15 de março de 2013

Francisco & Raymundo

De acordo com o monsenhor [Antônio Luiz Catelan], ao entrar no ônibus, o papa observou alguns lugares vazios e disse, em português: "Vou me sentar com o Raymundo" [Damasceno Assis]. Observem a profundidade do enunciado papal: "Vou me sentar com o Raymundo", nenhum papa disse algo assim antes. Ainda bem que ele não vai se sentar com a Raimunda, aquela que é feia de cara e boa de b...
Francisco & Raymundo
Agora vem a serie de banalidades, frivolidades e superficialidades sobre alguém que, certamente, é bem mais que está aparentando. Hora agora de os desocupados verem signos onde não os há: o papa não quis usar aqueles sapatos vermelho (Coisa de veado?)... Ou será que não havia com o número dele e depois vai chegar? Não há nenhum significado em nenhum signo, mas todos eles constroem o discurso de que o novo pontificado está dando um tom diferente quanto às coisas terrenas.
Mas o papa tinha ligações com os militares argentinos? O bispo de Buenos Aires necessariamente tinha essas ligações: a igreja na Argentina é mantida pelo Estado, os cleros são pagos pelo Erário! Agora, virem me dizer que um jesuíta entregou dois noviços ou coisa que valha ao regime militar, poupem-me: bastaria defenestrar os moços da Companhia - ou tal ato precederia o outro. Não estou convencido. Se eu absolvi o papa? Eu não: só quero ver se ele vai condenar o uso de camisinha e vou execrar o fulano. Não acho que ele deva mudar de opinião quanto a casamentos desse ou daquele tipo, doutrina é problema dele, não meu - e segue quem quer. Eu não sou a favor de casamentos nenhuns, não acho que Estado, religião ou famílias devam se meter nas relações afetivas de ninguém - mas, pra quem quer, bom proveito. Não estou torcendo pró nem contra papa nenhum, mas que seja tudo pela paz e para o bem geral, amém.