25 de outubro de 2013

O princípio do fim da liberdade

O princípio do fim da liberdade já exige alarme total.
"Liberdade não é meramente tirar as correntes de alguém, mas viver de uma forma que respeita e aumenta a liberdade dos outros."
[ Nelson Mandela ]
Já não existe liberdade no Brasil, não por termos correntes nos atando, mas por elas estarem sendo forjadas elo por elo, pelo cerceamento dos direitos estar sendo paulatina e seguramente imposto. Se a liberdade está diminuindo, ela já não existe - é o raciocínio de Mandela no sentido inverso. Estamos perdendo o direito de expressão (vide biografias e censura judicial a jornais e sites), estamos perdendo o direito à propriedade (vide invasões de terras, imóveis e centros de pesquisa), estamos perdendo a segurança jurídica, estamos perdendo a cidadania. Estamos perdendo a possibilidade de que haja alternância no poder! Isso é gravíssimo. Mais de um ano antes das próximas eleições o governo já tem a vitória praticamente garantida! Isso não só configura a exclusão da oposição, mas a impossibilidade e inviabilidade de que os atos do governo atual venham a ser auditados por outro grupo. O governo atual fará tudo - absolutamente tudo - para não deixar o poder. Fará tudo simplesmente porque eles não apodem deixar o controle do caixa. Eles não podem ter suas contas auditadas, não podem perder os mecanismos de gestão de que tomaram posse. O grupo que controla o país já não é um partido no governo, é um estamento no controle do Estado, eles se apossaram de todos os segmentos de expressão e controle social, da mídia e dos três podres poderes da república. Das agências e das autarquias. Das empresas públicas e das de economia mista. Tenho dito e não quero dizer amém.

15 de outubro de 2013

À beira das trevas: 50 anos em 5

Soube de fonte segura que a meta dos petralhas agora é a de fazer 50 anos em 5... Não, não é à JK (aquele burguês incompetente!). A ideia é levar o Brasil à completa miséria, tal como está Cuba. Mas querem fazer aqui em 5 anos o estrago dos 50 anos da ditadura dos Castros lá.
Isso aqui vai virar um Cubão... Com 40 anos de atraso, segundo os projetos juvenis de dona Dilma, mas antes tarde que nunca!
Estamos à beira das trevas.
Socorro!
A infraestrutura está prestes a ruir, a economia do Estado em vias falimentares, a extorsão tributária da classe média vai aos pícaros da glória, a leniência com os mega fraudadores e corruptores ativos e passivos é publicíssima e notória.
Os magistrados são (quase) todos vendidos - até no mais excelso pretório - onde isso pode ser visto ao vivo e em rede nacional! Os parlamentares recebem de um tudo, dinheiros com os mais diversos nomes: subsídio, verba compensatória, prebendas, côngruas, laudêmio, enfiteuse, mesadonas! Sempre em troca de votos subservientes que agora, extinto o voto parlamentar secreto, poderão ser ainda mais bem aferidos.
A data para o estouro da maior bolha, segundo as bolas de cristal mais bem polidas, gira em torno de abril de 2015. Até lá, o balão dos déficits vai inflando com as copas e as eleições, a demagogia eleitoreira solapando o Erário em seus estertores falenciais, com esporádicas injeções de recursos vindos de artimanhas tão prosaicas (e coerentes) quanto a "exportação" das plataformas petrolíferas para, em seguida, alugá-las ao comprador!
Depois de abril de 2015, meus amigos, reeleitíssima dona Dilma, com o judiciário e os parlamentos no bolso, restará a noite dos cristais quando a situação ficar intangível pela vereda em que segue.
Quem gritar vai para o xilindró. Todos conhecem o cardápio dos regimes duros. E se já está duro aguentar a corja petralha no momento atual, aguardem para ver a cor da fumaça depois que a gritaria começar! Eles vão puxar a corda, vão cerrar o laço que já têm no pescoço dos cidadãos de bem que não se calam diante da incúria presente ou da vilania que desponta no horizonte de trevas.
Imprensa? Não existe: todos os jornais do país são diários oficiais do Estado. Não precisaram mais nada que comprar, com as verbas públicas, todos os espaços publicitários na mídia. Está calada a voz de qualquer jornalista sério; de quase todos.
A academia? Todinha aliciada. ALICIADA! Insuflaram pó de dinheiro nos olhos da universidade; hoje, cada IES é uma agência petralha, em desserviço do contribuinte que sustenta a esbórnia. Sindicatos, bem, nunca houve isso por aqui; sabe quem já passou perto de um que aquilo é uma mina de ouro para os seus dirigentes, cujo expoente máximo, comprovação da tese, é o enedáctilo.
Socorro! Eu quero me arribar!

