30 de junho de 2013

Cadê o Lula?

Dizem e disseram por aí que Lula está internado alhures em estado terminal. A bagaça que ele tinha no pescoço deu filhote no pulmão. Não sei se essa história é verdadeira, nem tenho o telefone dele para ligar e conferir. Sem precisar me manifestar se lhe desejo melhoras ou uma morte penosa como a que costuma acometer os tabagistas (e os ex), considero, como hipótese analítica, que a especulação, burburinho, diz-que-diz-que se revista de faticidade.
Lula: ninguém sabe, ninguém mais viu.
Como ficará o partido de que ele é dono, após sua descarnação? Bem, é certo que o partido ficará partido! Os correligionários se engalfinharão pela herança maldita até a quinta geração. Cinquenta anos depois da morte de Lula, os herdeiros presuntivos ainda estarão colocando palavras na boca do falecido, como fazem a Getúlio, Brizola, Tancredo, Ulisses e outros próceres das últimas repúblicas. Uns oito ou dez grêmios políticos se formarão pleiteando a legitimidade da herança do enedáctilo. Todos estarão em contato direto com o falecido, via mãe-de-santo, para saber o que ele pensaria de cada situação. Até porque não haverá obra escrita em que se inspirar para adaptar o pensamento do grande líder. Lula não escreveu nada. Nenhum problema e nenhuma crítica quanto a isso: Cristo e Maomé também não deixaram obras literárias e têm, ambos, milhares de intérpretes (que nem sempre se entendem - claro). Quem viver verá, se ele morrer. Quem viver mais, certamente um dia verá, pois, mesmo endeusado e remido de todos os pecadilhos mensaleiros, um dia ele morrerá, ou de câncer no pulmão ou de qualquer outra dessas desculpas que acometem os reles mortais, por mais líderes que tenham sido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Diga o que disser, eu publico se me aprouver.