15 de fevereiro de 2013

Católico não praticante

Essa tolice só deve existir no Brasil! Aposto.
Dentre aquelas coisas que só existem no Brasil, ressurge nesses dias o tal do "católico não praticante".  Que diabos é isso? (Com o perdão de trazer o sujo para um questionamento de fundo religioso.)
Religião é sempre uma prática. Um conjunto de ritos e ações que expressam um credo. Se a pessoa não tem aquelas práticas, ações e abstenções regidas pelos preceitos e dogmas, simplesmente ela não tem a tal religião!
Católico não praticante é pura filodoxia. Coerência e razão não são mesmo pontos fortes do povo em nossa terra.

13 de fevereiro de 2013

Eu renuncio...

Para não ficar fora de moda, andei meditando sobre minhas posições na vida: queria encontrar algo a que renunciar. Examinei bem, pensei no exemplo de grandes homens que renunciaram: Carlos V (de Espanha e metade da Europa), Jânio Quadros, Nixon, Ratzinger...
Achei um gesto de renuncia serviria para enaltecer minha biografia. Renúncia é algo inesperado, num mundo em que a vaidade das situações alcançadas se supera por outra situação acima. Muita gente perde o rebolado quando não tem mais como se promover, como dar outro passo escada acima, morro acima... Um alpinismo social sem fim. Taí o Lula, como exemplo disso mais perto de nós. Sem dúvida, falta alguma renúncia a minha vida.
Assim sendo, e decidido que a tautologia de renunciar à renúncia é meio simplista, pus-me à busca, em metódico exame de consciência, sobre que ato ou fato, posição situação ou posse, deverá recair minha renúncia. Deveria ser algo de valor expressivo, para se revestir da significância e relatividade representativa que faça da renúncia um momento expressivo em minha biografia. Teria que ser algo que afetasse, de forma mais ou menos impactante, também a interesses de outras pessoas - para que haja alguma repercussão. Estabelecidos tais parâmetros, dei tratos à bola e matutei bastante. Assim, venho de público anunciar minha decisão.
Saibam todos, a quem interessar possa: formal e irretratavelmente, renuncio, nesta data, por este ato - em plena consciência e após haver refletido sobre a ação, renuncio a todas e quaisquer dívidas contraídas. Amém.

12 de fevereiro de 2013

Adesismo

Se Bento XVI permanecesse no trono de Pedro por mais 5, 8 anos, se agonizasse e decaísse, ficasse senil me demente... Seria aplaudido por sua coragem, bravura e serenidade com que exerceu o apostolado. Renunciando, louvam-lhe a modéstia, a serenidade, a consciência de suas limitações... Com fanáticos é assim, se fizer isso - a justificativa é essa, se fizer aquilo a justificativa é outra - mas o ídolo sempre acerta! (Assim, até eu!)
Com Lula é exatamente o mesmo: seus apaniguados, sequazes e demais mequetrefes que votam neles acham justificativa para qualquer ato ou omissão, independentemente de juízo. É uma torcida, são várias torcidas: a torcida de Ratzinguer, de Luiz Inácio, de Neymar, de qualquer mote - aderir a causas, partidos, religiões ou times de futebol têm sempre a característica de renunciar aos juízos críticos sobre aquelas circunstâncias em troca do adesismo direto, inconsequente, imediato e automático. Como se houvesse apenas um caminho e, ainda assim, haver necessidade de guia, placas, mapas e GPS. É o comportamento de manada, torcida, partidarismo ou religião. Iguais nas paixões e na renúncia à racionalidade. Feita a adesão, o mais entra no piloto automático: basta seguir a vaca madrinha.

1 de fevereiro de 2013

Sorte de Calheiros

Mas a sorte não é mesmo uma meretriz? Sabem nas mãos de quem caíram as denúncias de Gurgel contra Renan Calheiros? 
Adivinhem... Quem pensou em Lewndwvsks acertou na mosca da sopa de letrinhas polonesa.
Você vai ter que engolir mais esse!
KKKKKKKKKKK
Engulam mais essa! Quem não gostava de Sarney agora pode se dar conta de que tudo pode piorar... Eu nem sei se é dos males o pior, pois naquele senatório só se sai da frigideira direto ao fogaréu. Podem ir pondo as barbichas de molho: nem um trilhão de assinaturas eletrônicas ou cliques no Facebook terão nenhum efeito contra a eleição de mais um sacripanta no Senado da República. Ademais, se não fosse esse, quem seria? Há algum ali que tenha reputação ilibada? Ali são todos culpados. Uns com dolo, outros com omissão - todos com cumplicidade recíproca, uma trama de nós górdios, cada um atando-se ao pacto da impunidade recíproca e tolerância escarnificada.