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9 de janeiro de 2012

Nova página no blog: Artes

Toda gente faz artes, mas uns se esquecem de fazer depois que deixam de ser crianças. O caso comigo é que tento não deixar de ser criança. Não deixar de ser criança, criatura e criador, Criar é o caso; criar livre de obrigação de não ser criança, livre de qualquer criador, mas tentando permanecer criatura consciente do ato da criação. Creio que criei algo, mas creio sobretudo que necessito continuar criando para permanecer criatura e um pouco criança.
Crio em diversos campos. Aqui publico agora algumas criações: umas recentes, outras de outrora - no campo das artes visuais. Já tem alguma coisa na pasta Artes, logo vai ter mais.
Você pode ver direto nos slideshows:
Pintura A


26 de abril de 2009

Pintura e poesia no Renascimento

No Renascimento, a pintura tinha forte componente da retórica e era mesmo equiparada a ela. Admitindo que a doutrina pictórica renascentista estivesse imbuída claramente de retórica; isso não significa que o vínculo entre pintura e arte oratória tivesse sido estabelecido à margem da poética . Como acontece com as artes em geral e pela poética em particular, a doutrina pictórica fica impregnada da estruturação e da terminologia retóricas, mas nesse fato não se deve ver aproximação entre duas atividades que se afastam nos objetivos e nas metodologias. Assim, segundo esse pensamento, o tópico horaciano ut pictura poesis não pode ser estendido em sentido completamente lato.

"Que obra de arte é o homem: tão nobre no raciocínio;
tão vário na capacidade; em forma e movimento,
tão preciso e admirável, na ação é como um anjo;
no entendimento é como um Deus; a beleza do mundo;
o exemplo dos animais.”

Fragmentos de renascença:
Afresco de Michelangelo & Hamlet, de Shakespeare.

11 de dezembro de 2008

Vermelhos e amarelos (12)

Segundo Ricardo Arreguy Maya:
“Das lúgubres lombrigas aos lapsos pós-maçônicos, Públio Athayde empreende uma parábola de grande introjeção. Às vezes cavaqueado e carnavalizante, tudo ali transpira. Entrementes, a julgar pelos adornos tipicamente neo-kantianos, impõe-se com sua prosódia em prosopopéias de grande subjetivismo acutangular. Engajado e engajante, pinturesco, sua messe quase messalínica e telúrica atua como metaplasmas lingüísticos em sua ode à frialdade pagã.”

Públio Athayde,
Óleo sobre tela de juta colada sobre eucatex.
(OST) 90cm por 120 cm, 2006
À venda.

Ricardo Arreguy Maia é
Aprendiz de Polyhistor
e servente de pedreiro
na beirã da albufeira da Aguieira,
em Santa Comba Dão.