17 de outubro de 2014

Marketing eleitoral, farsa bufa e paradoxos

Os marketeiros de Aécio e de Dilma parecem ter fugido da escola no pré-primário. Ou então se formaram em algumas dessas escolas de marketing que foram abertas em garagens nas últimas décadas. A noção de retórica que eles incutem nos candidatos faria corar de vergonha qualquer indiozinho de 12 anos numa missão jesuítica do século XVII.
Todavia, há quem alegue que a campanha está repetindo o lacerdismo: nem como farsa bufa: a qualidade dos argumentos àquela época e a estrutura do discurso tinham outro padrão qualitativo!
Eleições conduzidas pelo marketing: farsa.
Sobra alguma virtude nessa
campanha eleitoral?
Ainda assim, alguns marqueteiros vão se dar bem: vão vender seus serviços como tendo sido capazes de eleger A ou B presidente da república. Claro, pois não há (infelizmente) a possibilidade de os dois perderem as eleições. Apostando nas duas vertentes exclusivas, 50% dos marqueteiros se dá bem: e os perdedores ainda vão arrotar pela conquista dos milhões de votos do segundo (e último) lugar...
Quem perde nisso? O Brasil e a democracia. Embora bem verdade que ambos já não têm mesmo quase nada mais a perde: o país e o regime estão na lona!
Não acredito que o povo tenha capacidade para destilar os conteúdos retóricos de um debate como o de ontem. Na verdade, estou seguro de que não tem. Os discursos têm entrelinhas, subliminaridades, referências implícitas, emoção (raiva, medo, insegurança, paixão, cobiça), treinamento, decorebas, e bem mais que a vã filosofia da plebe ignara pode decodificar: no entanto, tudo foi pensado para captar o voto exatamente do zé-povinho.
Democracia é assim: o regime em que quem vota não dá conta de interpretar a mensagem que os candidatos dirigem aos eleitores. E as pessoas continuam cismando que é o melhor regime possível, sem parar para criar nada mais racional.

Paradoxos:

  • Não seria ótimo poder ler o pensamento das outras pessoas? Mas elas poderiam ler os seus!...
  • Não seria ótimo poder transar que quem você desejasse? Mas quem desejasse também poderia transar com você!
  • Não seria ótimo nunca mais sentir nenhum tipo de dor? Mas também não sentira mais nada...
  • NÃO SERIA ÓTIMO CONVENCER TODOS A VOTAREM SEGUNDO SUA OPINIÃO? MAS... MAS... MAS...

9 de outubro de 2014

Pauladas pré-eleitorais

Não tenha dúvidas: tempos bicudos à frente. O governo Aécio não vai ser uma maravilha de reconstrução nacional, não teremos apenas os esforços e sacrifícios para reconstruir a ordem pública, a justiça e o caixa do erário. Não teremos apenas um inimigo externo nos opondo o peito.
Aécio vence essa, só que não vamos nos livrar do petê assim tão fácil. Arrancá-lo do governo é um passo, mas extirpar o câncer entranhado e todos os institutos do Estado e da sociedade vai ser uma luta para décadas.
Talvez o período do primeiro governo de Aécio seja o mais negro da história recente.
Eu acho que seria melhor Aécio
 vencer sem Osmarina.
Quem com porcos se mistura,
farelo come!
Vamos ter uma luta feroz - infelizmente vai correr sangue sim - para nos livrarmos da quadrilha que solapou os vastos impostos recolhidos e os depositou no exterior. Recursos que serão usados contra nós. Os incontáveis bilhões que saíram do pais voltarão em forma de armas para o MST (você achava que eles eram bonitinhos?). O dinheiro vai ser usado para suborno, para treinamento de milícias, para financiamento de greves, para sabotagens.
Em escola, o PT já fez escola. Os estabelecimentos de ensino viraram lugares de "educação política" e os "educadores" são agentes do Estado. Estamos na trilha do totalitarismo mais arguto dos últimos 200 anos. Ou estávamos, a depender do tamanho da frade que o brasileiro está disposto a engolir.
Osmarina agora oferece apoio a Aécio em troca disso e daquilo. E se ele não aceita? O que a esquelética vai fazer? Mudar de ideia, de novo, e ir oferecer seus cadáveres a dona Dilma? Nem ela aceitaria...
E dona Osmarina, com seu infindável patrimônio de defuntos, ficaria órfã de dois presidenciáveis... podendo fazer com os votinhos que teve o que melhor aprouvesse; talvez se eleger vereadora na sua terra. Amém.

Autoajude-se: não vote em candidata que te prometa ajuda!

O estado de direito virou uma meleca desde que o petê entendeu que tem direito ao Estado.
O que voga são equívocos conceituais e extemporâneos, conceitos que não têm mais a mínima serventia analítica: esquerda/direita, conservador/progressista, socialismo/liberalismo.
E as pessoas estão abandonando conceitos completa e eternamente pertinentes para formar juízos: honesto/desonesto, competente/incompetente, probidade/improbidade.
As opiniões no Brasil são separadas por copos de cerveja e baseadas em conhecimentos destilados com garapa fermentada.
Enquanto isso tudo, as pessoas mais jovens acham que os regimes autoritários, torturas e outras barbaridades são coisas dos livros de história. Pois tratem de começar cortar as asas do petê AGORA, se não desejam testemunhar esse tipo de fato novamente.

