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22 de junho de 2012

Educação não é panaceia

O que chamam de educação é um baita equívoco, virou panaceia (no sentido próprio: remédio que cura todos os males). Educação não é sinônimo de escolarização, tenho visto escolas serem lugares de doutrinação, aliciamento (institucional mesmo - não só pelos traficantes), catecismo político e doutrinação partidária ou religiosa: isso não tem NADA a ver com educação.
Leia também:

"Educação" não é panacéia

É legítimo doutrinar, é válido cardecizar ou catequizar, até mesmo a apologia política partidária (em qualquer idade) são aceitáveis, mas FORA DA ESCOLA. Sem um centavo público para isso! Escola é lugar de ensino: português (abandonado), matemática (ignorada), e todo mundo sabe o que mais. Educação, ah, essa tem que ser EM CASA! Educação é formação de valores. Privilégio indelegável da FAMÍLIA. Pedagogos que se danam por falar diferente disso.
E a maior piada é subverter o o ensino superior - chamar aquilo de educação de marmanjos é pura imbecilidade. Quem tem 18, 20 anos, ou tem educação que rebeu em casa ou não terá jamais. Qualquer lheguelhé sabe que é de pequenino que se torce o pepino. O que chamam de "educação universitária" é a captação de quadros políticos. A faculdade virou um colejão onde os adultos jovens se comportam como adolescentes rebeldes sem causa provável. Um lugar para passar o tempo, fumar maconha e se divertir em baladas num território neutro, livre do jugo paterno e com a conivência de um poder público tíbio e favorecedor da banalização da academia. Fazem isso até chagar a hora de comprar ou enjambrar uma monografia ou tese: exatamente como fez o próprio Mercadante.

11 de maio de 2011

Honório Guimarães - 2º

Depois das duas postagens mencionando Honório Guimarães, ficou no ar uma promessa de algo mais sobre aquele educador e poeta. A primeira referência foi a propósito de se livro que tece o título do soneto com que a obra inicia, Restos de Alma. A segunda postagem referenda a menção feita na primeira sobre como a obra chegou à minha família, divertida história. Aqui, para encerrar o caso, quero fazer algumas observações sobre a história que o papel de carta daquele educador nos conta.
O curioso papel, reproduzido integralmente na postagem anterior, mais que suporte da correspondência do professor, aparentemente tinha as funções múltiplas de cartão de visitas, currículo e de anúncio de serviços, tudo isso, combinado com a forma de "colocação" de sua obra poética, faz supor que a condição financeira da aposentadoria não seria satisfatória, que o antigo mestre ainda tentava vender seus saberes e que, aparentemente, a vaidade dos títulos, funções e encargos da biografia estava conjugada à procura de renda.
Das informações pode-se extrair: republicano, geógrafo, revolucionário em 1930, jornalista, polícia, músico, romancista, poeta, contista, ensaista, revisor... A lista é longa, mas um pequeno destaque centralizado ao pé do papel, sintetiza:
"Lecciona Admissão,
Humanidades e Escriptu-
ração Mercantil."
A aposentadoria não lhe provia suficientemente, e o ofício de professor particular e as rendas de suas obras se fazia complemento necessário à subsistência.
Aqui fica bem caracterizado que não há tanta novidade assim nas insuficientes remunerações dos diferentes ofício de magistério, bem como na tibieza das aposentadorias. O mito de que outrora os professores foram mais bem pagos não se sustenta. Os muitos louvores de que a categoria se cobria não eram condignamente recompensados pela forma real e única suficiente de dignificação de um profissional, a remuneração condizente com sua qualificação e com a relevância da tarefa desempenhada.
Por aqui, pelo Brasil todo, professor é menos que um ofício, já que se lança mão do que houver e não do necessário, é menos que um sacerdócio, pois os votos não são cumpridos, menos que uma devoção, pois o profissional é descartado, muito mais que aposentado. O magistério é um martírio: anos de labuta sem progressão funcional e sem progresso financeiro; agora como dantes.

Leia mais por aqui: Diferenças entre historiadores e jornalistas - Coerção eleitoral - Memória e imagem - A conspiração da Reforma Política
Leia também no blog da Keimelion - revisão de textos: Partes de um artigo científico e Submissão de artigo científico

21 de março de 2008

Curriculum Vitæ


Públio Athayde
Brasileiro, solteiro, sem filhos; 46 anos.
Contato
Fones: +55 (31) 3244-1245.Celular MG: +55 (31) 9191-5091; SP: +55 (11) 8133-1138.
E-mail: pathayde@hotmail.com (MSN).
Currículo acadêmico disponível na Plataforma Lattes/CNPq: http://lattes.cnpq.br/
Currículo completo disponível em http://www.curriculum.com.br/ucn/pathayde
Qualificação
· Formação em História, Sociologia, Estatística, Ciência Política e Direito.
· Grande experiência de gestão educacional em organização não-governamental. Experiências em administração de projetos acadêmicos e institucionais, em pesquisa e organização de arquivos históricos, em ensino de primeiro, segundo e terceiro graus.
· Mestrado em Ciência Política. Especialista em Ciência Política. Especialização em História Moderna e Contemporânea, em Teoria e Métodos das Ciências Sociais. Especialização em Cultura e Arte Barroca.
Experiência profissional
Experiência empresarial
· 2000 – 2004 Sócio-Editor da Editora Keimelion Ltda. Atividades de gerência, administração, planejamento e relações institucionais. Consultor de projetos e revisor acadêmico.
· 1992 – Sócio-Diretor da CRINTH Educação & Cultura, firma especializada em serviços em Educação, Psicologia, História, Ciências Sociais e consultoria humanística.
Magistério superior: lecionou, por mais de dez anos, em diversas instituições de ensino superior, públicas e privadas, em cursos de graduação e pós-graduação, inclusive coordenando atividades de pesquisa e extensão.
Magistério de primeiro e segundo graus: lecionou em instituições públicas e privadas de diversas regiões do país.
Revisão: revisou várias dezenas de teses e dissertações nas diferentes áreas do conhecimento.
Direção em associações/ ONG
· Membro, por mais de 15 anos, da Organização Mundial do Movimento Escoteiro (WOSM), tendo exercido vários cargos na União dos Escoteiros do Brasil (UEB), atuando nas áreas de capacitação de pessoal, formação de lideranças, administração educacional, educação infanto-juvenil, desenvolvimento de programa, e planejamento estratégico, operacional, educacional, logístico e administrativo.
· Fundador e Presidente da Associação dos Ex-Alunos do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Ouro Preto (ASSOSEX); de caráter social, profissional, literário e científico.
Publicações
Acadêmicas: publicou diversos artigos técnicos e científicos, disponíveis na Internet, e o Manual para redação acadêmica. Belo Horizonte: Editora Keimelion, 2002. 200p.
Literárias: cinco livro publicado pela eBooksbrasil, poesia.
Línguas
Estrangeiras modernas: francês: lê, escreve e fala bem; inglês, lê e escreve bem, fala pouco; italiano: lê e escreve bem, fala pouco; espanhol: lê e escreve bem, fala pouco; alemão: lê e fala pouco.
Arcaicas e mortas: arcaísmos do português e francês, latim, um pouco de grego.
Disponibilidade imediata para todo o país, com preferência para atuação nas regiões Sudeste e Sul ou Distrito Federal. Disponibilidade constante para viagens.