3 de junho de 2012

Cacetadas - umas aqui, outras ali

Dá-se uma cacetada na cruz,
 outra no caldeirão.


  • Um dos pressupostos inegociáveis do que chamam democracia é a possibilidade concreta de que haja alternância no controle do Estado. Quando Lula declara publicamente que não consentirá no retorno de seus opositores ao governo fica patente a índole autoritária dos que tomaram para si governo, estatais, ONGs e instituições de ensino. Estamos sob o mais inteligente e sub-reptício regime totalitário de que me lembro.
  • Para nos livrarmos dos que nos molestam lá do alto, precisamos tratar primeiro dos que estão perto de nós. Nossa indignação e frustração não vai chegar ao Palácio do Planalto ou ao Congresso, mas pode atingir o eleitor dessa corja que está a nosso lado. Temos que começar a mudar o Brasil em nossa esfera, pelas pessoas de nossas relações. Diga em bom tom ao petista adjacente: você está errado!
  • Convocação pra depor em CPI é igual a eleição. Você tem que comparecer, mas não precisa dizer nada. Você tem que ir a urna, mas pode votar em branco. Você vai à Comissão e alega direito de silêncio. Ah, você também pode ir ao circo - e não precisa aplaudir os palhaços.
  • As pessoas se fixam em números como se fossem salvar a pátria. Agora o pleito é de 10% para educação. Imagine-se, tal seja atribuído em Lei. Aí um governo, com outros interesse, aloque 8% nas academias militares (é educação) e 1% para cursos de parlamentares no exterior (é educação). Sobra 1% pra patuleia. Adianta alguma coisa falar em engessar orçamentos em percentuais? Que tal tentarmos ser governados por 90% de gente bem intencionada? Não seria melhor?
  • Ouvi outro dia, de dona Dilma, no rádio: -- [...] "e quando se quer, pode-se transformar a realidade"... Juro que ela disse isso, mas ela não queria dizer que se pode construir uma mentira - embora seja isso que ela tenha dito. O problema de uma pessoa, quando ela fala muito mal, como é o caso, é que tudo que ela diga traindo seus interesses pode ser redeturpado, transmudado, travestido de sentido; nem o benefício do ato-falho pode ser aplicado. O discurso petista, lulesco, dilmentiroso, petralhano, é torpe, obtuso, tortuoso, eivado de bordões e de lugares-comuns. Raramente quer realmente dizer algo, normalmente pretende apenas preencher um espaço temporal com a verborragia já conhecida e acalentada pela patuleia. Nas poucas vezes que algo é dito e se pode depreender alguma informação, logo a seguir ou quando ela é questionada, o dito passa a ser desdito, o afirmado volta negado, o concreto fica interpretado e a realidade, queira-se ou não se queira, é transformada em mentira.
  • De vez em quando eu tenho vontade de falar mal do governo, mas os assuntos são tão repetitivos: corrupção, ingerência, autoritarismo, burocracia, nepotismo, sectarismo... Perde-se o sabor da novidade e as piadas se tornam velhas com tanto mais do mesmo nos proporciona a malta petista.