24 de outubro de 2010

Vade retro satana


Crux sancta sit mihi lux (que a cruz sagrada seja minha luz)
Non draco sit mihi dux (não deixe o dragão ser meu condutor)
Vade retro satana (passa pra trás, satanás)
Numquam suade mihi vana (Não me tente coisa vã)
Sunt mala quae libas (é o mal que me ofereces)
Ipse venena bibas (bebe então teu próprio veneno.)

Precisa explicar quem é o dragão?
Vana - coisa vã - no quarto verso, é nome do meio de quem?
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21 de outubro de 2010

Sete cidades

Segundo levantamento feito pela empresa internacional de auditoria PricewaterhouseCoopers, a cidade de São Paulo deverá figurar como a décima terceira do mundo em produção de riquezas.
Outras seis cidades brasileiras deverão figurar na lista das cem cidades mais ricas do mundo, segundo o levantamento; Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Recife e Salvador.

São Paulo, a cidade, tem uma economia equivalente à do Chile ou Portugal. Rio de Janeiro, a cidade, produz tanto quanto Finlândia ou Israel. Belo Horizonte equivale à Guatemala ou Angola. Essas três cidades reunidas, apenas três cidades, produzem tanto quanto um país inteiro como a Argentina. Os três Estados dessas três cidades, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, produzem juntos o equivalente a Coréia do Sul ou Canadá. Mais de um trilhão de dólares !

Algumas pessoas criticaram meu artigo anterior, "Vote na Elite", talvez por não entenderem o real significado da palavra elite. O quadro apresentado acima não deixa dúvidas. O Brasil é um país da elite mundial, nossas cidades mais ricas também.

Devemos tirar das nossas cabeças a idéia de que a riqueza, a prosperidade, a elite são coisas ruins. Porque temos que olhar sempre para a pobreza ? O que faz de um rico uma pessoa ruim, assim automáticamente ? Que mal há na riqueza ?

No passado, os senhores de engenho colocaram essa besteira nas nossas cabeças para nos manter escravos. Depois os "coronéis" usaram a mesma tática para nos manter no cabresto. Hoje, a esquerda pobre, que só sabe meter a mão nas burras do erário público, tenta dominar nossas instituições usando essa mesma idéia e tentando nos segregar.

Basta olhar para Venezuela, Cuba, Nicarágua, Bolívia, etc. e ver que esses países foram transformados em “substrato de pó de bosta” por seus tiranetes de esquerda. Eram pobres e agora são miseráveis, após a aplicação das teorias empobrecedoras da esquerda.

O socialismo é a arte de transformar pobreza mal distribuída em miséria rigorosamente bem dividida.

Não quero mais ficar calado enquanto transformam nosso país numa republiqueta de escândalos patrocinados por pobres que nunca comeram mel e agora estão se lambuzando. Essa gente sem eira nem beira de PT e seus partidecos aliados.

Não sou ingênuo. Sem o nosso controle, sem a nossa cobrança nenhum governo, de esquerda ou direita, pode dar certo. Ao contrario da esquerda, que se acha indicada por Deus para guiar os destinos da nossa nação, não creio que um governo de direita ou centro seja melhor somente porque é de direita ou centro.

Creio que precisamos nas nossas instituições de pessoas que tenham um mínimo de coerência. Cansei de pessoas que usam o fato de serem pobres e de origem humilde mas que na verdade são aves de rapina profissionais. Cansei de pessoas que são parte efetiva da elite do Brasil mas fazem política criticando essa mesma elite.

Elite significa: o que há de melhor ! Eu sou da elite e coerentemente quero a elite no governo. Quero um país de elite. Definitivamente a pobreza não é meu objetivo.

Chega dessa esquerda ignorante e suas idéias empobrecedoras ! Chega de pobres no governo !

Nas próximas eleições vote nos ricos, vote na elite. E não pense que sem o seu, o meu, o nosso controle, as coisas vão funcionar sozinhas. Assuma seu papel de controlador da coisa pública. Manifeste-se e cobre !

