28 de abril de 2011

"Revisão de textos" - primeira página do Google

Revisão de tese agora só pode ser na Keimelion
Ontem fui surpreendido com a boa notícia de que a expressão "revisão de textos", ao ser buscada no Google, reportava meu serviço já na primeira página.
Essa referência em tal posição é muito boa para mim, pois a maioria das pessoas que faz busca se limita a verificar a primeira página, estar nele é estar em destaque numa das mais importantes vitrinas do universo virtual.
Essa posição é fruto de muito trabalho; primeiro, muito trabalho de revisão, depois muito trabalho de publicações sobre revisão de textos na internet, blogs, comentários, discussões. Incrementei minha posição de revisor presente na rede, e nas redes da rede: redes sociais, agregadores de blogs, sites de busca e referência, além de adotar uma série de procedimentos sistemáticos visando colocar o nome da Kemelion - revisão de textos visível, inclusive interlincando as publicações, artigos, portfólios e tudo mais que subi para a internet.
A posição na primeira página não é estável, as fórmulas do Google para estabelecer a hierarquia para as buscas estão sempre mudando isso, portanto o trabalho deverá ser mantido.
Hoje fui verificar a situação e, para melhor surpresa, encontre-me em terceiro lugar no universo virtual e com duas referências na primeira página! Não sei se outras pessoas encontrarão o mesmo, pois as tais referências estão identificadas inclusive com meu "curtir" do Facebook, o que provavelmente direciona-me a busca. Em todo caso, essa posição não era a que eu encontrava antes. Aí está.

Leia ainda por aqui: Mostra combinada - América Latina, século XXI - Museu da Corrupção
Leia no blog da Keimelion:  Como escrever bem - O trabalho do revisor de textos - Plágio e fraude acadêmica 

26 de abril de 2011

Orientação sexual, opção ou condição?

Androginia; será que gosta de jiló?
A sexualidade está colocada pela orientação, opção ou condição de cada indivíduo? Eu acho curiosas essas palavras e as discussões sobre elas. Vocês gostam de jiló? e de pimenta? - O gosto ou desgosto por cada um desses é nato, é orientação, opção ou determinado culturalmente? Ouro-pretanos gostam de jiló, baianos gostam de pimenta. Acontece, mas isso é só um arquétipo. Pode inclusive mudar al longo da vida, ou desmudar. Noto que as pessoas mais idosas gostam mais de pimenta que as mais novas - pode ser cultural (crianças são ensinadas a evitá-la) ou sinal de sabedoria. Jiló está meio que na moda, já esteve fora dela.
Afinal, por que motivo as pessoas se preocupam mais com determinismos, condicionantes, aculturamentos e opções sexuais que com os hábitos alimentares alheios? Nunca vi alguém ser discriminado pelo seu gosto de pimenta (até vegetarianos podem ser, mas eles costumam ser chatos proselitistas, daí a antipatia que qualquer proselitismo gera). Aceito que a sexualidade possa ser mais relevante que o amargo do jiló, mas a competição pelo alimento, extrapolando, tende a ser mais crucial que a fornicação alheia.
Bem, eu sou jilófilo (ou jilófago) e não discrimino os jilófobos. Também não me preocupo com a etiologia da pimentofilia (ou pimentofagia) minha ou alheias.

24 de abril de 2011

Mais um livro publicado

Desarticulando - Ideias ouro-pretanas é mais um tributo que preto à minha terra, Ouro Preto, no ano de seu terceiro centenário.