14 de setembro de 2013

Os três poderes podres

ART. 2º da CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o LEGISLATIVO, o EXECUTIVO e o JUDICIÁRIO”
Esse artigo é um postulado, obsoleto - muito mais uma elegia a Montesquieu que uma verdade praticável. Não há apenas três poderes (de fato) e não há independência nem de fato nem de direto entre eles. A teoria dos tês poderes deriva dos três estados do antigo regime, da santíssima trindade e da mania que as pessoas têm de dividir as coisas em três (inclusive por simbolismos maçônicos) - mas ela é artificial e não comporta a complexidade do Estado pós-moderno.
O Estado moderno está em processo de autofagia,
incapaz de se dar conta de que os modelos do
século XVIII não se prestam mais à complexidade
da sociedade nem servem a ela.
O Leviatã está comendo seu próprio rabo.
Duas outras manias que o brasileiro precisa perder: Achar que resolve coisas com leis - leis não existem para resolver situações - elas deveriam prever situações e prever a variância e a imponderabilidade do futuro. Resolver com lei degenera em casuísmo. A lei deve ser abstrata e restrita, renunciando à veleidade de abarcar todas as hipóteses mas delineando os princípios fundantes.
A outra mania é querer extrair do emaranhado legal as justificativas para quaisquer procedimentos e impedimentos. As ações e restrições deveriam ser pautadas por princípios - este sim, delineados pela regra, mas não insculpidos nela. Tais como os princípios da isonomia, transparência, devido processo... Não há de ser por essa ou aquela norma caduca (como o Regimento do STF) da qual sobra um mísero fragmento do qual se extrai um procedimento contrário a todo senso lógico - e a qualquer princípio de boa gestão.

29 de agosto de 2013

TIM - Bosta - Liberty

Definitivamente, viver no Brasil é um contínuo de alegrias.
Dessa vez foi a TIM: depois de mais de dez usando serviços de telefonia pré-paga, por absoluto horror aos relacionamentos institucionais e telefônicos com as prestadoras, resolvo progredir para um propagandeado plano Liberty. Não que eu tenha mudado totalmente de ideia quanto ao relacionamento com aquela gente, mas muitos remédios tomados acalmaram um pouco minha fúria. Também o desejo de utilizar serviços 4G - que não são prestados na modalidade pré.
Muito feliz da vida, vou a uma loja com um belo celular de última geração no bolso, faço a migração para o novo plano, compro um chip 4G e volto feliz pra casa. Volto com um CONTRATO no bolso, estipulando deveres e contrapartidas entre uma CONCESSIONÁRIA de serviço público e eu.
Será que algum dia o consumidor vai ser
respeitado no Brasil? Não creio que seja
em minha geração. Socorro, eu quero fugir.
Muito bem. Agora há pouco, quatro dias depois de haver CONTRATADO o serviço, pego meu telefone para fazer uma ligação e sou informado - "você não tem créditos para efetuar essa ligação" --- COMO ASSIM???? o TELEFONE NÃO É PÓS-PAGO?
Ligo para a operadora e eles me informam: - "Seu contrato foi recusado"... COMO ASSIM??? Eu tenho um CONTRATO firmado pelas duas partes! Eles têm a OBRIGAÇÃO de me prestar o serviço. Eu tenho que pagar as contas!
Mas tento colocar crédito: número bloqueado.
Reclamação imediata para a Anatel. (Alguém sabe qual é o petralha que ganhou o controle daquela agência?) - Dizem que da Anatel a gente reclama com o bispo...
Mas,  vamos ver. Reclamação protocolizada, contrato devidamente anexado... Vamos aguardar o trâmite da burocracia.
Enquanto isso, meu telefone de serviço, carérrimo, 4G e o cacete, ficará servindo de enfeite e para que eu acesse a internet WF.
Essas prestadoras são @¨$#¨$&¨%$&%$#¨#@#@$.

14 de agosto de 2013

Inoperância do manuseio das letras

Uma desinfeliz vê este meu anúncio e entende que é uma oferta de emprego! Vem me interpelar sobre as condições e trabalho e tal! Se nem sabe ler um anúncio, imaginem como deve ser ao revisar!

"A Keimelion é especializada em revisão de textos de todos os gêneros literários e científicos: teses, dissertações, monografias, artigos, relatórios; fazemos também a preparação de textos, composição, criação de capas e providenciamos a edição de trabalhos acadêmicos em forma de livro a ser impresso sob demanda. esta editora Keimelion possui vasta experiência nos trabalhos que executa, já havendo prestado serviços a prestigiosas instituições, como o instituto René Rachou, Fundação de Desenvolvimento de Pesquisa (FUNDEP) e o Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (CEDEPLAR) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fundação Educativa de Rádio e TV de Ouro Preto (ligada à UFOP), bem como a numerosos pesquisadores, em caráter pessoal. Conheça o site e blog da Keimelion: http://www.keimelion.com.br"

Outro desinfeliz lê essa frese alhures:

"Estou procurando um escritor pra escrever minha própria autobiografia pessoal. Cada vez sou mais nua e mais crua! Eu sou uma pop estar."

E interpela com a seguinte oferta:

"Vi um twitt seu com a mensagem sobre a busca de um escritor para a produção de sua biografia pessoal. E tenho uma boa experiência nisto. Caso tenha interesse, poderemos nos aprofundar nos detalhes e verificar em que poderemos efetivamente realizar o trabalho. Tenha um excelente dia, ..."

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Dá para acreditar que essa gente está no mercado? Analfabetos funcionais querendo atuar no mercado das letras. Como diria um amigo meu, recém falecido: "inoperância no manuseio".

