23 de dezembro de 2010

Um só partido nacional

Um só partido ou partido nenhum?
Um só partido nacional - aqui quero propor passar a conversa por esse ponto. Existe mesmo PT como partido, tanto quanto certamente já terá havido? Sabemos que um dos pontos teóricos que qualificam a existência partidária (e fica claro que estamos descartando outras abordagens formalistas ou segmentárias) é a existência de um núcleo de demanda permanente, difusa e universal. De meu ponto de vista, essa demanda no PT se exauriu, ao conquistar o Estado; o que existe de projeto nuclear passou a ser a manutenção do poder, em detrimento de outras propostas que deixaram de ser atividades fim para se tornarem meios na consecução de tais objetivos. E pior, meios sempre justificados pelo fim, acima de quaisquer peias éticas e apenas levemente contidas pela coerção jurídica.
As bandeiras ideológicas (expressas na dicotomia esquerda-direita) perderam o significado prático, passando a ser mero vínculo romântico com um discurso de outrora ou de além-mar. O discurso sindicalista-reivindicatório esbarrou na realidade da possibilidade do mercado, da furiosa tributação que sustenta a leviatânica máquina assistencialista, na política econômica internacional, pautada pelo socorro de cada player a si mesmo.
Que temos? Um grupo que se aparelhou e ocupou todas as esferas da vida pública; em cujo topo há um núcleo de cerca de 40 pessoas listadas pelo MP como formadores de quadrilha, sub judice no STF. Depois disso um segmento médio vindo quase todo da obscuridade de quadros estaduais e municipais que sempre agiu no interesse de se servir de suas funções mais que servir ao interesse coletivo - até por não existir mais um interesse difuso palpável: falta o grande projeto.
Enfim, a militância. Quem são esses, que abraçam uma causa que não compreendem, até mesmo por não existir, mas que aderem a uma bandeira que tremula com motes sem glosa? Não são praticamente os mesmo que ocupam boa parte da vida e de suas motivações em outras aderências das quais não auferirão nenhum benefício privado ou coletivo? Não são os torcedores do PT os mesmos que torcem por Flamengo aqui, Atlético ali ou Bahia acolá? Mangueira ou Portela esporadicamente. Cesares Cielos de vez em quando. Não é a mesma torcida por uma Copa ou Olimpíada, como se fossem metas reais de desenvolvimento nacional?
Aderem então à bandeira vermelha da estrela, torcendo pelo sindicalista do filme, o herói de boa catarse, com fala de povo quando fala ao povo, sem diploma, mas que foi devidamente preparado por algumas das mais destacadas mentes da academia, sem berço, mas que se tornou interlocutor de tudo que se possa chamar elite pelo mundo afora. É o gato-borralheiro, cujos votos lapidaram o sapato de cristal.
E agora? Existe mesmo partido, existe demanda clara, existe pacto ou delegação nítida para o exercício desse mandato do 1º de janeiro? Que rumo será dado por essa senhora sacada da algibeira para suceder dom Sebastião em sua desconhecida eclipse?


Bem, o caso aqui é a pergunta: o que é o PT agora? Por quanto tempo se sustentará como aparelho de Estado? Haverá fôlego para ultrapassarem a barreira da década no controle que assumiram, sem proporcionarem serviços que ultrapassem a barreira do imediato, setorial, ou personalíssimo?
O nosso querido povo, torcedores que são, nem se importam se o time a cada ano é formado por profissionais muitíssimo bem pagos. Quer gols. Quer a alegria de êxitos pontuais. Êxitos de um pênalti ou de uma Tv de LED. De uma taça de campeão ou de um carro financiado para passar por ruas que não os comportam - e assim por diante.
Vivemos num país continental sem ferrovias, sem hidrovias, sem aerovias suficientes. Aqui pela região Sudeste e Sul temos a ilusão de que coronelismo foi fenômeno dos dois quartéis iniciais do XX; vá-se ao Tocantis ver quem é o dono lá, ou às Alagoas ou ao Ceará - capitanias hereditárias. E partido? Que partido? Um que tem discurso, ou tinha, de combater aqueles que hoje se enfileram em suas tropas de choque? E quem não vê? O povo vê, mas que importa? Já que no futebol os jogadores são vendidos entre os times, basta trocar a camisa e a adesão é instantânea. Basta esse ou aquele figurão apoiar dom Sebastião que fica remido. E o partido, há?

