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| Gato na panela, panela no fogão... |
Dizem que imagens dizem bem mais que palavras, mas acho bem mais justo considerar que os dois registros se complementam. Estamos vivendo o grande momento da imagem, quanto todos, a qualquer tempo, podemos registrá-las armazená-las e publicá-las sem aos antigas peias.
Posto de lado esse parágrafo introdutório, teoria de algo sobre o que não vou falar, fica óbvio que falarei exatamente sobre o gato na panela, exatamente como o encontrei e fotografei.
Fiquem, desde já, os ativistas de qualquer causa postulante da saúde e bem estar animalescas frustrados por não terem aqui nenhuma causa; até ode sei, o bichano em foco gozava de boa saúde e nãp foi objeto de nenhuma violência, nem com motivos gastronômicos. Bem, nunca se pode eliminar tudo, nem nunca podemos nos livrar de alguma causa: restam violados os direitos de imagem do felídeo - privacidade não cumpre alegar, pois ele estava em local público.
Vamos ao cerne. Essa imagem foi obtida há poucas semanas, por mim, no Mercado Central de Belo horizonte. Quisera tê-la dado ao mundo mais cedo, mas umas poucas circunstâncias tecno-burocráticas o impediram: meu celular tinha ficado em casa, fiz a foto com o de minha irmã, depois demorou um tempinho até que o registro pulasse daqui e dali entre aparelhos e estivesse a meu alcance.
Mas, como podem ver - e já viram, o gatinho dormia (sim, dormia!) confortavelmente instalado numa fritadeira sobre o fogão. O contexto todo altamente indutivo, pois a cena fora montada para apresentar os objetos na barafunda que é uma lojinha de mercado. O fogão, a panela, o gás, tudo a vista - e o alimento já posto.
Olhe bem, se não foi o gato que se intimidou com a panela, não seja você que se intimide em vê-lo como alimento. Afastadas as noções de companheirismo com que muitos encaram esses peludos miadores, eles foram muitas e muitas vezes comidos por nós. Em diversos casos de aperto, já houve muito que recorresse a tal fonte de proteínas. Eu mesmo, e não foi uma vez só, comi alguns gatos. São ainda famosos os churrasquinhos vendidos daqui e dali nas periferias dos quais se alega serem de gato - certamente não são, mas de onde vem o dito? Também havia em minha terra, pelo menos um pasteleiro ambulante de que sempre se dizia fazer pastel de gato.
Não há exatamente uma conclusão em vista. Não comi esse gato da foto; ao que presumo ele ainda deve estar por lá, na mesma saúde de funções desratizantes em que o encontrei. Quem o apreciou, vá lá, que deve estar no mesmo lugar a cada dia - pois é próprio dos gatos voltarem ao lugar de conforto. Amém.
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