Pirâmide sociopolítica

Uma das coisas que as pessoas têm dificuldade de aceitar atualmente é hierarquia. Entendem que democracia é desculpa para que toda decisão seja coletiva. Não, não é assim o mundo, não é assim que se gere o Estado. Em família, não existe democracia, a escola não é nem pode ser democrática, as forças armadas têm que continuar a ser hierarquizadas. Misturam tudo, instituições que não são nem devem ser democráticas têm sido, enquanto o Estado é fortemente autoritário.
A ordem "natural" das coisas e do
Estado foi subvertida.
Os valores estão subvertidos e as estruturas de poder corrompidas. A gestão mistura o público e o privado, com total promiscuidade, e se dá em moldes arcaicos como processo e procedimentos.
Enquanto o moleque não se mexer, o rato permanecerá no topo da ordem política.
A farra está acabando, gente... Que tal uns 20% da aumento de nos combustíveis? Talvez não baste pra salvar a Petrobras. E eu sei o motivo da derrocada da empresa: como pode uma oxítona terminada em "as" prescindir do acento agudo?
Viram como o partido da Marina é democrático? Estão fazendo uma enquete para escolher o número da legenda. Mas quanto à religião do Estado, não haverá negociação: questão fechada.

29 de julho de 2013

Qual o masculino de lésbica?

Outro dia estive pensando: o substantivo e adjetivo "lésbica" não têm correspondente masculino!
Lésbica refere-se exclusivamente a mulher. Homossexual cabe aos dois sexos (paradoxalmente!). Gay aplica-se a homem e mulher (embora menos frequentemente a elas).
Que feminismo machista, porco chovinista, é esse que preserva uma ilha inteira (Lesbos) para mulheres que se amam, mas não tem nenhum cantinho no mundo que premie os homens adeptos daquele amor nem nem se dez o nome?
Papai Noel é muito chegado a suas renas para ser sério.
Nem pense em Sodoma ou Gomorra, pois aquilo que se fazia na primeira, sempre se faz em relações heteroafetivas ou homoafetivas - já na segunda, queria descobrir qual a prática pecaminosa dali, ninguém me diz. Afinal de contas, será que passarei por essa vida sem conhecer, sequer platonicamente, a gomorria?
Mas como solução ao caso da falta de correspondente para o termo lésbica, lembrei-me do Papai Noel; quem sabe, sua origem possa servir à criação de um termo correspondente? Afinal, um velho que passa o ano com um bando de anões, depois dá umas voltas pelo mundo com uma dúzia de veados (renas são veados grandes), coloca as criancinhas no colo e dá balinhas fazendo promessas a elas, além de ficar boa parte do tempo com pau na mão (báculo é eufemismo!)... Como se não bastasse, gosta de roupa vermelha e com pom-pom, além de gostar de umas sinetas... Isso nem é caso de suspeição, qualquer gaydar (o radar desenvolvido pela NASA para identificar o coeficiente de viadagem nas pessoas) indicaria mais de 85% de boiolice no bom-velhinho!
Pois bem, de onde vem o Papai Noel mesmo? Polo Norte não dá um adjetivo bom. Ah! Dizem que é da Lapônia. Perfeito, então fica, doravante: o masculino de lésbica é lapônico!

25 de julho de 2013

Enfiem a cabeça no buraco e comemorem

Não entendo, não entendo. Não adianta: nunca entenderei. Metade de minha cidade, metade de meu estado em júbilo. Por que cargas d'água?
O resultado futebolístico de ontem vai colocar mais comida na mesa de alguém?
Alguém vai ter remissão de suas dívidas por causa daqueles goles? (Sim, em português, o plural de gol é goles.)
Alguma aposentadoria vai ser majorada por causa dos foguetes? Ou os foguetes são por causa de uma redução nos impostos?
Enfiem a cabeça no buraco e comemorem a vidinha
pífia que vai continuar sendo degradada.
Ahhh, a Libertadores... Aumentaram as liberdade civis, as liberdades de ir e vir, as liberdades de manifestação, as liberdades de por e despor governantes?
Nós ganhamos o campeonato! Nós quem, cara pálida? Você chutou alguma bola? Eu não. Seu grito ou sua buzina produzem algum efeito em campo ou em sua vidinha de merda? Algum jogador vai te convidar para a festa na casa dele? Alguns deles vão partilhar os contratos que advierem do resultado de ontem com o povo? Nós, quem? Nós, que desejamos montes de coisas, estamos mais perto das coisas que desejamos em virtude, causa ou efeito de algum resultado de futebol? Que nós é esse, que a imprensa inventa, dissemina, propaga e apregoa... e que o povo engole sem mastigar? Nós uma ova: o Atlético venceu (meio que na subjetividade de regras fluidas e imponderáveis, mas venceu). Que diabos faz as pessoas entenderem que participam do evento, quando sua ação em relação ao resultado nem sequer é vento?
Ah, o futebol serviu para esvaziar um pouco as demandas, então as pessoas ficaram assim tão alegres foi por terem tido suas atenções desviadas das vicissitudes do cotidiano, das empulhações dos políticos, da insegurança com o futuro, das dívidas impagáveis, do esbulho fiscal, das coações policiais, das humilhações nos postos de saúde? Que alegria besta.
Não entendo por que as pessoas comemorem como se fosse uma alegria pessoal a vitória alheia. Vitória alheia por ser de outrem, alheia por produzir alheamento, alheia por não agregar nenhum bem, nenhum benefício, nenhuma bonança.
Hoje como ontem, amanhã como hoje, estaremos premidos pelas dívidas públicas exacerbadas, pela ingerência nas questões do Estado, pelo ensino público e privado degradados, pela mercantilização dos serviços de saúde e por sua utilização para fins políticos eleitorais. Hoje como ontem, amanhã como hoje estaremos vendo diminuir nossa liberdade de expressão, de manifestação, de questionamento. Estaremos vendo crescer o autoritarismo, a veia policialesca dos que nos governam, o patrulhamento institucional, o sectarismo político, o patriarcalismo ancestral e ainda tão presente.
Aleluia! O papa está entre nós (e é argentino e sorridente!) e o Atlético ganhou. Aleluia: o povo vai continuar tão fodido ontem como anteontem, hoje como ontem e de amanhã em diante, enquanto não se der conta do pífio apanágio dos esportes e das religiões. Enquanto as pessoas não se derem conta de que só colocando a mão na massa e fazendo o que querem e exigindo o que têm direito construirão vitórias reais, palpáveis e dignas, verdadeiramente, de fogos e buzinaços.
Enquanto isso, gritem galo e finjam para si mesmos que a vida melhorou.

