amante mais volátil.

Nem se pode dizer que compramos gato por lebre: comemos gambá errado.
Agora, para tudo, só restar carpir lágrimas crocodálicas - pois nem fechar os olhos nos será dado. Tudo veremos, tudo entenderemos, completamente impotentes. Viramos bolsa de madame sem sequer termos dormido de touca. E o rico dinheirinho que foi juntado? O bicho papão de inflação vai devorar todinho.

Jacaré, mesmo sem bunda, não vai ter cadeira pra sentar.
Creio que passaremos, o mundo todo (ou a parte dele que nos interessa), por maus bocados em algum tempo... A situação sécio-econômica-política-financeira-militar está em vias de se liquefazer...
Não sei pra quando teremos confusão, mas essa paz e tranquilidade em que vivemos é completa exceção na história... E exceções têm a mania infeliz de servirem para confirmar regras!
O solo ressequido vai ser untado com sangue.
Nós, de fora, nos horrorizamos com o conflito do Oriente-Médio e ficamos elucubrando soluções. Difícil para nós é entender que eles gostam da briga. Se não gostassem, em 6000 ou 8000 de confusão, já daria para terem solucionado o caso. Para  eles um pega-pra-capar (atualmente com mísseis ou foguetes) deve ter o sabor mais ou menos de um Fla-Flu ou Grenal...
Eu não entendo nenhum desses comportamentos, nem os belicosos de lá nem os futebolísticos de cá. No fundo, dá tudo na mesma - só o saldo de cadáveres é um pouco diferente... Quer dizer, nem sei se é diferente, se pusermos na conta aqui os que morrem por falta de assistência médica ou de rodovias adequadas, já que preferimos construir estádios a estradas, preferimos copos e Copa à sala (de aula) e por aí afora.
Sabiá está perto de mudar de cantiga, estejam alertas.

8 de agosto de 2012

Trocados e miúdos

  • Quem tem menos de 30 anos não sabe o risco que corremos, vou ilustrar: inflação é uma situação tão perniciosa que faz, em pouco tempo, que o botão seja o objeto mais valioso de uma pilha como essa.

Uma moedinha de R$0,05 já não compra um botão médio.
  • Não torço para as coisas darem errado para nossa economia (mas estamos naufragando) para que possamos nos livrar do PT (e ainda não estamos nos livrando); gostaria muito que o povo tomasse vergonha na cara (vai ser muito difícil) e defenestrasse a parte da quadrilha que não virou réu (lá na ação penal 470).
  • Enquanto o isso, o Estado maravilha de dona Dilma vai parando devagarzinho - toda tchurma entrando em greve: exatamente aqueles que apoiaram a quadrilha, agora querem mais leite em tempo de vacas magras. Vamos ver isso nas urnas, o que vai dar.
  • Pergunte-se à patuleia o que é "iniciativa privada"... Aposto que mais da metade fará alguma referência a vaso sanitário. Tenho certeza. Pois são esses que escolhem os nossos governantes. Dizem por aí que o nome disso é democracia: dar o controle das tetas do governo àqueles que mamam com mais simpatia.
  • Discuto política o tempo todo, mas quem me oferecer candidato ou candidato que se oferecer a mim será solenemente defenestrado. O princípio da dúvida em benefício dos réus é coisa de tribunais, nas minha relações a medida é outra. Sabiá não vira canário porque mudou de cantiga, não senhores. Quem se candidata ou troce muito por candidaturas, militantes, são todos indesejados

1 de agosto de 2012

A necessidade de ter vivido a história

Não concordo com a necessidade de "ter vivido a história" para poder analisá-la com critério, basta que sejamos honestos na pesquisa dos fatos e ouçamos todos os lados sem paixões. É claro que cada um tem a sua trajetória particular e deve se orgulhar de sua história de vida mas isso não nos autoriza a ser inconsequentes em nossas colocações. Currículos estrelados de nada valem se através deles formos incapazes de avaliar com precisão o momento presente, amarrados que nos mantivermos a um passado de glorias e/ou sofrimentos. E enfaticamente não concordo que quem não participou do movimento estudantil nos anos 60 "não viveu a história, foi omisso". Esse é um pensamento anacrônico, todas as tendências de uma época devem sim ser respeitadas, é o conjunto que desenha os fatos e não as partes. E também não aceito essa ideia de que "quem não estava lá" não tem condições de analisar, isso é negar toda a metodologia científica de que dispomos, fosse assim ninguém teria condições de analisar qualquer época da historia da humanidade.
por: Maria do Rosario Pacheco