21 de dezembro de 2010

O que fazer?

  • O papo veio daqui.

  • Alba Zaluar O que fazer? Como montar uma oposição ao político mais popular do país? Aguardo ansiosa as respostas.

  • Publio Athayde Não seria talvez o caso, Alba, de se montar a oposição contra aqueles que fazem de Lula o mais popular, ou antes, montar a oposição contra aquilo que faz deles o que eles são. Opor-se a Lula é atacar o efeito; como ele é perfeitamente representativo, além de representante, o objeto a ser focado como causa é aquilo que ele representa: a maioria que expressa aquilo nele representado. Será que expressei corretamente?

  • Alba Zaluar Se entendi você bem, opor-se àqueles que alimentam o mito (representatividade) do líder populista. Tem muita gente que apenas é contra quem é contra o Lula por ele ser um operário de origem humilde, migrante nordestino, etc. Como se isso fosse razão para alimentar tal poder pessoal. É isso?

  • Publio Athayde
    Eu (me) expliquei mal, senti meio confuso, mas estava com pressa. Mas imagino que o caminho é que se façam campanhas políticas com base em valores, em propostas, de longa duração. Desconstruir a mentalidade de barganha, de imediatismo, de sebastianismo. Enquanto as campanhas forem por nomes, e eleitorado for corruptível, o melhor corrompedor vencerá. Como tem vencido. As tolices, tais como alegar a ignorância - e até mesmo supor Lula pouco inteligente - são despropositadas, apontar a corrupção, a prevaricação à véspera da eleição dá em nada, se os valores corrompidos não forem correspondentes aos da maioria. Não é um projeto de 6 meses em 2014 que vai libertar o Estado. Enquanto o plebiscito (e a eleição é plebiscitária) se der entre carismas e perceptivas imediatas de bens ou de análise de passado recente, postas diante de um eleitorado que pactua com os desvios (ou participa deles se tiver chance), que pensa que a TV da sala ou a troca do carro ano que vem será facilitada por um grupo no poder, e isso faz valer a pena eleger aquele grupo, mesmo que o tal grupo esteja dilapidando o Estado em proveito próprio, enquanto o plebiscito se der nessa condição, o resultado presente perdurará.

    Leia neste blog: Insultar - Investigação estética 

20 de dezembro de 2010

Da opinião de cada um

Opinião não é tudo, existem os fatos.
Na filosofia de Parmênides, opinião - doxa (do grego δόξα, doxa, «opinião», «conjectura») é a idéia confusa acerca da realidade e que se opõe ao conhecimento verdadeiro.
O caso é que sobre algumas coisas há mais que opinião, senão conhecimento verdadeiro. Quando o conhecimento em causa denota o desvio ético, moral ou comportamental alheio, o silêncio pode vir a constituir omissão por vezes dolosa. O inverso, tratar tudo como opinião, admissível em tese, incorre em relativismo absoluto. Portanto, admite-se equívoco em qualquer assunto como opinião. Mas não aceito nem me calo diante do comportamento notoriamente criminoso de autoridade ou cidadão conivente.
Este é o costume: pode-se dizer (ou fazer) o que ou como bem entender, inclusive frente as hoje inevitáveis câmeras. Depois, é só dizer que a interpretação do fato é por conta de cada um, que as palavras foram editadas, que a intenção (de inferno cheio das boas) não era aquela... E os coniventes alegam que quem se opõe tem direito à opinião (por enquanto) mas a opinião deles tem maioria. Depois chamam isso de democracia - e dizem que é bom!