Coletânea de textos e ideias bem típicas de um ouro-pretano, não são apenas artigos, mas alguns textos foram propositadamente desarticulados para propiciar leitura esparsa e agradável.
No ano em que Ouro Preto completa 300 anos da autonomia política, essa obra é também a homenagem de um cidadão que nasceu e foi educado naquela cidade, com a qual mantém vínculos indeléveis e dos quais manifesta grande orgulho.
As críticas aqui expostas vêm no bojo deste orgulho cidadão consciente de que "'Ouro Preto não é um museu'. Vi frases equivalentes em vários templos europeus, abertos aos visitantes, mas permanentes no culto. Há 300 anos que Vila Rica, depois Ouro Preto, é uma urbe (um conjunto urbano) uma civitas (coletivo de cidadãos) e uma polis (entidade política) – os templos de musas que há ali são integrantes das três constituintes da cidade, mas a cidade não se limita a eles nem se destina a eles."

Produção de óvos de páscoa

Fazendo ovos de páscoa
EIS COMO SE FAZEM OS OVOS DE PÁSCOA.
A imagem dispensa narração do evento, passo portanto, imediatamente, a considerações periféricas à situação.
Houve quem se preocupasse, nessa circunstância de promiscuidade entre as espécies, com a interveniência do elemento vegetal: e o chocolate? Mas as pessoas a quem tal questão ocorreu, chocólatras ou chocófilas, imediatamente descartaram a consideração, posta a possibilidade de aproveitamente das propriedades oleosas daquele precioso produto do cacau como lubrificante...
O caso se complicou, todavia, quando o galo viu a foto que ilusta essas linhas. Galo que é galo gosta de ter ao tope de si uma crista vistosa e não vexatórios chifres. No máximo, o galináceo macho ostenta um belo par de esporas, para ajudar a se impor - mas estas se situam nas canelas.
Na verdade, me disseram que o galo soube dessa história ai de cima e quis se vingar, pegando uma coelhinha. Mas o dimorfismo sexual entre os leporídeos é restrito e ele se sentiu em dúvida na hora da sexagem; como ele é muito homofóbico, preferiu posar de cornudo a dar uma de Ronaldo Lazário.
Então, o galo preferiu mesmo fingir de égua e simplesmente se absteve de consumir ovos de páscoa.

Leia mais neste blog: Considerando - Significação - Populismo
 Outros posts de interesse no blog da Keimelion: Tabelas e quadros - Gráficos - Fotografias - Desenhos - Diagramas - Ilustrações  - Quando usar tabelas

19 de abril de 2011

O banquete de dona Onça

Dona Onça
Dona Onça em seus aposentos.
 No tempo em que lá em casa tinha uma onça, era hábito da vizinhança, da redondeza e até de gente mais distante livrarem-se dos gatos indesejados levando-os para serem alimentos do bichano maior. O prêmio pela gentileza era assistir a refeição. Acontecia que o espetáculo o abate, clímax do evento, dava-se no início da cena e era muito rápido (o que não é recomendado pelos roteiristas), mas as cenas que se seguiam eram igualmente interessantes.
Primeramente um bote certeiro, no pescoço; esmagamento, perfuração e torção simultâneas; paralisia imediata da vítima, seguida apenas de espasmos. Depois a primeira parte da refeição, o sangue da vítima, sugado imediatamente, muitas vezes sem mesmo soltar a presa, sugando pelo pescoço, ou abacanhando a cabeça, colocando-a inteira na boca. Se a onça estivesse relativamente saciada antes do abate, essa primeira parte da refeição, hematofágica, era suficiente para o momento e o gato ficava de lado até a fome voltar.

Depois, havendo fome, o aperitivo seriam as orelhas e as vísceras o prato da segunda refeição, a que se seguia o esquartejamento da presa e reserva das peças para sucessivas e posteriores refeições. Um gato médio provia umas três a quatro refeições para a onça.
Após o esquartejamento, as partes eram preservadas em água! A onça depositava as postas na panela d'agua, onde elas ficavam ao abrigo das moscas... Muito interessante. Curioso também observar que a onça sabia regular o consumo em função da oferta; havendo abundância ela comia mais, havendo menos ela guardava por mais tempo, racionalizando mesmo o consumo.
Além dos gatos indesejados, a dieta incluía também alguns gambás, também providos por terceiros - muitas das vezes pessoas completamente estranhas que batiam à nossa porta como gatos e gambás em sacos e caixas como donativo e ingresso.

