31 de maio de 2011

Crestomatia Política


Política todo mundo acha que sabe o que é.
Crestomatia, segundo mestre Houaiss:
substantivo feminino
Rubrica: literatura.
1 coletânea de trechos em prosa ou verso escolhidos da obra de um ou mais autores, ger. com finalidade didática; antologia
2 obra que contém esta coletânea; antologia
Aqui se trata de mais um de meus e-news - isso, se você não sabe ainda o que é, espie lá que vai entender.
Na página, em Arquivos, também se podem acessar os números anteriores.
http://paper.li/pathayde/Politicos





30 de maio de 2011

Crônicas e críticas


Meus livros de crônicas e críticas continuam na praça - ou melhor, continuam nos HDs das editoras on demand - aguardando sua encomenda. Aqui estão eles dois (por enquanto são só dois desse série - mas tem os outros) reapresentados e reoferecidos. É meu peixe, quero vendê-lo.
Articulando
Coletânea de artigos. Alguns são artigos leves, outros bem mais profundos. Alguns têm origem em trabalhos acadêmicos e foram simplificados para essa edição, estando disponíveis inclusive pela internet, suas versões completas e anotadas. Há artigos bem recentes e outros de mais de dez anos.
Novo livro publicado. Não necessariamente novos textos, pois se trata de uma coletânea de Públio Athayde:
"Juntei alguns artigos espalhados (mentira: estavam todos na mesma pasta do computador), selecionei bastante (outra mentira: coloquei tudo que era pertinente) e organizei esse livrinho eletrônico com o que prestava (ou eu pensei assim). O bacana é a facilidade, o baixo custo (zero) e a provisoriedade: tudo pode e vai ser revisado montes de vezes e nunca estará perfeito."
Coletânea de textos e ideias bem típicas de um ouro-pretano, não são apenas artigos, mas alguns textos foram propositadamente desarticulados para propiciar leitura esparsa e agradável.
No ano em que Ouro Preto completa 300 anos da autonomia política, essa obra é também a homenagem de um cidadão que nasceu e foi educado naquela cidade, com a qual mantém vínculos indeléveis e dos quais manifesta grande orgulho.
As críticas aqui expostas vêm no bojo deste orgulho cidadão consciente de que "'Ouro Preto não é um museu'. Vi frases equivalentes em vários templos europeus, abertos aos visitantes, mas permanentes no culto. Há 300 anos que Vila Rica, depois Ouro Preto, é uma urbe (um conjunto urbano) uma civitas (coletivo de cidadãos) e uma polis (entidade política) – os templos de musas que há ali são integrantes das três constituintes da cidade, mas a cidade não se limita a eles nem se destina a eles."

29 de maio de 2011

Tadinha

Hélia Athayde


Arranjo e interpretação (março de 2009)
©Arcesio Andrade
Letra e música (março de 2004),
edição de áudio e vídeo (maio de 2011)
©Públio Athayde


Tadinha
Tadinha, tadinha,
Tadinha de mim, tadinha.
Eu era nova, bem bonitinha,
Ganhei um beijo, um só, tadinha.
Agora eu vou, oh, tadinha,
Querer mais um, assim asinha.
Mas a hora, já passou!
Tadinha de mim, tadinha.
Tá rindo de mim? Sou feia assim?
Tadinha de sua mãezinha
Que deu um beijo e mais que um queijo...
E deu em você... Tadinha.
Não tive beijos, nem tive queijos,
Nem tive você!
Não sou coitadinha... Só tadinha.
Tadinha de mim, tadinha!
Belo Horizonte, 10 de março de 2004.
©Públio Athayde.



28 de maio de 2011

E-news: Ouro Preto em Tópicos

Ouro Preto em Tópicos é um e-news que reúne boa parte do que surge na web sobre nossa cidade. Nos 300 anos de criação de Vila Rica, só mesmo com muita tecnologia para acompanhar tudo que vai surgir na internet. Fiz este "jornal" para mim e para todos os pais que partilham comigo essa paixão visceral pela Cidade do Aleijadinho.
São duas edições diária, e todas as anteriores ficam disponíveis nos arquivos. Agora você já pode saber tudo que rolou no Twitter e na Web a cada dia, e voltar a se inteirar melhor do assunto.
Conheça Ouro Preto em Tópicos e assine a publicação para receber informação de cada edição, de graça, é claro.