JOSÉ LUIZ BONES DE SOUZA
Cidadão exercendo seu direito constitucional de manifestar-se.
Março 2008

Post político

Tenho me afastado de pessoas e pessoas têm se afastado de mim durante essa campanha eleitoral; isso desgasta, mas tem seu lado bom: sinto-me em paz comigo. Não discuto nem vou discutir com quem parte de premissas de transigir com corrupção, vida, honestidade, caráter, verdade. Valores básicos.
Não é uma questão simplista de adesão a este ou aquele projeto político, é uma questão bem anterior de postura, de ética e de respeito a valores dos quais não abro mão e com as quais o PT manobrou para usurpar o Estado. É que projetos não há na mesa, nenhum dos candidatos tem nada de tão propositivo que os distinga para além de suas cores básicas, mesmo que as tais  cores sejam meramente artifício marqueteiro para os embalar e vender: não há no pacote a descrição do conteúdo – não apresentaram programas formais – e mesmo se houvesse, nenhuma garantia haveria de seu cumprimento.
Tenho entendido a dicotomia do eleitorado principalmente pelo meu ponto de vista (e existe outro para cada um de nós?): não há propostas de nenhum dos dois lados, só bordões - saúde, educação, segurança, salário, etc. - mas há por uma parte do público votante a aceitação tácita de que valerá a pena engolir um "pouco de corrupção" se sobrar alguma bolsa para mim; pode ser uma bolsa-família pra uma cachacinha a mais ou uma bolsa de recém-doutor pra um desempregado que lê mais editais que livros.
Há três tipos de interesses pelos quais as pessoas permanecem nos PT: os interesses escuso, os inconfessáreis, os corporativos. Podemos também identificar três tipos de interesses pelos quais as pessoas votam no PT: os interesses próprios, os nepotistas, os enganatórios.
Vou querer ver essa corriola correndo daqui prali quando o "pouco de corrupção" vier adjunto de "um pouco de autoritarismo" - pois essas duas "poucas incúrias" são mesmo como "um pouco de gravidez".
Por outro lado, já há indícios de fraude na estatística, pode haver e há no estado da coisa e no Estado do coisa. Não se pode crer em tamanho erro ou diferença metodológica que resulte em números tão diferentes quanto os que hoje temos à mesa: Vox Populi e Ibope estão dando ampla margem para Dilma; Sensus repete o prognóstico da semana passada: empate técnico. Ninguém seja tão manso de coração a ponto de imaginar que a quadrilha dominante e seu macho alfa entreguem a carcaça sem rosnar e babar; ademais, mesmo sendo afastados do corpo putrefato do Estado, essa malta ainda deixará um enxame de varejeiras sugando-lhe as exsudações cadavéricas remanescentes.
Fico bem feliz de estar incomodando as pessoas com coisas que digo; se não houvesse verdade nelas, seria tudo inerte. O fato é que a putrefação dos aderentes a esse governo está bem além de meu limiar de tolerância.

20 de outubro de 2010

Lições de História

Lições de História: o caminho da ciência no longo século XIX (Editora FGV/EdiPUCRS). Peças seminais de Voltaire, Daunu, Chateaubriand, Michelet, Ranke, Gervinus, Marx, Carlyle, Macaulay, Acton, Bordeau, Monod, Coulange, Lavisse, Seignobos, Lacombe, Berr e Troeltsch.
Em traduções comentadas e apresentadas por Daniela Kern, Lilia Schwarcz, Teresa Malatian, Julio Bentivoglio, Tereza Kirschner, Sérgio Gonçalvez, Marcos Lopes, Temístocles Cézar, Helenice Rodrigues, Raimundo Barroso, Sérgio da Mata, José Carlos Reis e Jurandir Malerba. Textos inéditos de Leandro Konder e François Dosse.

17 de outubro de 2010

O Chefe

Nos dois governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diversos casos de corrupção sacudiram o País. O mais grave ficou conhecido como escândalo do mensalão. Dirigentes do PT foram denunciados por montar uma organização criminosa. Lula tratou de abafar investigações e proteger correligionários e aliados.

