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| Se precisar, vamos ter que sair no braço. |
Os mais presunçosos dentre os lulopetistas imaginam que se esteja dizendo que estamos às portas de uma crise por ingerência de dona Dilma. Como se ela tivesse poder, capacidade, de ser causa de um evento tão cataclísmico. Ela será apenas uma vítima privilegiada. Pena que não se dê conta, aquela senhora, de que poderia usar sandálias de humildade e minorar os efeitos do tsunami que será o encontro da bolha financeira do primeiro mundo com a bola de neve da arrogância política dos títeres e apedeutas sul-americanos.
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Há muitos anos greve é um evento que só ocorre no Brasil para funcionários públicos: aqueles que não correm nenhum risco com o evento. É a subversão do capitalismo e do socialismo de uma tacada só.
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Todos os pilantras estão driblando as leis que eles mesmos fizeram e fazendo propaganda para as eleições municipais. É andragogia política: ensinar a não cumprir a lei descumprindo-a.
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Pauta para a Começão da Verdade:
- Verificar se Dilma foi mesmo torturada ou se é só propaganda enganosa.
- Levantar quantos civis e militares foram mortos e em que circunstâncias pela quadrilha a que Dilma pertencia.
- Verificar e divulgar a participação efetiva que ela teve nos tais crimes.
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Ninguém sabe exatamente o que é essa tal de democracia. Muita gente acha que é bom porque faz dela a ideia que lhe agrada. Eu não seio o que é, acho que nunca vi. Mas se, por acaso, for isso quer estamos tendo, não me parece que seja bom não.
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Discussões vão e voltam. Voltam em sentido contrário, o que é natural para a ação de voltar. Todos se esqueceram de que votações secretas nos parlamentos foram uma conquista difícil obtida no processo de abertura do regime de 1964. Naquela circunstância, "todos" queríamos o voto parlamentar secreto, para liberar os parlamentares do jugo "tirânico" do executivo. Agora está todo mundo querendo de novo a volta do voto aberto, iludidos para impressão de que o parlamento fique assim "controlado" pela "opinião pública". O governo que temos, centralizador e autoritário, vai adorar se o voto for todo aberto. A "base" vai ficar completamente sob seu controle. Sístoles e diástoles, diria o Golbery. Na prática, equacionando e observando, funciona assim: voto aberto interessa mais a regimes autoritários, voto secreto interessa mais a regimes abertos. O voto aberto pode ser controlado - raramente pelo eleitor, o voto secreto emana da consciência - se é que parlamentares sabem o que é isso. (Ninguém sabe bem o que são essas "coisas" que coloquei entre aspas.)



