29 de setembro de 2008

Defendendo o texto


Todo mundo tem uma tese, ou mais de uma. Em geral as pessoas defendem suas teses. Alguns as defendem nos botequins, outros nos campos de batalha. Tem gente que invade países remotos para defender a tese do desarmamento, depois tem que se debater na TV para explicar que não encontrou as armas. Existe um tipo de tese defendida na academia, perante banca. Este tipo precisa de texto, reside nele. Acontece que esse texto precisa ser bom. Então surge um problema: a pessoa passou anos se ocupando de tanta ciência que cai nas armadilhas da língua. Aí o autor acaba tendo que defender o texto e não a tese. Claro, todos leram muito. Leram em diversas línguas. Escreveram bastante também. Mas quem leu não estava assim tão preocupado com o texto. A tese era mais importante. Tese a ser apresentada em texto para a defesa. Tese e texto se confundem. Não há como defender um se tem que defender o outro. O grande aliado do texto da tese é o revisor: personagem obscuro com a função de defender o texto. Sobra só a tese para o autor defender. A tese que vai para defesa assinada pelo revisor tem aval de autoridade sobre texto. Eu defendo o texto: sou revisor.
Já defendi minhas teses, aqui e ali. Atualmente só defendo o texto dos outros. Escrevi um Manual para ajudar as pessoas a escrever. O Manual pode ser obtido no link abaixo. Já me perguntaram pelo motivo para eu fazer isso. É simples, na verdade: se ajudo as pessoas a produzirem texto, estou fomentando a criação do meu objeto de trabalho, o texto alheio.

Não deixe de ler no blog da Keimelion - revisores de textos: Como funciona o serviço? - Recomendações dos orientadores - Defendendo o texto

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