Maria do Rosario Pacheco é médica
e atenta observadora do Brasil,
país que está muito doente.
Ao nos basearmos unicamente em nossa própria historia pessoal para analisar o presente nos esquecemos que também nossa vida é dinâmica e mutável e está firmemente relacionada à nossa evolução como pessoas, baseada em nossos valores intrínsecos. E aí mora a diferença: embora eu tenha tido experiencias em tudo semelhantes às de muita gente que pensa diferente, embora eu tenha participado ativamente de movimentos estudantis e convivido em minha juventude com várias das personalidades citadas e outras mais que aqui não foram lembradas, embora eu tenha tido à época bom relacionamento com a maioria não misturo estações. Muito firmemente analiso a situação politica hoje no Brasil como uma das piores que já vivemos.
O PT com sua ideologia retrograda e inconsequente é a maior tragédia que poderia nos acontecer e Lula o maior engodo a que foi submetida a população brasileira.
O mensalão é o maior escândalo de corrupção da História do Brasil, não há o que se lhe compare e tentar desqualificar qualquer um que tente discutir sobre ele, a qualquer tempo, é apenas mais uma tentativa irresponsável de mudar o foco da questão. Nesse momento todos os que se dizem preocupados com o futuro do país, todos os brasileiros de bom senso devem se unir em torno desse tema. 
Não amigos, não são todos "farinha do mesmo saco", a podridão e torpeza dos mensaleiros se abriga em outro compartimento, podem estar certos disso.

29 de junho de 2012

Um pouco mais no ventilador

Com a estrutura política que temos, o fisiologismo e compadrio estão na Carta Magna e nas cartas da manga.

As universidades foram o criatório dessa sub-raça de brasileiros que chamamos petralhas; também estão sendo os primeiros a comer o pão ázimo que amassaram com os próprios rabos. O resto da patuleia vem na fila, esperando com o pires na mão pra mendigar, de verdade, assim que a economia ruir e as bolsas-voto não comprarem mais televisão nem feijão.
Assim nos servem nossos governantes.

Os desejos, aspirações e posse conjugados que os românticos chamam amor, não só possuem sua própria ratio como têm em si uma finalidade social e biológica que crivamos pela linguagem mítica em costruto elaborado e complexo, mas profundamente finalístico. Nunca vou entender a motivação que as pessoas têm com um evento que não agregará nenhuma vantagem pessoal ou coletiva real, presente ou futura. Para mim, torcer é o expoente máximo de irracionalidade social. Não percebo mesmo.

A panaceia agora para o ensino é dar tablet pra crianças, entes foi colocar computador nas escolas, antes teve a vez da TV+VideoK7, precedida pelos projetores de diapositivos (slides) e coleções daquilo que mostrariam o mundo às criança, antes eram os episcópios... Quando foi mesmo que entraram os retroprojetores e o datashow nessa dança?... Um dia desses, talvez, experimentem professores... Tem muito tempo que não usam esse equipamento. Se não tem tu, vai tu. De mal a pior, a qualquer preço

14 de junho de 2012

Curtas e grossas

Todo mundo se esqueceu da campanha pela instauração do voto secreto nos parlamentos, pela época do Figueiredo - se não me equivoco. Voto aberto é inerente a regimes autoritários (pode ser controlado) e voto secreto é mais dos regimes pluralistas (emana da consciência do votante). O segredo do voto é casadinho com a imunidade parlamentar. Vamos alcançar em breve o fim do voto secreto e o fim da imunidade parlamentar sim, como partes do processo de fortalecimento (no pior sentido!) do executivo - e todos os legislativos estarão de quatro, prontinhos para serem ferrados pelos controladores dos partidos e dos governos!
Nem adianta muito reclamar:
-- Estamos ferrados.