26 de maio de 2011

Kit gay do MEC

Não a todo tipo de discriminação.
Parece até que este título está em outra língua, e está mesmo – para ser coerente a um ministério de educação (com minúsculas sim) que tem tão pouco apreço pela Flor do Lácio.
Prepararam o material para a tal campanha de Educação sem Homofobia, certamente imprimiram e compraram coisas, sem falar em muito cacau gasto em viagens e reuniões. Agora dizem que não, que a coisa estava em projeto, em estudo e que era para ser distribuída entre professores... Tudo mentira. Só faltava distribuir para as escolas os três filmezinhos idiotas (pela qualidade) e sei lá mais que cartilha que iria junto. Os filmes eu vi na internet, continuam por aí, para serem vistos por quem desejar. Não vou passar link para não recomendar o que não gostei. Você sabe como encontrar. As crianças sabem.
Irresponsável como de costume, esse governo inventou desculpa porca para aceitar a pressão (chantagem mesmo) da bancada de Cristo e jogar no lixo o material. Verdade que não valia a pena nem fazer aquilo, nem gastar mais nenhum centavo daquela baboseira. Mas daí a mentir que não estava pronto, enganar que era só para professores, fingir que estava em estudo e, principalmente, esconder que tudo foi descartado apenas para (tentar) salvar o senhor Palocci com os votos obtidos entre os cristãos militantes eleitoreiros, é muito! Fica patente que se negociam alhos por bugalhos e que voto é moeda, mesmo todos nós sabendo que moeda é dinheiro – logo, voto é dinheiro!
Só falta proibirem a veiculação dos filmezinhos, censura mesmo da boa! Aí sim, aquelas péssimas produções se transformarão em sucesso de público na mídia virtual. Todo mundo que desejou, já viu. As crianças interessadas sabem encontrar. Até a família Bolsonaro viu e divulgou – com as ressalvas que eles têm, claro. Sabe o que mais? Se aquilo chegasse às crianças na escola seria recebido como as coisas normalmente o são, com o tédio e o déjà vu habituais. Tolinhos é que os cristãos militantes não são, agora só querem mesmo causar, ter seu palanque e auferir seus votos. Dona Dilma ficou publicamente desautorizada por Garotinho, o meninote colocou a faca no pescoço da presidenta e exigiu (essa é a palavra) que ela puxasse a orelha do ministro da educação – e ele bem que merece, mas por outros motivos.
Tudo errado, pelos motivos errados, na hora errada, pessoas erradas. Não é possível, nem por acidente, algum acerto nesse governo? Nem por acidente eles incorrem, ao menos em acertos de concordância – entre si e na gramática do preconceito linguístico? Enquanto isso, o povo e o governo que se escolheram se aplaudem e vão dizendo que não existe nada melhor que democracia. Eu é que não tenho engolido mais essa.

Agora leia no blog da Keimelion: Revisando seus textos - Como escrever bem - Recomendações dos orientadores - Como escrever palavras compostas