Dona Onça na sala de visitas.
Finalmente, o detalhe arrebatador (a onça não entendia de roteiros, mas eu entendo). Em tempo de superabundâcia de gatos e gambás, reservávamos alguns para nossa mesa, afinal, se cachorro e gato também são gente, gente também somos carnívoros. 


No blog da Keimelion:  Desencalhe sua tese - O princípio da consistência - Definições de revisor de textos - Defendendo o texto

18 de abril de 2011

Semana Santa de 2011 em Ouro Preto

Tiracruz
Não vou a Ouro Preto na semana santa este ano: Cristo, Tiradentes, Dilma juntos são dose maior que meu fígado suportaria.
Vai ser imperdível ver a Dilma e Ângelo Oswaldo crucificarem Tiradentes na quinta e enforcar o Cristo na sexta-feira. Isso seria facílimo ocorrer, dada a semelhança física (intencional) entre os réus.
Descobri ainda que São Francisco de Paula ressuscitou, por milagre, um condenado três dias depois do enforcamento... Então, há boas probabilidades, se o evento for no adro da igreja daquele santo, de termos dupla ressurreição no domingo! Felizmente essa hipótese é remota, dado que a paróquia jacuba é sede do evento sacro em ano ímpar.
Assim, além de leporídeos ovíparos para comemorar, poderíamos assar algumas pombas parideiras!
Existe mais uma possibilidade tenebrosa de equívoco:
E se a Dilma enforcar o Cristo na quinta e crucificar Tiradentes na sexta, como fica? Quem vai ressuscitar domingo?
Vai sobrar pro STF decidir, por liminar, quem ressuscita em caso erro de pessoa no suplício - complicado vai ser achar o ministro de plantão nesse feriadão.
Nem milagre da Conceição (sede da Semana Santa deste ano) ajuda na identificação de dois barbudos com baraço. Eu sugeriria um auto de fé unificado, mas a Comissão de Ética do PT vetaria a promiscuidade (no sentido próprio aqui - não no do Bolsonaro) entre Igreja e Estado. Afinal, lembremo-nos de que já basta a ingerência dos sacerdotes de Jerusalém no processo de Cristo e a participação do clero secular na revolta mineira para vermos deve ser tudo lé com lé e cré com cré: cada réu em seu patíbulo: um na Lampadosa, outro no Gólgota - ainda que fictos.

Outros posts interessantes no blog da Keimelion: Principais serviços prestadosOrçamento para revisão de textos - O revisor e o texto

2 de abril de 2011

Sonhos e estado de direito

Sonhos e direito.
  • A igualdade entre as pessoas e uma ideia que tem uns 300 anos e vem sendo aperfeiçoada. Lei é só texto, conjunto de abstrações ideias em evolução, projeções, presunções. Lei não tem condão fático, não cria nem extingue, é sempre interpretada, algumas vezes por gerações depois de seus redatores. Os direitos não estão no papel, estão nas práticas das pessoas, em suas manifestações e opções.
  • Alguns pequenos sonhos hoje, outros amanhã, avanços, retrocessos, essa coisa se chama história. Não há rumo definido, nem meta pré-estabelecida. Mas as coisas todas ficaram bem melhores nos últimos mil anos, aos poucos. Acredito que, no geral, continuem melhorando por mais algum tempo.
  • Não há um estado de direito, mas um processo de direito. Aqui tomando estado não com estado nacional, mas particípio do verbo estar; o processo a que me refiro não é a série ordenada de atos forenses. Não são estados e processos de advogado ou politólogo, mas bem os do historiador. Não é o estado que está, mas o estado que tem sido ou tende ser, é o processo que se move ou se estagna, mas no qual o movimento e a estagnação não são óbices, mas a essência.

Leia noutro blog:  Keimelion, segurança em revisão acadêmica - O trabalho do revisor de textos - Regra para o hífen - Descrição