* * *
Minhas ações da petroleira minguaram! Isso porque a justiça inexistente no Brasil permite que o sócio majoritário faça uso político de seu controle acionário! Ah, mas dane-se meu patrimônio? Vão se danar juntos os fundilhos de pensões das vovós, das titias e de todos os barnabés que se fiam no sistema financeiro baseado no capital, para depois amargarem uma velhice com rendas de aposentado cubano.
* * *
Nunca tive carro. Considero que este objeto, exceto para quem faz dele uso profissional estrito, não está ao alcance do poder aquisitivo que tenho. Claro, se eu tivesse por ele o mesmo tipo de desejo que muitos têm, eu poderia ter um: prestações, dívidas, renúncias - questões de opção. Se eu tenho algumas dezenas de milhares de reais disponíveis, ou a predisposição de tamanha dívida, prefiro torrá-los em viagem. Prefiro comer e beber algumas centenas de reais a mais a entregá-los a um banco mensalmente. Quem prefere diferente, opta pelo que encanta, pelo que seduz. Opta mesmo pelo carro como objeto sedutor, espécie de catalizador de orgasmos. De minha parte, provei na vida os prazeres, libidinosos mesmo!, que alguns versos me proporcionaram - com menos custos.

30 de junho de 2011

Deseducação programática

Volta e meia vem a baila o argumento de que os governos não promovem a educação (sic) por pretenderem que um povo menos instruído (sic) seja mais condutível, de alguma forma. Não me recordo de nenhum teórico maquiavélico (tampouco Maquiavel) ter proposto essa ideia. parece-me absurda e imprópria, advinda das teorias conspiratórias que sempre estiveram em voga e são mais férteis que a mente de qualquer conspirador.
Já ouvi o argumento de que as falhas no sistema de ensino sejam programa de governos de todo tipo de ator político, de todas as cores partidárias. "É 'programático' o ensino ser ruim", já isso ouvi de TODOS os governos, desde que me entendo por gente. Mas não, penso que as falhas do ensino sejam incompetência de governantes mesmo, deixam a coisa na mão de pedagogos e dá nisso!


O que desanda tudo, na realidade é que o lugar certo de educar é em casa - e não educam - os pais mandam as crianças sem educação às escolas que as devolvem sem instrução. Ninguém faz o que deve, uns põem as culpas nos outros, e fica o povo como está aí, elegem essa troupe e se deleitam com as bolsas-miséria.
Se o desensino tiver sido programático para os tais governos, não funcionou como programa, pois eles vieram sendo alijados do poder uns depois de outros!
Educação (em casa) e instrução (pública ou privada) tem que ser programa social (da sociedade), político (do povo da polis), comunitário, e de todas as mais esferas - até, até! - a de governo, mas esta segundo os ditames das anteriores. Aqui em nosso país, relegamos tudo ao governo, esperamos tudo dele - e sem muita esperança! Brasileiros costumamos ver governos como panaceia para tudo, leis como bulas infalíveis (ou feitiços onipotentes).
Para uma nação (não uma pátria) ter rumo, só se despindo das fantasias de adesismos (tirando as camisas das facções), assumindo que nenhum time de salvadores vai resolver o milagre da multiplicação no erário e tomando em mãos firmes a rédeas do público e do privado, uma em cada mão, sem inversões espúrias!
Para complicar tudo, ainda vivemos no Estado nacional mais antigo de todos, pois o nosso é sequência direta, ser rupturas, do velho estado português - que até em Portugal se reformou! - mas aqui ainda perdura feudal, corrupto, burocrático, paternalista e patriarcal.
Já é hora de essa sociedade, esse povo, se erguer do berço esplêndido a que somos relegados até pelo Hino Nacional. Descubra-se o óbvio - é tomando para si a gestão que se gere, delegar é uma forma de gestão, mas relegar (como os brasileiros fazemos com a coisa do Estado) é renunciar ao resultado.


