13 de junho de 2012

Ora bater na cangalha, ora no burro

  • O maior tédio é essa tal de CPMI. Todos sabem que ninguém ali tem nenhuma preocupação em levantar verdade nenhuma. Todo mundo sabe que ali é só um jogo de poder, de esconde rabos, de disputa feudal. Todos se equivalem: parlamentares, depoentes, testemunhas, governadores, réus, advogados. Tudo faz parte dessa decantada e louvada democracia. Só não entendo como ainda existe quem a defenda. É uma mentira muito arraigada e profundamente impingida no modo de pensar das maiorias.
Quem é burro, peça a deus que mate
 e ao diabo que carregue.
  • Fala a verdade, alguém bota fé nesse busão com sigla em inglês que estão enfiando na goela do belo-horizontino? Parece só mais do mesmo, de novo o de antes. Lembram que os corredores exclusivos seriam a salvação da pátria? Lembram dos elétricos comprados e apodrecidos nas garagens nos tempos do Newtão? E os postes pro tal colocados etá a Pampulha? Tem que fazer algo pra dar satisfação a dona Fifa, tem que fazer algo pra tirar um quinhão - mas a coisa não vai resolver nem por cinco anos. O buraco tem que ser mais embaixo, sim: embaixo da terra. Sem metrô, não há trem que resolva. Mas aí desinteressa a muita gente, exceto à maioria.
  • Quando as universidades brigarem mesmo com o PT será o princípio do fim do leviatã. Por enquanto, é só briga de marido e mulher - a imprensa que não é besta de meter a colher.
  • Tapadice foi querer substituir o football por ludopédio, o nome da coisa é chutebola. Ou era pra ser! E era pra ser um esporte, mas virou poeira nos olhos da plebe.
  • Estamos descobrindo que democracia, em geral, produz lixo. Quando é do tipo que os garis limpam, depois de passeatas, ainda está bem. Pior é quando é lixo parlamentar e precisamos chamar gente com outro tipo de farda pra limpar.
  • Todo mundo nas redes fica preocupado com a Comissão de Ética, CPMI, Comissão da Verdade e outros descalabros. Se cada um tratasse de seu petista adjacente como ele merece teríamos mais proveito.