24 de julho de 2013

Democratura Policial

Os relatos e as histórias estão se multiplicando. Os governantes alegam vivermos em um Estado de Direito, mas eu tenho dito há tempos que não é assim. Vai piorar. Estejam certíssimo de que vai continuar piorando. Enquanto isso, os seus, os nossos impostos financiam uma comissão destinada a inventar uma verdade dos fatos ocorridos há 40 anos, fatos que se repetem todos os dias em escalada: violência contra as pessoas praticadas por aqueles que são pagos para as proteger; tortura indiscriminada; arbítrio...
O que foi que mudou no Brasil desde sempre?
No Brasil é assim: se a polícia quer, te prende. Depois dizem que você estava com coquetel molotov, cocaína, ou com o santo Graal. E você que prove que a bagaça não era sua! se houver como. Prova plantada é a lavoura mais fértil que há. Mas investigar, levantar evidência e colocar criminoso de verdade onde devem, eles não sabem, não querem e não podem! Bandido compra proteção. Cidadão não pode comprar nem uma garrucha pra se proteger. Ahh, as pessoas dizem que isso tudo é democracia! Dizem que é muito bom e que não havia isso no regime de 1964. Eu não sei bem o que seria essa tal de democracia: nunca vi. Agora, se for esse sistema que estamos tendo, eu não gosta não. Estamos vivendo em um Estado autoritário, estamos subordinados a caciques, estamos nas garras de policiais militares e civis que prendem e espancam cidadãos (tortura nunca mais!), somos roubados pelos que deveriam nos governar, somos ridicularizados por bandidos condenados que têm cadeiras no nosso parlamento. Socorro! Quero pedir asilo político em Kripton.
Enquanto isso, o povo continua querendo tocar no papa e tocar os políticos. Mas enquanto o povo estiver se manifestando pacificamente nas ruas o governo pode se dar à cachimônia de entender o que desejar, como desejar e se desejar. Ou o povo vá se manifestar em outro lugar (urnas seriam um exemplo) ou de outra forma: à bala, por exemplo. Manifestação pacífica fará o mesmo efeito que orações silenciosas: o destinatário não vai responder - já a identificação do resultado fica no plano subjetivo.

21 de julho de 2013

Câncer e defenestração

A defenestração do Collor foi feita no esplendor de uma república refundada, forte e eivada de esperanças. Tratava-se apenas de expurgar um grupelho. Foi café pequeno. Uma amputação incruenta.
Agora, temos um enorme câncer (encabeçado por alguns cancerosos e outros psicopatas); metástases por todo o Estado e pelas instituições sociais desde as universidades aos sindicatos, passando por organizações informais paramilitares e até tribos indígenas, sem falar das religiões aliciadas. O expurgo só será feito com um banho de sangue. Em sã consciência, não o desejo nem o propago, mas temo que seja o único caminho que a sociedade necessariamente trilhará para se livrar de tanto mal que nos assola.
Não creio em negociações, via eleitoral, nem na via judicial para a solução de nossos problemas. Há de ser no campo de honra, já que se trata de questões de valores que estão em pauta.

