- Do ponto de vista fático, a candidatura de Dona Dilma é inexistente.
- Do ponto de vista fotográfico, a candidatura de dona Dilma é um filme queimado.
- Do ponto de vista literário, a candidatura de dona Dilma é uma página em branco.
- Do ponto de vista musical, a candidatura de dona Dilma é uma distonia desarmônica desafinada.
- Do ponto de vista enofílico, a candidatura de dona Dilma está buchonada.
- Do ponto de vista culinário, a candidatura de dona Dilma é uma maionese desandada.
- Do ponto de vista atômico, a candidatura de dona Dilma é espaço inter-orbital.
- Do ponto de vista energético, a candidatura de dona Dilma é um apagão secular.
- Do ponto de vista do Pelé, a candidatura de dona Dilma é uma bola murcha.
- Do ponto de vista do Dr House, a candidatura de dona Dilma é uma síndrome paraneoplástica.
- Do ponto de vista binário, a candidatura de dona Dilma é ZERO.
- Do ponto de vista cinematográfico, a candidatura de dona Dilma é o cocô do cavalo do bandido.
- Do ponto de vista do Twitter, a candidatura de dona Dilma é #fail
- Do ponto de vista revolucionário, a candidatura de dona Dilma é defecção.
- Do bonto de viste leninista, a candidatura de dona Dilma é bequeno-burguesa.
- Do ponto de vista marxista, a candidatura de dona Dilma é historicismo.
- Do ponto de vista existencialista, a candidatura de dona Dilma é o nada.
- Do ponto de vista fescenino, a candidatura de dona Dilma é uma foda empatada.
- Do ponto de vista escatológico, a candidatura de dona Dilma é uma merda.
- Do ponto de vista geológico, a candidatura de dona Dilma é uma fossa abissal.
- Do ponto de vista teológico, a candidatura de dona Dilma é a anemocria do báratro.
- Do ponto de vista dos gases, a canditatura de dona Dilma é nobre (não combina MESMO).
- Do ponto de vista citológico, a canditatura de dona Dilma é um vacúolo.
- Do ponto de vista penal, dona Dilma deveria ser condenada a NÃO prestar ser viços à comunidade.
- Do ponto de vista filosófico, a candidatura de dona Dilma é acatalepsia.
- Do ponto de vista cultural, a candidatura de dona Dilma é burra.
- Do ponto de vista moral, a candidatura de dona Dilma é pecado.
- Do ponto de vista indígena, a candidatura de dona Dilma é tapera.
- Do ponto de vista arquitetônico, a candidatura de dona Dilma é uma ruína.
- Do ponte de vista histórico, a candidatura de dona Dilma é anacrônica.
- Do ponto de vista obstétrico, a candidatura de dona Dilma é ectópica.
- Do ponto de vista urológico, a candidatura de dona Dilma é uma disfunção erétil.
- Do ponto de vista prisional, a candidatura de dona Dilma é uma evasão frustrada.
- Do ponto de vista nomotético, a candidatura de dona Dilma é um projeto inadmissível.
- Do ponto de vista social, a candidatura de dona Dilma é um vício extirpável.
- Do ponto de vista bancário, a candidatura de dona Dilma é um cheuque pré-datado apócrifo.
- Do ponto de vista do dicionário, a candidatura de dona Dilma é uma errata.
- Do ponto de vista da mídia, a candidatura de dona Dilma é um bunda-lelê.
- Do ponto de vista gráfico, a candidatura de dona Dilma é um empastelamento.
Romances históricos, poesia, crônica, crítica, sátira, humor, política e análise! Escrivinhações de um polímata.
15 de dezembro de 2009
Pontos de vista sobre a candidatura de dona Dilma
6 de dezembro de 2009
Pluralismo

Pluralismo é um conceito interessante, normalmente restrito a cientistas políticos; de um modo geral, as pessoas expressam as ideias inerentes ao conceito de pluralismo com a palavra democracia. Para nós, politólogos, democracia - qualquer que seja o entendimento do que ela seja - deveria se limitar a definir governos, formas de administração, gestão e participação no Estado ou seus corpos.
Pluralismo é mais amplo, e compreende a inserção de grupos e pessoas, de formas mais ou menos equalitárias em mercados mais diversificados que o da gestão pública.
Estou sendo levado a redigir este post em função de três anúncios que encontrei há pouco no Twitter:
Pluralismo é mais amplo, e compreende a inserção de grupos e pessoas, de formas mais ou menos equalitárias em mercados mais diversificados que o da gestão pública.
Estou sendo levado a redigir este post em função de três anúncios que encontrei há pouco no Twitter:
- Gomes Pintor: Gomes pintor há18 anos presto serviços de pintura em São Paulo e interior, com referências, pintura fina,grafiato,marmorato,texturas rusticas,(11) 92429461
- Lins Imóveis: Lins Imóveis, imobiliária, consultoria em venda de lançamentos e casas, sobrados, comerciais, galpões, terrenos, flats, lofts, sítios, fazendas e outros.
- Francisco Barreira: Jornalista especializado em economia, sociologia e meio ambiente. Foi correspondente da Folha de S. Paulo em Buenos Aires.