11 de maio de 2011

Honório Guimarães - 2º

Depois das duas postagens mencionando Honório Guimarães, ficou no ar uma promessa de algo mais sobre aquele educador e poeta. A primeira referência foi a propósito de se livro que tece o título do soneto com que a obra inicia, Restos de Alma. A segunda postagem referenda a menção feita na primeira sobre como a obra chegou à minha família, divertida história. Aqui, para encerrar o caso, quero fazer algumas observações sobre a história que o papel de carta daquele educador nos conta.
O curioso papel, reproduzido integralmente na postagem anterior, mais que suporte da correspondência do professor, aparentemente tinha as funções múltiplas de cartão de visitas, currículo e de anúncio de serviços, tudo isso, combinado com a forma de "colocação" de sua obra poética, faz supor que a condição financeira da aposentadoria não seria satisfatória, que o antigo mestre ainda tentava vender seus saberes e que, aparentemente, a vaidade dos títulos, funções e encargos da biografia estava conjugada à procura de renda.
Das informações pode-se extrair: republicano, geógrafo, revolucionário em 1930, jornalista, polícia, músico, romancista, poeta, contista, ensaista, revisor... A lista é longa, mas um pequeno destaque centralizado ao pé do papel, sintetiza:
"Lecciona Admissão,
Humanidades e Escriptu-
ração Mercantil."
A aposentadoria não lhe provia suficientemente, e o ofício de professor particular e as rendas de suas obras se fazia complemento necessário à subsistência.
Aqui fica bem caracterizado que não há tanta novidade assim nas insuficientes remunerações dos diferentes ofício de magistério, bem como na tibieza das aposentadorias. O mito de que outrora os professores foram mais bem pagos não se sustenta. Os muitos louvores de que a categoria se cobria não eram condignamente recompensados pela forma real e única suficiente de dignificação de um profissional, a remuneração condizente com sua qualificação e com a relevância da tarefa desempenhada.
Por aqui, pelo Brasil todo, professor é menos que um ofício, já que se lança mão do que houver e não do necessário, é menos que um sacerdócio, pois os votos não são cumpridos, menos que uma devoção, pois o profissional é descartado, muito mais que aposentado. O magistério é um martírio: anos de labuta sem progressão funcional e sem progresso financeiro; agora como dantes.

Leia mais por aqui: Diferenças entre historiadores e jornalistas - Coerção eleitoral - Memória e imagem - A conspiração da Reforma Política
Leia também no blog da Keimelion - revisão de textos: Partes de um artigo científico e Submissão de artigo científico

9 de maio de 2011

Honório Guimarães - 1º

Em minha postagem anterior, mencionei Honório Guimarães, poeta do soneto a que deu causa a matéria. Mencionei ainda o caso de ele ter remetido a meu avô seu livro Restos de Alma - à revelia - e posto preço na remessa.

Essa história eu conhecia há muitos e muitos anos, assim como conhecia o soneto de ouvido, a fonte de ambos era minha mãe. Fui muito fiel aqui, ao relatar o fato, pois o conhecia indiretamente e sequer tinha informação se minha mãe presenciara o caso.
Eu já havia procurado o texto impresso do soneto, pela internet, sem o encontrar, à epoca em que gravei e editei aquele vídeo, da mesma postagem. Não conhecia o livro em causa, ele estivera dormindo em algum canto da casa de minha infância e juventude, oculto por elipse ou eclipse. Ao desmontarmos o lar materno, depois da morte dela, o livro floresceu e coube-me como escrivinhador mais ativo da estirpe. Mas releguei o obra a seu canto, tendo folheado somente até o soneto título. Ontem, procurei o volume para fazer aquela postagem alusiva ao dia das mães e, logo em seguida, publicada a gravação e o poema, quando ia guardar o livro encontrei nele a missiva (não é uma carta não, naquele papel e naqueles termos é uma missiva mesmo!) de Honório Guimarães a meu avô. O documento respaldou integralmente minha narrativa e a narrativa de minha mãe!
Ri bastante, e fiquei repleto de orgulho filial e de historiador: Eu havia confiado no caso que me fora contado, contando-o com toda dúvida que o historiador atribui à história oral, inclusive a da própria família. Meu pai, onde quer que possa estar, também há de ter se orgulhado, pois era máxima dele que devemos confiar desconfiando. Finalmente, meu mestre de metodologia da École des Annalles, o cônego José Geraldo, deve ter vibrado de alegria lá em Viçosa: "pas de document, pas d'histoire"!
Para benefício do leitor, transcrevo o parágrafo crucial à questão, o que referenda que Honório estava "colocando" entre os amigos a sua obra:
"Por hoje eu peço-lhe aceitar o exemplar incluso do meu último livro, que estou colocando entre meus amigos e conhecidos de antanho ao preço de Cr$8,00, sendo que felizmente não registrei uma recusa até agora."
 Ah, se essa moda pega... Fico me imaginando impingindo a meus quase 2000 amigos do Facebook e outras redes os dez opúsculos que tenho encalhados, sem falar nos 10000 nomes de meu mailing!... E ainda fica a sugestão a outros autores mais famosos e de relações mais amplas que eu, Bolívar Lamounier - para citar só um, se ele atinasse que pode impingir cada volume seu impresso a cada amigo ou conhecido de antanho... seria a fortuna!
Eu vou voltar a este assunto, a carta de Honório Guimarães, por si merece mais tinta e papel - ainda que sejam virtuais. Só as bordas de seu papel impresso dão um tratado!