Vândalos conspiradores

É muito engraçado ver as teorias conspiratórias que são tecidas em torno dos vandalismos recentes nas diversas cidades brasileiras. Primeiro, fica patente a absoluta incapacidade das forças policiais agirem quando se lhes opõe quantidades equivalentes de homens, mesmo com patente desequilíbrio de equipamento. Depois, a tal da "inteligência" das forças públicas -- sim a palavra "inteligência" merece todas as aspas do mundo, pois é o termo que eles aplicam, mas o sentido geral que a palavra tem não se aplica -- especulam até sobre influência estrangeira dentre os mascarados que quebram tudo que há pela frente.
Teorias conspiratórias também evoluem.
No viés das teorias conspiratórias, a "inteligentia" acadêmica (sim, aspas de novo!) que vai à tv para falar do assunto também dá um show da especulações delirantes e despropositadas sobre os episódios.
Meus amigos, essa turma que aproveita as manifestações para fazer quebra-quebra não passa de um bando de gente se divertindo à moda que sabe, quebrando a rua do mesmo modo que quebram os ônibus, os estádios e os itinerários até os estádios nos dias de clássico. Quebrar tudo é um hobby para determinados segmentos, não sabiam? É só haver a oportunidade. E se houver ainda um saque como prêmio pela quebradeira, perfeito então! Pedra na vitrine!
Não há nenhuma maquinação sofisticada na turba não, é só um pouco de diversão brutal, testosterona em fluxo misturada com adrenalina, álcool e outras drogas. Coisas bem simples que polícia e sociólogos não entendem. Os primeiros porque não entendem nada mesmo, os segundos porque a situação é simples demais para ser alcançada pelo sofisticado aparato teórico de que estão munidos.

Importação de jesuítas

O governo petralha se deu conta da sacanagem que o marquês de Pombal fez com o Brasil: aquele cara era, já no tempo dele, um neoliberal selvagem, extrema-direita na Europa, apesar de o país ficar na extrema esquerda daquele continente. Bem, num arroubo de privatização selvagem, o primeiro-ministro de dom José (Pombal) enxotou do Brasil todos os jesuítas que estavam por aqui, pois eles estavam selvagemente educando o povo advindo e os indígenas, ensinando nessas terras virgens as letras, música, arquitetura, astronomia, matemática e outras bobagens totalmente inúteis.
Uma das manias bestas dos jesuítas era fundar cidades.
Para reverter o défice de jesuítas que temos em nossas plagas, desde aquela época, o governo instituiu, depois de um plebiscito e um referendo, um programa internacional de atração de jesuítas. O primeiro chega amanhã. A intenção geral era trazer jesuítas de Cuba, pois especulou-se que os soldados da Companhia de Jesus daquela ilha teriam uma excelente formação e capacidade inequívoca de conversão e de formação de prosélitos. Depois, feitas as contas, verificou-se que de lá não poderiam vir, pois não os há com tanta abundância nas terras insulares dos Castros. A alternativa foi importar jesuítas da Argentina! Para isso, encontraram inclusive total apoio da presidenta daquela país platino, pois ela esteve exportando, recentemente, os mais conspícuos seguidores de Loyola que havia em seus domínios. Para fazer coro às políticas assistencialistas e ao discurso populista petralha, entenderam que seria de bom alvitre importar um jesuíta franciscano: mas essa combinação inaudita é bastante rara, não os havendo muito por aí. Depois muito procurar, e a custo exorbitante, encontraram um disposto a vir, pelo menos por um tempo. A moçada do mundo inteiro vibrou com a novidade e veio toda ao Rio para receber o tal padre. Vamos ver se vai dar certo. O caso é que há muita gente que não está apoiando a medida de importação clerical. Primeiro existe a oposição do clero local -- que não quer partilhar seu mercado de fé nem as côngruas e os dízimos respectivos. Depois, há a oposição daqueles que se opõem sistematicamente. Uns chatos que se manifestam contra tudo e contra todos e, em havendo chance, arrebentam tudo e não são presos por isso. Como é para amanhã, a maioria de nós viverá para ver o que vai acontecer; eu é que não sou sábio o suficiente para fazer previsões e nem me arrisco em palpites sobre as coisas santas. Amém, a nós todos!

30 de junho de 2013

Cadê o Lula?

Dizem e disseram por aí que Lula está internado alhures em estado terminal. A bagaça que ele tinha no pescoço deu filhote no pulmão. Não sei se essa história é verdadeira, nem tenho o telefone dele para ligar e conferir. Sem precisar me manifestar se lhe desejo melhoras ou uma morte penosa como a que costuma acometer os tabagistas (e os ex), considero, como hipótese analítica, que a especulação, burburinho, diz-que-diz-que se revista de faticidade.
Lula: ninguém sabe, ninguém mais viu.
Como ficará o partido de que ele é dono, após sua descarnação? Bem, é certo que o partido ficará partido! Os correligionários se engalfinharão pela herança maldita até a quinta geração. Cinquenta anos depois da morte de Lula, os herdeiros presuntivos ainda estarão colocando palavras na boca do falecido, como fazem a Getúlio, Brizola, Tancredo, Ulisses e outros próceres das últimas repúblicas. Uns oito ou dez grêmios políticos se formarão pleiteando a legitimidade da herança do enedáctilo. Todos estarão em contato direto com o falecido, via mãe-de-santo, para saber o que ele pensaria de cada situação. Até porque não haverá obra escrita em que se inspirar para adaptar o pensamento do grande líder. Lula não escreveu nada. Nenhum problema e nenhuma crítica quanto a isso: Cristo e Maomé também não deixaram obras literárias e têm, ambos, milhares de intérpretes (que nem sempre se entendem - claro). Quem viver verá, se ele morrer. Quem viver mais, certamente um dia verá, pois, mesmo endeusado e remido de todos os pecadilhos mensaleiros, um dia ele morrerá, ou de câncer no pulmão ou de qualquer outra dessas desculpas que acometem os reles mortais, por mais líderes que tenham sido.