Presidenta?


Novo regime: dilmocracia em janeiro.
 Por José Bones:
(Nosso repórter em um país distante e civilixado)
Tenho notado, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus apoiadores, pretendem que ela venha a ser a primeira presidenta do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada pelo PT na mídia.

Presidenta?

Mas, afinal, que palavra é essa?

Bem, vejamos:
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...

Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do gênero, masculino ou feminino. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

Um exemplo (negativo) seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta. "
 Atenção: tanto o autor deste texto quanto o dono do blog têm dicionários e os sabem usar muito bem. Antes de fazer algum comentário, tente entender a posição linguística proposta sem vir com considerações óbvias. Recebi meia dúzia de comentários tolos e mal-educados com considerações primárias que estão ultrapassadas aqui e não vou responder a cada uma dessas bobagens. Públio Atahyde

Não deixe de ler, neste Blog: Violência e reaçãoMudando, só por mudar - Excomunhão - Colocar ovos - Eu "Ouro Preto" - Retórica da ação nas poéticas visuais
Leia ainda no blog da Keimelion: Normas de formatação acadêmica - Portfólio de trabalhos acadêmicos - Orçamento para revisão de texto

16 de outubro de 2010

Bíblia, casamento e Estado



Um dos primeiros argumentos que vêm à tona quando se discute essa ou aquela forma de casamento é o que diz a bíblia.
A bíblia não diz nada. Bíblia é livro e livros não dizem, eles trazem as coisas escritas (não sei se você já viu algum, mas é assim que eles são). E coisas escritas cada um lê como quer. Quando o livro é grosso, confuso, compilado politicamente, nele se encontra justificativa para qualquer coisa. Por coisas escritas na bíblia muita gente foi pra fogueira, muitos foram seviciados, muita grana foi roubada dos pobres.
Então não me diga que há isso ou que há aquilo na bíblia, pois aquela mixórdia de textos se presta e sempre se prestou a todo tipo de interesse.
Sim, sim, minha gente - religiões definem e interferem nas relações afetivas das pessoas, controlando-as. Então vamos dar azo à liberdade religiosa e permitir os casamentos poligâmicos aos mórmons e islamitas brasileiros, vamos reconhecer o direito (cristão) de "prima note" aos coronéis nordestinos (não sei se Sarney vai dar conta, mas gostaria) e vamos entregar crianças a orgias de algumas ínfimas seitas indianas que não sei se há por aqui... Pois se religião serve para coibir essa ou aquela prática, também há de servir para liberar alguma.
 Ora, argumento religioso para assunto de Estado é coisa de outrora - superada aqui.
Quem quiser se juntar, dessa ou daquela forma, sendo adultos e mutuamente consentido, não é da competência de outrem. Chamar isso ou aquilo de casamento, não é uma questão legal - é puramente semântica e os pares (ou trincas) que vivem maritalmente se dizem casados independentemente de contrato explicito ou reconhecimento religioso - portanto são casados de fato, tacitamente. Lei usa palavras para designar situações; ao chamar isso de casamento, e não aquilo, só expressa a limitação que lhe é inerente quanto à universalidade das situações de fato que deveria prever em abstrato.
Veja só como as coisas, não só as que estão escritas, mas mesmo sendo vistas, podem ser diferentes: a cena à direita aqui é a de um homem servindo vinho a seu companheiro (namorado, marido, parceiro) ou seria Jesus resolvendo o problema do noivo de Canã? - Não é nenhuma das duas coisas, é só uma imagem e representação que pode servir a qualquer propósito.  A cena não é um fato, a história o intérprete conta segundo seu interesse ou segundo a leitura que a bandeira do arco-íris mais acima tiver lhe inspirado, mesmo que até aqui nenhuma referência tenha sido feita a ela.
Se uma imagem pode dar margem a visões tão distintas, imaginem os textos - seja lei do Estado ou bíblia de quem quer que ela seja.

Leia aqui mesmo: Azellite, a pop estar! - Orientação sexual, opção ou condição? - O banquete de dona Onça