13 de dezembro de 2010

Traduzindo a bíblia

Lutero traduziu a bíblia e, como cada leitor, deu a ela a
interpretação que lhe pareceu mais conveniente.
Uns dizem que na biblia há palavras de Deus - em todas que vi as palavras foram escolhida por tradutores, serão eles deuses ou inspirados?
Não existe tradução sem interpretação. Também não existe inquisição, felizmente - então posso dizer livremente o que penso: tenho séria dúvida de que pessoas informadas e inteligente tenham mesmo fés. Têm interesses que escondem sob (sob mesmo!) esse nome! Fé é a improvável crença no impossível. "Interesses ou necessidades, não importa. Interesse em causa própria, necessidade quando se pensa no outro." (Adriana Shnoor)
Até eu mesmo, eventualmente, finjo crer, por pura urbanidade: se um idoso ignorante me diz "deus te ajude", respondo naturalmente "amém, a nós todos", por cortesia.
Afinal, se alguém me disser "bom dia" eu não vou responder que não acredito em augúrios e nem na força das palavras...
E a coisa, partindo da premissa hipotética de que os fatos tenham sido segundo a versão bíblica mais corrente que se têm deles, pensando somente nos evanjelus (quem duvidar confira, está dicionarizada essa forma timorence em nossa língua unificada), começa interpretativa na fonte: o fundador não escreveu bulhufas; seus seguidores, 50, 10 ou 250 anos depois de sua morte registraram o que ele teria dito. O sínodo de Hipona depois escolheu as versões "compatíveis" entre si e com os interesses correntes. Imaginem como deve ter sido o quebra-pau! Quem já participou de algum colóquio sabe. Então, ou a bíblia (recuso a maiúscula) é um texto completamente arbitrário, escolhido por gente, ou todos somos inspirados e podemos reinterpretá-la a gosto (tal qual Lutero - que pegou o texto grego, que já era latino depois de ter sido grego e aramaico).
Fé pra mim, fé mesmo é no catálogo telefônico, mais de 98% das informações nele contidas representam fatos verdadeiros e podem ser constatadas, na hora, por qualquer um. No que me toca, os 2% restantes, falhas gráficas ou evolução dos dados, não correspondendo à situação atual, já são suficientes para meu descrédito naquele volume. E considerando que nunca se soube de um catálogo telefônico que tenha sido traduzido ou interpretado., tenho mais fé em qualquer catálogo telefônico que na bíblia.