Plebiscito ou referendo? Façam o jogo...

No jogo político eleitoral, a gente sabe que muitos eleitores sempre tentam "acertar" o candidato que vai ser eleito. Quando votam em algum perdedor, ficam com a ideia de que "perderam" o voto. Imagine-se um plebiscito de cinco perguntas (não mais que cinco) com sequência lógica entre elas e um eleitorado de analfabetos tentando "acertar" as respostas. O resultado pode ser algo tão patético queto uma "monarquia presidencialista" - o que era uma hipótese possível de resultado quando do patético plebiscito pela escolha de forma e regime de governo. Naquela época, a propaganda veiculada pelas diferentes postulações, todas, foi repleta de desinformação, inverdade, mitificação e folclore. Não houve nenhuma preocupação didática, nenhuma postulação ideológica, nenhuma cobrança de verdade por parte do judiciário. Todos puderam enganar sem limite em prol da opção que julgavam atender melhor seu interesse.
Votação não é um jogo de azar.
Deu nesse monstrengo que temos: uma constituição parlamentarista e um(a) presidente(a) imperial, um Congresso inerte, paralisado, inoperante, corrupto, e um executivo legislando por medida provisória enquanto o judiciário ocupa as lacunas entre a constituição, a inercia do Legislativo e os abusos do Executivo. Bem, meus amigos e amigas, imagine o eleitorado, virtualmente composto, na maioria por analfabetos funcionais, totalmente perdido entre as questões de direito público e de ética, comprados por todo tipo de política assistencialista, populista e demagógica, tentando, mais uma vez, "acertar" na urna eletrônica quais serão as opções que serão mais sufragadas. Como são treinados a fazer na Mega Sena e nos outros jogos de prognósticos. Como foram treinados nas urnas desde que suas bocas se abriram para o voto popular. O eleitorado quer "acertar" - mas esse acerto não significa que ele quer optar pelo que lhe parece mais adequando - eles querem adivinhar qual será a posição predominante. Por isso, a importância dos resultados propostos pelos institutos de pesquisa: é necessário saber, antes de ir à urna, qual é a boa dica, a barbada e o azarão - e qual paga o melhor prêmio. Ideologia? Isso não existe em nenhum lado dos times em campo: não há esquerda e direita em conflito por ideias (já notou que o muro de Berlim foi derrubado no século passado?) - existem facções em disputa por um botim chamado Estado! Existe um grupelho que tomou posso do Estado e de todas suas instituições e vai fazer de tudo para não largar o osso. Existem outros grupos que só querem entrar na festa sem convite e alguns que têm saudade do tempo das vacas gordas: esses grupos todos, no Brasil, chamam-se partidos políticos. Quem precisa deles? Seus donos. Cada partido tem um dono, um guru, um tetrarca. Mesmo antes de serem oficializados, já têm. A democracia que se nos apresenta é um circo sem sol, é um espetáculo noturno em que os espectadores não veem a cena e aplaudem por intuição. O pão que se lhes dá é pouco e bolorento. Discute-se agora se é hora de plebiscito ou de referendo. É o mesmo que discutir se o pão vai cair com a manteiga virada para baixo ou se vai ser margarina que vai dar no chão: em qualquer alternativa, é o pobre que vai ter que engolir a lama e o pó que serão agregados ao alimento degradado. Mesmo que eles "acertem" no jogo da urna.

18 de junho de 2013

O que reivindicar?

Nos fins do governo militar, meu sonho seria fazer uma enorme pilha com toda a legislação encimada pela constituição dos atos institucionais. Tentaram e não deu certo, a colcha de retalhos que é a Carta de 88 procurou conciliar o inconciliável e virou um diploma inexequível. Uma Carta de sonhos e de interesses incompatíveis. Havia muito ranço na Constituinte. Muita questão a priori decidida. Temos que refazer a coisa. Repensar a federação, as demandas a serem atendidas pelo Estado, o tributo que estamos dispostos a pagar, discutir como devemos escolher os gestores da coisa pública: funcionários públicos - não mais "autoridades". Quem puder descartar todos os modelos havidos estará apto a participar da reconstrução. Se não for assim, vamos trocas seis por meia dúzia - de novo.
Temos que esquecer os modelos, inclusive abandonar o maniqueísmo esquerda-direita, abandonar a ideia fixa de três poderes (poder e autonomia ao Ministério Público e ao Banco Central - que quase já existe - por exemplo), descartar o romantismo de eleger diretamente os executivos e dar a eles 4 ou 5 anos de cheques em branco. Expurgar definitivamente a ideia de que leis mudam a sociedade, que a cada episódio é preciso fazer uma nova mudança na constituição. Eu não tenho nenhum modelo a oferecer, mas propondo uma tábula rasa; acredito que só assim possamos avançar. Será difícil? Quem dirá que não?
É hora de mudanças mais profundas que a tradicional troca de cadeiras. Repensar o Estado, a representação, a gestão da res publica. Não vai mudar nada trocar os governantes e os legisladores. Mudando a mentalidade da população poderemos aperfeiçoar a sociedade. Caso contrário, circularemos e teremos mais do mesmo, com outros nomes no pódio.
 "PROTESTAR? EU TOPO...
Contra o governo federal, por causa da gastança inútil e a volta da inflação.
A inexistência de uma política educacional séria.
A infraestrutura em frangalho.
O ranço estatizante e a fantasia de retomar o crescimento só fazendo jorrar subsídios na cabeça dos empresários da indústria Iniciativas idiotas como sediar a Copa do Mundo, com tanta coisa urgente a fazer.
O trem-bala, também conhecido como “candy train”.
O apoio a regimes autoritários e notoriamente violadores dos direitos humanos
A aliança “carnal” com o que a América Latina tem de mais atrasado.
O abandono das reformas estruturais.
 O famigerado “controle social da mídia”".
Bolivar Lamounier