7 de outubro de 2014

Petardos político-eleitorais

Imagine-se no dever de falar algo de novo, contra ou a favor de qualquer candidato. Algo que captasse ou mudasse algum voto. Você seria capaz? Acha que alguma informação já existente não é de domínio público? A situação já está decidida. O segundo turno poderia ser hoje. Mas, mesmo assim, pode-se alinhar algumas ideias mal amarradas...
Acertar dona Dilma onde mais dói.
Primeiro, trata-se de retomar o Estado.

Aécio Neves não é santo, não vai resolver todos os problemas em janeiro. Aécio vai enfrentar o segundo e terceiro escalões de todos os órgãos do Estado aparelhados pelo petê, vai ter que tratar de invasões no campo e nas cidades, vai ter que lidar com greves, manifestações de tropa paga, vai ter sabotagem de todo tipo.
Talvez o período do primeiro governo de Aécio seja o mais negro da história recente. Os petralhas roubaram e desviaram recursos suficientes para contratar terroristas mercenários no exterior, financiando as fainas lá e cá! Elas já se mostraram aliados de tudo que há de pior no mundo, têm montanhas de dinheiro. Vão usar as duas coisas em sua guerra contra a decência; não vão largar o osso sem muita briga não. A vitória eleitoral contra eles é só uma batalha... a guerra será sangrenta - literalmente, não duvidem.
Mas é preciso começar a passar o Brasil a limpo. Eu compro essa briga ao lado de Aécio, se eu puder ajudar em algo. Compro essa briga ao lado de meus amigos que estiverem dispostos à necessária limpeza no Estado e na sociedade.
Precisamos banir, de uma vez por todas, a tentativa de bolivarização do Brasil. Precisamos fazer isso o quanto antes - e já não vai ser nada fácil, pois demoramos demais a começar.
Vai ser agora, pessoal?

Se não fosse o absurdo da hipótese, poderíamos considerar a condição de os petralhas jogarem limpamente, sem as bolsas-voto, com os coeficientes históricos de uso da máquina estatal, sem mentir muito mais que o esperado: Aécio estaria eleito em primeiro turno e Dilma teria perdido até da Luciana Genro. Só por ela ser bem pior que a média.

Você sabe o que é o Estado?

É aquele bicho que que faz tudo para os amigos e para os inimigos faz leis!
É aquele comprador que só paga se convém e se tiver um troco por fora para alguém de dentro.
É aquele monstro que quer tomar dos pais o direito sagrado de educar os filhos e impedir as escolas de ensinar!
É uma invenção pra nos guardar as costas que está roendo nossos calcanhares!
É aquele sócio que tira do seu bolso para investir em infraestrutura em Cuba e na África!
É aquele sócio que entra em seu negócio sem capital e leva 40% de seu faturamento sem te ajudar
É aquele monstrengo que só tem polícia para garantir a segurança nos estádios da Fifa.
É quem tem a máquina de fazer dinheiro e a usa para desvalorizar as notas em seu bolso.
É monstro de três cabeças, municipal, estadual e federal, cada uma numa altura, para não serem cortadas de um golpe.
Pois é esse estado de coisas em que precisamos mudar o Estado!

3 de outubro de 2014

Fraude eleitoral no Brasil

Não é porque eu sei que a candidata mais abominável será proclamada vencedora que tenho dito que a eleição foi roubada. Não porque meu voto está mais longe dela que de qualquer outro que eu grito para quem quiser ouvir: fraude eleitoral! Não é por insatisfação com o pleito que eu proclama sua inconsistência.
Já vi eleições antes no Brasil cujos resultados não me agradaram, inclusive a primeira eleição da principal postulante. Mas nunca senti no ar a malícia da fraude prévia como agora: todos, todos os subterfúgios e expedientes ilícitos pré-eleitorais foram engendrados sob as barbas do MP Eleitoral e no conforto das pálpebras cerradas dos magistrados.
O fantasma da fraude ronda as urnas eleitorais de 2014.
As eleições presidenciais de 2014 já estão fraudadas.
A imprensa está amordaçada, comprada e sustentada pelos anúncios governamentais. Os comediantes, nem eles podem criticar os governos, sob a falsa alegação de que não podem mencionar nenhum candidato, os artistas não podem cantar nem pintar a verdade, pois vivem de editais que lhes permitem a sobrevida alimentando-se no cocho do Estado com as migalhas que as estatais e subsidiárias distribuem "culturalmente". As universidades estão no bolso do partido e têm nas bolsas a carteirinha do sodalício criminoso que controla o governo federal e tem braços em todas suas derivações.
Não bastasse todo o esmagador uso dos recursos financeiros e administrativos públicos, para salvaguardar-se contra o risco de haver maioria honesta no país, sobra um sistema eletrônico de pleito e de apuração que já não tem mais nenhuma credibilidade: qualquer pessoas mais ou menos ilustrada sobre informática proclama a volatilidade da segurança do sistema coletor e apurador.
O resultado da eleição está previamente posto, previamente garantido também por projeções de institutos de pesquisa cuja venalidade é equiparável à da imprensa, do judiciário e do MP. Estamos órfãos e pouco nos resta, à beira do bolivarismo mutuamente assistido e que se sustenta em tudo que há de pior no mundo; não bastasse o que já havia de ruim no planeta, o governo que afutura dá suporte até ao famigerado estado islâmico, como foi posto na fala da mandatária na ONU.
Nossa esperança? Nenhuma: sabemos que o gigante quedará em sua poltrona, assistindo o Fantástico do domingo anunciar a vitória que eu já anuncio agora, enquanto fingirá acreditar nos resultados.