5 de dezembro de 2010

Educação versus instrução

(Creio que esta imagem seja original daqui, tendo depois sido adaptada para português.)
Este texto, no qual coloco algumas ideias que estão sendo alinhavadas, é parte de uma discussão latente, mas também candente, cuja postulação central é a de que a educação é função da família e deve ser prerrogativa da esfera de vida privada, ao passo que a instrução pode ser praticada na vida pública do indivíduo, por instituições públicas ou privadas – sem privilégios.
A discussão tem se processado, como muitas outras, pela internet e em bem poucos fóruns, pois os pontos que ela ataca ainda são considerados pacíficos pela maioria, a despeito de considerações que tenho por bastante óbvias.
Encontrei alento, há poucos dias, para retomar o debate, por ensejo do encontro nas palavras de Regina Cascão eco perfeito ao cerne de minha tese:
“A missão do professor foi sendo deturpada com o tempo. A repartição que cuidava era a de Instrução – e então o professor era o instrutor, aquele que instruía, que dava conhecimento. Depois, as Secretarias e Ministérios passaram a ser de Educação – e aí, os professores chamados de Educadores, os pais passaram a transferir a tarefa de educar seus pimpolhos à escola. Resultado: aviltada, a categoria não instrui mais, porque ela mesma não foi instruída, e não tem como substituir a família, os pais, na educação. E temos o que temos hoje, que nem quero falar porque me dá enjoo e ânsia de vômito.”(1)
Concordo com Regina Cascão em gênero, número e grau. Tenho dito e repetido isso há mais de uma década, inclusive em meia dúzia de cursos de pedagogia em que lecionei! Estou em festa por encontrar que pense exatamente como eu no caso. (2)
Instrução – mesmo a mais técnica, pode passar (e quando é boa passa) pelos crivos do humanismo, mas a distinção que está feita aqui é entre as funções da esfera privada restritas ao lar – espaço reservado à educação – e a esfera pública e política – na qual o indivíduo é instruído. Os pedagogos têm muitos “nomes de santos” a invocar para justificar suas posturas, Darcy Ribeiro, por exemplo, renomadíssimo, é um dos pais das trapalhadas que estão por aí... Ele e todos os mais pedagogos que se imiscuíram no ensino, degenerando-o e levando-o à falência absoluta.
A "visão contemporânea" de educação (seja lá o que for isso) fracassou de fio a pavio. Não há argumento pedagógico que justifique a manutenção das maluquices enfiadas no ensino, deturpando-o e apelidando-o de educação, frente à total falência do sistema. Nada se salva no que os pedagogos enfiaram em nosso sistema de ensino nos últimos 40 anos. Pra concertar a trapalhada precisaremos de meio século – se começarem a agir, – do que não há nenhum indício.
Quando o Estado se apropria da educação está usurpando a função parental, para – em seguida – propor diretivas. A maior parte dos problemas brasileiros decorre da promiscuidade entre as esferas pública e privada. Desde quando um funcionário do governo toma para si o que é publico, ou quando ainda um pedagogo gramiciano (ou de qualquer outra seita) tenta tomar parte do processo familiar para a instituição como forma de cooptação política.
Vou continuar a postular no mesmo sentido assistematicamente aqui. Não com qualquer pedagogo que se desqualifique como interlocutor e tente ostentar docere argumento ab auctoritas et in casu ex hypotesis vanum argumentandum – pra rebolar um "latim de cozinha" que doura a pílula sem torná-la amarga e deixando-a tão placebo quanto sempre.
No Direito Romano (pedindo licença pra dar um pitaco jurídico de historiador) auctoritas se opunha potestas et imperium e, para que não me suponham tão historiador quanto jurista e professor (três das coisas para as quais, há que o diga, não tenho perfil) passo daqui à psiquiatria, imisquindo-me em outro métier: quem evoca autoridade deve ter demandas obscuras pela paternidade – encontrando nessas demandas o suprimento das transferências feitas ao Estado. Simplificando, psiquiatricamente, isso redunda na "síndrome de falsas lembranças" em que a autoridade se converte em corrupção, alienação, manipulação. Mas para que não me acusem de exercer mais alguns ofícios sem a devida qualificação ou pendor, volto a Sêneca – em detrimento de Freud: postulando melhor separação entre público e privado. Fique a autoridade com a família, que educa, o poder e o império com o Estado.
Todo mundo que viveu o magistério tem muitas histórias a contar. De historinha em historinha, num dia de desaviso saí da Universidade do Espírito Santo pra ir lecionar na Universidade do Tocantins. Aquela coisa de estado recém-criado me instigou e deu vontade de fazer coisas, contribuir – como eu era bobo!
Lá vi coisas que até os deuses duvidam: no último ano do curso de história eu tinha na mesma sala três alunos que NUNCA haviam lido um livro sequer. Sondei bem, nem ao menos um livrinho de bolso, NADA. Havia dois ainda, dois que eram incapazes de redigir um parágrafo simples em que houvesse nexo textual. Não texto, assintaxe.
Pois bem, coincidentemente, os cinco já lecionavam! Todos estavam encarregados de turmas de primeiro e segundo graus pelas escolas das adjacências... Analfabetos funcionais. Lecionavam história, português, matemática... e não redigiam nada, ou não liam. O salário claro que não chegava aos R$1024,67 da lei de hoje.
Andei por todo tipo de escola, mas sei que os professores que ganham de mal a pior raramente valem o que ganham. O círculo viciado faz do magistério a periferia do mercado de trabalho, o restolho da sobra dos excluídos de todas as demais profissões leciona. Ganha-se melhor em qualquer ofício – até como pedreiro – sendo bom. Já no ensino, basta cumprir a tabela que no fim de cada mês vem a merreca. E tem mais: o magistério é o único ofício em que, se não tem tu, vai tu, a saber, se não há o licenciado, vai o estudante, se não o que houver; importante é que haja um palhaço entre a turba e a lousa. E importa também que a corriola toda seja promovida ao fim de cada ano, para não se macularem as estatísticas, o que denigriria o pedagogo de plantão.
De mais a mais, a vítima do pó de giz está sempre refém de pedagogos cobrando resultados inalcançáveis, alunos que não querem nada com aquele conteúdo, sem educação e violentos, e sendo sugado do que não tem de vida e saber. E nada disso vai mudar. Ninguém está tentando mudar nada disso. Não há nada sério sendo feito, sendo pensado.
Despir as emoções, nessa querela, é desprezar a história. Cansados estamos todos de ver os resultados materiais das teorias pedagógicas, mas como se pode intuir: as opiniões manifestadas não foram construídas neste debate. São fruto de alguma maturação de ideias que não reputo absolutas, mas não declino a opinião – assim como nenhum de nós renuncia aos fatos da experiência de vida ou observações pessoais. Há diferentes pontos de vista sobre cada coisa, cada processo, mas temos que nos manter distanciados do relativismo absoluto, pois realmente há coisas basilares das quais não abriremos mão. Sabe, ter princípios? É ter educação, daquela boa – que só pai e mãe dão.
Claro que este amálgama de ideias está mal amarrado, mas é só um post – aqui não cabem mesmo as teses nem os atributos delas. Há muito que dizer... Mas os resultados, novamente, estão à vista: o Brasil vai de mal a pior e não há nenhuma luz ao fim desse túnel. Nenhuma luz.
[1] Cascão, R. In Beraldo, L. “Se eu não fosse imperador, desejaria ser professor.” FaceBook, publicado a 2 de dezembro de 2010.
[1] A maior parte das colocações é de Athayde, in Beraldo, ibidem.