Na verdade, não são anúncios. São descrições dos respectivos perfis. Mas aqui me apareceram como "New Followers" - e os textos que reproduzi vieram em destaque. Vou colocar meu texto correspondente, para comparações:
- PAthayde: Polímata que vive de brisas e arte. Historiador e cientista político proforma.
Os três primeiros podem ser visto claramente como comerciais, profissionais. São diretos, precisos, curtos como aquela mídia exige. Não são anúncios, em algum sentido formal que essa expressão possa ter, mas são mensagens claramente vinculadas às atividades profissionais, visam a apresentação dos interessados ao mercado.
Pluralismo é isso, na mesma mídia um pintor de paredes, um jornalista e uma imobiliária. Competem em igualdade de possibilidades quanto ao acesso à mídia, quanto ao custo da divulgação e quanto à universalidade do alcance da mensagem. As qualidades do pintor, do jornalista e da imobiliária são questões externas, não vêm ao caso.
Minha apresentação é um pouco diferente: não apresento nenhuma proposta ao mercado, diretamente - tenho outro Twitter pra vender meu peixe. Aqui eu me apresento como pessoa, como cidadão que não está buscando meio de vida: se vivo de brisas ou de arte, só procuro aqui vento fresco e apreciação estética. Historiador e cientista político são informações que se referem a bancos de escola que lustrei, "proforma" diz que não tenho História nem Política pra vender. Claro que procurei dizer em poucas palavras que, lustrando bancos de escola, me tornei lustado; mas a mensagem também tem implícita que não sou ilustre.
O pintor é direto: 18 anos de mercado, telefone tal, essa é aquela técnicas. O jornalista é diretíssimo: escrevo sobre as coisas da moda e fui correspondente do maior jornal do país em uma cidade bacana, então sou foda. A imobiliária é mais que objetiva, faz a lista do estoque.
Mas o ponto que quero ressaltar é que os três anúncios agora me aparecem na mesma página, nenhum teve mais espaço que o outro, nenhum custou mais que outro (tá, nenhum deles vai me prestar serviços) mas vivemos em um mundo ligeiramente diferente quando essa igualdade de acessos à mídia se faz possível. Uma empresa, um intelectual e um operário especializado disputam o mesmo espaço de visibilidade em absoluta igualdade, competindo com as armas que têm para se apresentar. Interessante que, cada um vendendo seu peixe, cada um diferentemente preparado para uso da língua para acesso ao mercado, todos foram igualmente eficientes em suas mensagens. A conclusão é que o próprio acesso a mídia é andragógico (educativo) e capacita seus usuários. Nada mais pluralista que esses exemplos apontados, igualdade de acessos e igual eficiência em seu uso. Igualdade de eficiência no uso obtida pelo uso!
A internet, o Twitter, podem até ser (e creio que sejam) fatores de incremento da democracia. Sobretudo têm sido elementos de exponenciação da pluralidade. Pluralismo político, pluralismo mercadológico e pluralismo social, religioso, estético e todos os mais.
Pluralismo é isso, na mesma mídia um pintor de paredes, um jornalista e uma imobiliária. Competem em igualdade de possibilidades quanto ao acesso à mídia, quanto ao custo da divulgação e quanto à universalidade do alcance da mensagem. As qualidades do pintor, do jornalista e da imobiliária são questões externas, não vêm ao caso.
Minha apresentação é um pouco diferente: não apresento nenhuma proposta ao mercado, diretamente - tenho outro Twitter pra vender meu peixe. Aqui eu me apresento como pessoa, como cidadão que não está buscando meio de vida: se vivo de brisas ou de arte, só procuro aqui vento fresco e apreciação estética. Historiador e cientista político são informações que se referem a bancos de escola que lustrei, "proforma" diz que não tenho História nem Política pra vender. Claro que procurei dizer em poucas palavras que, lustrando bancos de escola, me tornei lustado; mas a mensagem também tem implícita que não sou ilustre.
O pintor é direto: 18 anos de mercado, telefone tal, essa é aquela técnicas. O jornalista é diretíssimo: escrevo sobre as coisas da moda e fui correspondente do maior jornal do país em uma cidade bacana, então sou foda. A imobiliária é mais que objetiva, faz a lista do estoque.
Mas o ponto que quero ressaltar é que os três anúncios agora me aparecem na mesma página, nenhum teve mais espaço que o outro, nenhum custou mais que outro (tá, nenhum deles vai me prestar serviços) mas vivemos em um mundo ligeiramente diferente quando essa igualdade de acessos à mídia se faz possível. Uma empresa, um intelectual e um operário especializado disputam o mesmo espaço de visibilidade em absoluta igualdade, competindo com as armas que têm para se apresentar. Interessante que, cada um vendendo seu peixe, cada um diferentemente preparado para uso da língua para acesso ao mercado, todos foram igualmente eficientes em suas mensagens. A conclusão é que o próprio acesso a mídia é andragógico (educativo) e capacita seus usuários. Nada mais pluralista que esses exemplos apontados, igualdade de acessos e igual eficiência em seu uso. Igualdade de eficiência no uso obtida pelo uso!
A internet, o Twitter, podem até ser (e creio que sejam) fatores de incremento da democracia. Sobretudo têm sido elementos de exponenciação da pluralidade. Pluralismo político, pluralismo mercadológico e pluralismo social, religioso, estético e todos os mais.
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