
Depois das duas postagens mencionando Honório Guimarães, ficou no ar uma promessa de algo mais sobre aquele educador e poeta. A primeira referência foi a propósito de se livro que tece o título do soneto com que a obra inicia, Restos de Alma. A segunda postagem referenda a menção feita na primeira sobre como a obra chegou à minha família, divertida história. Aqui, para encerrar o caso, quero fazer algumas observações sobre a história que o papel de carta daquele educador nos conta.O curioso papel, reproduzido integralmente na postagem anterior, mais que suporte da correspondência do professor, aparentemente tinha as funções múltiplas de cartão de visitas, currículo e de anúncio de serviços, tudo isso, combinado com a forma de "colocação" de sua obra poética, faz supor que a condição financeira da aposentadoria não seria satisfatória, que o antigo mestre ainda tentava vender seus saberes e que, aparentemente, a vaidade dos títulos, funções e encargos da biografia estava conjugada à procura de renda.
Das informações pode-se extrair: republicano, geógrafo, revolucionário em 1930, jornalista, polícia, músico, romancista, poeta, contista, ensaista, revisor... A lista é longa, mas um pequeno destaque centralizado ao pé do papel, sintetiza:
"Lecciona Admissão,
Humanidades e Escriptu-
ração Mercantil."
Humanidades e Escriptu-
ração Mercantil."
A aposentadoria não lhe provia suficientemente, e o ofício de professor particular e as rendas de suas obras se fazia complemento necessário à subsistência.
Aqui fica bem caracterizado que não há tanta novidade assim nas insuficientes remunerações dos diferentes ofício de magistério, bem como na tibieza das aposentadorias. O mito de que outrora os professores foram mais bem pagos não se sustenta. Os muitos louvores de que a categoria se cobria não eram condignamente recompensados pela forma real e única suficiente de dignificação de um profissional, a remuneração condizente com sua qualificação e com a relevância da tarefa desempenhada.
Aqui fica bem caracterizado que não há tanta novidade assim nas insuficientes remunerações dos diferentes ofício de magistério, bem como na tibieza das aposentadorias. O mito de que outrora os professores foram mais bem pagos não se sustenta. Os muitos louvores de que a categoria se cobria não eram condignamente recompensados pela forma real e única suficiente de dignificação de um profissional, a remuneração condizente com sua qualificação e com a relevância da tarefa desempenhada.
Por aqui, pelo Brasil todo, professor é menos que um ofício, já que se lança mão do que houver e não do necessário, é menos que um sacerdócio, pois os votos não são cumpridos, menos que uma devoção, pois o profissional é descartado, muito mais que aposentado. O magistério é um martírio: anos de labuta sem progressão funcional e sem progresso financeiro; agora como dantes.
Leia mais por aqui: Diferenças entre historiadores e jornalistas - Coerção eleitoral - Memória e imagem - A conspiração da Reforma Política
Leia também no blog da Keimelion - revisão de textos: Partes de um artigo científico e Submissão de artigo científico

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Diga o que disser, eu publico se me aprouver.