No blog da Keimelion: Revisando seus textos - Revisão de textos em contexto - Emprego do verbo haver - Locuções com e sem crase

4 de dezembro de 2010

Os fatos desmentem Lula

pathayde
Públio Athayde
Comentado em: Os fatos desmentem Lula
4 de Dezembro de 2010 | 11h37
Infeliz(mente) os fatos nem mentem nem desmentem, eles têm a mania de ser completamente passivos e aceitarem quaisquer interpretações suas sem se alterarem. Pode-se dizer de qualquer fato, a qualquer tempo, o que bem se entender - o ouvinte... é que vai entender segundo sua vontade de entendedor ou fazer ouvidos moucos, como o antigo merca(dor). Os fatos podem ser mesmo bem maltratados, torcidos (assim como os verbos, os substantivos...) não reclamam. A gente sabe que os fatos, além de irretocáveis, são irretratáveis: essa mania de pedir desculpa que temos também não muda os fatos, nem os (arte)fatos se mudam com as escusas. Fatos e coisas ([arte]fatos] também têm outras propriedades semelhantes: as duas categorias podem ser compradas e vendidas, encomendadas até pela internet, daquém ou dalém mar - a única diferença é que, do outro lado do atlântico o fato vira facto, mas permanece fático mesmo com o passaporte carimbado. Felizmente, quando se quer desmentir, nem de fato a gente precisa - basta olhar na cara do mentiroso. Pois não há fato, torcido ou invertido, que resista à lógica cristalina de um olhar bem intencionado. Lula mente, independentemente dos fatos ou atrelado a eles.