23 de dezembro de 2010

Um só partido nacional

Um só partido ou partido nenhum?
Um só partido nacional - aqui quero propor passar a conversa por esse ponto. Existe mesmo PT como partido, tanto quanto certamente já terá havido? Sabemos que um dos pontos teóricos que qualificam a existência partidária (e fica claro que estamos descartando outras abordagens formalistas ou segmentárias) é a existência de um núcleo de demanda permanente, difusa e universal. De meu ponto de vista, essa demanda no PT se exauriu, ao conquistar o Estado; o que existe de projeto nuclear passou a ser a manutenção do poder, em detrimento de outras propostas que deixaram de ser atividades fim para se tornarem meios na consecução de tais objetivos. E pior, meios sempre justificados pelo fim, acima de quaisquer peias éticas e apenas levemente contidas pela coerção jurídica.
As bandeiras ideológicas (expressas na dicotomia esquerda-direita) perderam o significado prático, passando a ser mero vínculo romântico com um discurso de outrora ou de além-mar. O discurso sindicalista-reivindicatório esbarrou na realidade da possibilidade do mercado, da furiosa tributação que sustenta a leviatânica máquina assistencialista, na política econômica internacional, pautada pelo socorro de cada player a si mesmo.
Que temos? Um grupo que se aparelhou e ocupou todas as esferas da vida pública; em cujo topo há um núcleo de cerca de 40 pessoas listadas pelo MP como formadores de quadrilha, sub judice no STF. Depois disso um segmento médio vindo quase todo da obscuridade de quadros estaduais e municipais que sempre agiu no interesse de se servir de suas funções mais que servir ao interesse coletivo - até por não existir mais um interesse difuso palpável: falta o grande projeto.
Enfim, a militância. Quem são esses, que abraçam uma causa que não compreendem, até mesmo por não existir, mas que aderem a uma bandeira que tremula com motes sem glosa? Não são praticamente os mesmo que ocupam boa parte da vida e de suas motivações em outras aderências das quais não auferirão nenhum benefício privado ou coletivo? Não são os torcedores do PT os mesmos que torcem por Flamengo aqui, Atlético ali ou Bahia acolá? Mangueira ou Portela esporadicamente. Cesares Cielos de vez em quando. Não é a mesma torcida por uma Copa ou Olimpíada, como se fossem metas reais de desenvolvimento nacional?
Aderem então à bandeira vermelha da estrela, torcendo pelo sindicalista do filme, o herói de boa catarse, com fala de povo quando fala ao povo, sem diploma, mas que foi devidamente preparado por algumas das mais destacadas mentes da academia, sem berço, mas que se tornou interlocutor de tudo que se possa chamar elite pelo mundo afora. É o gato-borralheiro, cujos votos lapidaram o sapato de cristal.
E agora? Existe mesmo partido, existe demanda clara, existe pacto ou delegação nítida para o exercício desse mandato do 1º de janeiro? Que rumo será dado por essa senhora sacada da algibeira para suceder dom Sebastião em sua desconhecida eclipse?


Bem, o caso aqui é a pergunta: o que é o PT agora? Por quanto tempo se sustentará como aparelho de Estado? Haverá fôlego para ultrapassarem a barreira da década no controle que assumiram, sem proporcionarem serviços que ultrapassem a barreira do imediato, setorial, ou personalíssimo?
O nosso querido povo, torcedores que são, nem se importam se o time a cada ano é formado por profissionais muitíssimo bem pagos. Quer gols. Quer a alegria de êxitos pontuais. Êxitos de um pênalti ou de uma Tv de LED. De uma taça de campeão ou de um carro financiado para passar por ruas que não os comportam - e assim por diante.
Vivemos num país continental sem ferrovias, sem hidrovias, sem aerovias suficientes. Aqui pela região Sudeste e Sul temos a ilusão de que coronelismo foi fenômeno dos dois quartéis iniciais do XX; vá-se ao Tocantis ver quem é o dono lá, ou às Alagoas ou ao Ceará - capitanias hereditárias. E partido? Que partido? Um que tem discurso, ou tinha, de combater aqueles que hoje se enfileram em suas tropas de choque? E quem não vê? O povo vê, mas que importa? Já que no futebol os jogadores são vendidos entre os times, basta trocar a camisa e a adesão é instantânea. Basta esse ou aquele figurão apoiar dom Sebastião que fica remido. E o partido, há?

