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Equinócio da primavera
- Actio – do grego hipocrisis (ação): preparar o que foi escrito para ser proferido; acrescentar ao discurso efeitos de voz, gestos, mímicas; nesta etapa o orador deve tratar o texto como ator. Por extensão, tomo o termo ação como preparação de qualquer tipo de texto.
- Dispositio – do grego taxis (disposição): ordenar os argumentos e os elementos encontrados, buscando a organização interna do discurso, seu plano. A melhor tradução para dispositio seria composição, mas este termo será adotado aqui com os cuidados para não gerar ambigüidade, pois compositio, em latim, diz respeito unicamente ao arranjo das palavras no interior da frase. Numa sintagmática aumentativa ela seria a primeira classe, seguida pela conlocatio, que designa a distribuição das frases no interior de cada parte, e a dispositio que designa a disposição das partes no todo. REBOUL, 2000.
- Elocutio – do grego aexis (elocução): redigir o discurso, zelando por seu estilo e ornamentação.
Todos os elementos integrantes, textos, suporte, signos, personagens, são articulados – ou seja – postos com arte. Isso significa que cada aspecto da estrutura demanda conhecimento de fatores e variáveis intervenientes no resultado e que a operacionalização das ações tenha escopo adrede concebido. À natureza específica dessa forma de operacionalização é que se chama arte.
O referido escopo de se pôr com arte os elementos em interação significativa é construto que, por ter um tipo linguagem caracterizada pela complexidade do belo, pela polissemia, pela flexibilidade e por muitos mais aspectos, inclusive subjetivos – motivo de querelas teóricas há milênios por essa especificidade tão fugidia, mas totalmente perceptível, rege a arte de modo muito especial e se chama poesia.
Leia a série toda:
Retórica da ação nas poéticas visuais - Arte - Poética - Prolepse

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