12 de abril de 2013

Queijo Minas não existe em Minas Gerais

1- "Queijo de Minas" é uma coisa que só não existe em... Minas Gerais! Aqui há queijo do Serro, queijo de Araxá, Canastra, Rola Moça, Mantiqueira, Mata...
2- "Castanha do Brasil" não existe no... Brasil! Aqui comemos castanhas do Pará!
Vejam como o queijo está feliz:
respirando e amadurecendo (curando).
As duas coisas pelos mesmos motivos. (Analogia é uma boa forma de se explicar o óbvio).
Segundo o Regulamento Técnico MERCOSUL de Identidade e Qualidade n145/96, "entende-se por Queijo Minas Frescal o queijo fresco obtido por coagulação enzimática do leite com coalho e/ou outras enzimas coagulantes apropriadas, complementada ou não com ação de bactérias lácticas específicas."
Quanto a nosso queijo, as pessoas têm a maior dificuldade de entender: ele é composto de um monte de bactérias aeróbicas misturadas com leite, uma colônia de mineiridades lactantes.
Portanto:

  • Não tolera saco plástico (a fermentação anaeróbica azeda tudo, vira uma podriqueira).
  • Não tolera geladeira (a baixa temperatura retarda a fermentação, mas retém o soro e outros componentes que deveriam ser desagregados paulatinamente - vira uma gosma).

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  • Se você compra uma plasta branca ensacada em uma geladeira de supermercado, não chame aquilo de "Queijo Minas" - trata-se de uma gosma azeda.

Quer queijo fresco? Coma queijo novo.
Quer curado? Deixe curar em prato permeável (madeira).
Não entendeu nada disso? Venha a Minas.

15 de março de 2013

Francisco & Raymundo

De acordo com o monsenhor [Antônio Luiz Catelan], ao entrar no ônibus, o papa observou alguns lugares vazios e disse, em português: "Vou me sentar com o Raymundo" [Damasceno Assis]. Observem a profundidade do enunciado papal: "Vou me sentar com o Raymundo", nenhum papa disse algo assim antes. Ainda bem que ele não vai se sentar com a Raimunda, aquela que é feia de cara e boa de b...
Francisco & Raymundo
Agora vem a serie de banalidades, frivolidades e superficialidades sobre alguém que, certamente, é bem mais que está aparentando. Hora agora de os desocupados verem signos onde não os há: o papa não quis usar aqueles sapatos vermelho (Coisa de veado?)... Ou será que não havia com o número dele e depois vai chegar? Não há nenhum significado em nenhum signo, mas todos eles constroem o discurso de que o novo pontificado está dando um tom diferente quanto às coisas terrenas.
Mas o papa tinha ligações com os militares argentinos? O bispo de Buenos Aires necessariamente tinha essas ligações: a igreja na Argentina é mantida pelo Estado, os cleros são pagos pelo Erário! Agora, virem me dizer que um jesuíta entregou dois noviços ou coisa que valha ao regime militar, poupem-me: bastaria defenestrar os moços da Companhia - ou tal ato precederia o outro. Não estou convencido. Se eu absolvi o papa? Eu não: só quero ver se ele vai condenar o uso de camisinha e vou execrar o fulano. Não acho que ele deva mudar de opinião quanto a casamentos desse ou daquele tipo, doutrina é problema dele, não meu - e segue quem quer. Eu não sou a favor de casamentos nenhuns, não acho que Estado, religião ou famílias devam se meter nas relações afetivas de ninguém - mas, pra quem quer, bom proveito. Não estou torcendo pró nem contra papa nenhum, mas que seja tudo pela paz e para o bem geral, amém.

15 de fevereiro de 2013

Católico não praticante

Essa tolice só deve existir no Brasil! Aposto.
Dentre aquelas coisas que só existem no Brasil, ressurge nesses dias o tal do "católico não praticante".  Que diabos é isso? (Com o perdão de trazer o sujo para um questionamento de fundo religioso.)
Religião é sempre uma prática. Um conjunto de ritos e ações que expressam um credo. Se a pessoa não tem aquelas práticas, ações e abstenções regidas pelos preceitos e dogmas, simplesmente ela não tem a tal religião!
Católico não praticante é pura filodoxia. Coerência e razão não são mesmo pontos fortes do povo em nossa terra.

13 de fevereiro de 2013

Eu renuncio...