26 de agosto de 2009

Taxonomia do Senado Federal



Taxonomia é a ciência que lida com a descrição, identificação e classificação dos organismos, individualmente ou em grupo, quer englobando todos os grupos. A taxonomia política é a arte de comparar os políticos a animais, de acordo com seus comportamentos.
O Senado Federal é facilmente reconhecível pela essência das atitudes e comportamentos de seus componentes. São todos répteis: grande classe de animais vertebrados, originada durante o Carbonífero (sistema do erátema Paleozóico Superior).
Senado, na origem, era a assembléia dos patrícios que constituía o Conselho Supremo de governo na antiga Roma. Um colegiado de um segmento privilegiado da população que detinha a mais alta direção daquela república. Hoje o senado justifica debilmente sua existência como casa revisora, destinada a passar o processo legislativo pelo crivo da federação – algo que não existe na prática.
Os senhores (e senhoras) senadores, sob a ótica da taxonomia, agrupam-se na classe dos répteis, como qualquer um que deitar olhos sobre a questão há de convir. As classificações mais modernas tendem a não tratar mais os répteis como um grupo natural, pois nada há de menos natural que aquele coletivo de 81 do senatório – podendo mesmo a maior parte ir dalí ao sanatório sem muito esforço.
Dos répteis sabe-se que variam em formas bastante distintas como tartarugas, serpentes, lagartos e crocodilianos; seu corpo é coberto por pele seca e cornificada, dotada de escamas ou placas, coração com três câmaras e respiração pulmonar. Dado o grande leque de adaptações sofridas pela classe, e às contínuas mutações que sofrem, são encontrados répteis nos mais diversos hábitats: uns vêm dos pampas, outros da caatinga; há os da tundra e os litorâneos – não havendo região do país que de que eles não advenham ou unidade da federação não nos forneça pelo menos três deles.
Voltando à taxonomia, os répteis do Senado se dividem em três subordens: sáurios, qulônios e ofídicos com alguns hibridismos e quimeras momentâneas. Vamos a eles.

  • Répteis sáurios são escamados, compreende os lagartos, com cerca de 3.700 subespécies, encontradas em todo o mundo, em regiões tropicais e temperadas. São os predadores, aqueles senadores que vivem à espreita de uma presa, podendo ser uma benesse ou vantagem política, sem descartar eventual numerário abrigável nas ilhas Caimãs. Os representantes da subordem dos sáurios no senado são dominantes em relação aos demais. Exemplos destes: Sarney, Calheiros, Mercadante, Virgílio, Collor.
  • Répteis quelônios são ordem de répteis anapsidas, conhecidos como tartarugas, cágados ou jabutis, com cerca de 250 subespécies, aquáticas ou terrestres, encontradas em quase todo o mundo. São lentos, longevos, se protegem com carapaças e carapuças, fingindo que a tempestade não os alcança. São senadores que se omitem, que se eclipsam e que dão todos os bois para não entrar em briga nenhuma: a sobrevivência política é prioridade. Exemplos podem ser apontados: Suplicy, Mão Santa, Tuma, Maciel, Eliseu, Cristovam, Jarbas.
  • Répteis ofídios são subordem de répteis escamados, também chamados de ofídicos, que inclui cerca de 2.300subespécies, conhecidas vulgarmente como cobras. São senadores que habitam o seio da terra, considerados entre certos povos, sobretudo em sociedades matriarcais, como vitais e benéficos. Designam as cobras, venenosas ou de aspecto ameaçador ou gigantesco e pessoa má, pérfida, traiçoeira; víbora. Possuem veneno próprio ou mandam destilar em bodegas bolivarianas. São senadores que emprestam sua retórica (quando têm) sua verborragia ou seus estertores à causa do momento ou eternamente à mesma, com reconhecível virulência, mas não tem mais que isso a oferecer. Exemplos: Ideli, Wellington Salgado, Paim, Duque.
Voltarei à questão oportunamente.

Leia mais neste blog: Produção de ovos de páscoa - O banquete de dona Onça - Azellite, a pop estar
Leia no blog da Keimelion: Para publicar seu texto - Impressão sob demanda - Documentos sobre nosso trabalho

Articulando
Coletânea de artigos. O artigo acima e outros mais estão publicados no livro Articulando, excelente sugestão para entretenimento ou presente. Alguns são artigos leves, outros bem mais profundos. Alguns têm origem em trabalhos acadêmicos e foram simplificados para essa edição, estando disponíveis inclusive pela internet, suas versões completas e anotadas. Há artigos bem recentes e outros de mais de dez anos. Clique nos links o no livro para adquirir.

7 de dezembro de 2008

Direito e Democracia em Habermas: Faticidade, Validade e Racionalidade

Texto em que discuto as disfunções do Estado Moderno, que afogam a vida coletiva, destroem o “sentido” do público e anulam a crença na vida democrática (enquanto a própria maquinaria da 3ª revolução científico-tecnológica instiga o individualismo e a solidão) e ajudam a desvincular os homens das formas de solidariedade mínima que emprestaram certa coerência aos atuais padrões civilizatórios e ao próprio Estado Moderno, decadente e sem rumo.

Direito e Democracia em Habermas: Faticidade, Validade e Racionalidade