Para não ficar fora de moda, andei meditando sobre minhas posições na vida: queria encontrar algo a que renunciar. Examinei bem, pensei no exemplo de grandes homens que renunciaram: Carlos V (de Espanha e metade da Europa), Jânio Quadros, Nixon, Ratzinger...
Achei um gesto de renuncia serviria para enaltecer minha biografia. Renúncia é algo inesperado, num mundo em que a vaidade das situações alcançadas se supera por outra situação acima. Muita gente perde o rebolado quando não tem mais como se promover, como dar outro passo escada acima, morro acima... Um alpinismo social sem fim. Taí o Lula, como exemplo disso mais perto de nós. Sem dúvida, falta alguma renúncia a minha vida.
Assim sendo, e decidido que a tautologia de renunciar à renúncia é meio simplista, pus-me à busca, em metódico exame de consciência, sobre que ato ou fato, posição situação ou posse, deverá recair minha renúncia. Deveria ser algo de valor expressivo, para se revestir da significância e relatividade representativa que faça da renúncia um momento expressivo em minha biografia. Teria que ser algo que afetasse, de forma mais ou menos impactante, também a interesses de outras pessoas - para que haja alguma repercussão. Estabelecidos tais parâmetros, dei tratos à bola e matutei bastante. Assim, venho de público anunciar minha decisão.
Saibam todos, a quem interessar possa: formal e irretratavelmente, renuncio, nesta data, por este ato - em plena consciência e após haver refletido sobre a ação, renuncio a todas e quaisquer dívidas contraídas. Amém.

12 de fevereiro de 2013

Adesismo

Se Bento XVI permanecesse no trono de Pedro por mais 5, 8 anos, se agonizasse e decaísse, ficasse senil me demente... Seria aplaudido por sua coragem, bravura e serenidade com que exerceu o apostolado. Renunciando, louvam-lhe a modéstia, a serenidade, a consciência de suas limitações... Com fanáticos é assim, se fizer isso - a justificativa é essa, se fizer aquilo a justificativa é outra - mas o ídolo sempre acerta! (Assim, até eu!)
Com Lula é exatamente o mesmo: seus apaniguados, sequazes e demais mequetrefes que votam neles acham justificativa para qualquer ato ou omissão, independentemente de juízo. É uma torcida, são várias torcidas: a torcida de Ratzinguer, de Luiz Inácio, de Neymar, de qualquer mote - aderir a causas, partidos, religiões ou times de futebol têm sempre a característica de renunciar aos juízos críticos sobre aquelas circunstâncias em troca do adesismo direto, inconsequente, imediato e automático. Como se houvesse apenas um caminho e, ainda assim, haver necessidade de guia, placas, mapas e GPS. É o comportamento de manada, torcida, partidarismo ou religião. Iguais nas paixões e na renúncia à racionalidade. Feita a adesão, o mais entra no piloto automático: basta seguir a vaca madrinha.

1 de fevereiro de 2013

Sorte de Calheiros

Mas a sorte não é mesmo uma meretriz? Sabem nas mãos de quem caíram as denúncias de Gurgel contra Renan Calheiros? 
Adivinhem... Quem pensou em Lewndwvsks acertou na mosca da sopa de letrinhas polonesa.
Você vai ter que engolir mais esse!
KKKKKKKKKKK
Engulam mais essa! Quem não gostava de Sarney agora pode se dar conta de que tudo pode piorar... Eu nem sei se é dos males o pior, pois naquele senatório só se sai da frigideira direto ao fogaréu. Podem ir pondo as barbichas de molho: nem um trilhão de assinaturas eletrônicas ou cliques no Facebook terão nenhum efeito contra a eleição de mais um sacripanta no Senado da República. Ademais, se não fosse esse, quem seria? Há algum ali que tenha reputação ilibada? Ali são todos culpados. Uns com dolo, outros com omissão - todos com cumplicidade recíproca, uma trama de nós górdios, cada um atando-se ao pacto da impunidade recíproca e tolerância escarnificada.

13 de janeiro de 2013

Poessa

Poessa is a spider genus of
the 
Salticidae
family (jumping spiders).

Velha pilha de palavras,
Impressas, expressas, supressas,
Com ou sem pressa.
Nova ilha de palavras,
Compressas, com ou sem essas.
Outra anilha de palavras,
Remessas, promessas, revessas.
Assacadilha de palavras,
Homessa, o homem, a essa.

Belo Horizonte, 13 de janeiro de 2013.

8 de janeiro de 2013

Villa detona Lula

Comentário de Marco Antonio Villa (Historiador da Universidade Federal de São Carlos) no Jornal da Cultura, exibido dia 14/12/2012. Villa desabafa e comenta suposto envolvimento do LULA. Parabéns Villa, você teve muita coragem de falar, pois muitas pessoas da imprensa não expressão sua opinião. Suposto??
"Deste tamanho já estaria bom
para o Lula..."



Eu queria dar um grande abraço no Villa. Ele foi meu professor, meados dos anos 1980, e eu não gostava das coisas que ele dizia. Hoje aplaudo de pé, na primeira fila - e ainda tenho vontade de abraçar. Bravo, Villa, bravíssimo!