Leiam neste blog: Educação versus instrução - Significação - Minha gênese - Sonhos e estado de direito

8 de maio de 2011

Restos de alma

A obra de Honório Gumarãis.
Todo mundo sabe que hoje é dia das mães - o segundo, pra quem não sabe, desde que não tenho mais a minha.
Então, resolvi postar um pouco do que resta dela, uma pouca de sua alma que nos restou. Ao gravar o vídeo que lhes apresento, no dia do aniversário dela, penúltimo de sua existência, sabia que estava registrando para um dia ter o que guardar e exibir. Só ainda não tenho coragem de rever a gravação atualmente.
Nesse tempo, dona Laura já estava privada da leitura há algo como uma década, por insuficiência visual. Mas a memória não lhe faltou, bastava pedir que os versos fluíam. Alguns próprios, mas a a maioria alheios, como estes de Honorio Gumarãis, poeta paulista nascido em 1888 cuja obra não é muito conhecida e que mais se destacou como educador em Minas Gerais.
Ao que consta, esse livro dele, cuja imagem reproduzo e de onde extraio o poema em versão autêntica, foi "impingido" a meu avô: o autor o enviou, por correio, dizendo que o livro custava tanto, que o tinha impresso em dificuldades financeira e tal! Imaginem se a moda pega! Bem, se a história não é verdadeira, foi-me bem contada por minha mãe.
Então, bastava pedir que dona Laura recitava, recitava, por horas a fio - se houvesse vinho suficiente. Ela foi culpada de eu me tornar poeta, óbvio. Inclusive, é culpada de ter me ensinado a fazer diferentes coisas pelas quais recebo elogios mas bem pouco dinheiro. Reclamei com ela, em vida, por essa falha na minha educação - com o que ela concordou plenamente.
Tenho outros vídeos dela gravados, mas estou com pequenos problemas técnicos para editá-los, além de grandes problemas emocionais para o fazer tão cedo dela privado. Portanto, os que me derem a hora de continuar partilhando coisas, fica a promessa de mais desses para a frente, sem data.


Os versos:

Leia outros posts deste blog: Mais um livro publicado - Educação versus instrução - Álbum de Joaquim Moreira Athayde - Do fundo do baú

Gato na panela

Gato na panela, panela no fogão...
Dizem que imagens dizem bem mais que palavras, mas acho bem mais justo considerar que os dois registros se complementam. Estamos vivendo o grande momento da imagem, quanto todos, a qualquer tempo, podemos registrá-las armazená-las e publicá-las sem aos antigas peias.
Posto de lado esse parágrafo introdutório, teoria de algo sobre o que não vou falar, fica óbvio que falarei exatamente sobre o gato na panela, exatamente como o encontrei e fotografei.
Fiquem, desde já, os ativistas de qualquer causa postulante da saúde e bem estar animalescas frustrados por não terem aqui nenhuma causa; até ode sei, o bichano em foco gozava de boa saúde e nãp foi objeto de nenhuma violência, nem com motivos gastronômicos. Bem, nunca se pode eliminar tudo, nem nunca podemos nos livrar de alguma causa: restam violados os direitos de imagem do felídeo - privacidade não cumpre alegar, pois ele estava em local público.
Vamos ao cerne. Essa imagem foi obtida há poucas semanas, por mim, no Mercado Central de Belo horizonte. Quisera tê-la dado ao mundo mais cedo, mas umas poucas circunstâncias tecno-burocráticas o impediram: meu celular tinha ficado em casa, fiz a foto com o de minha irmã, depois demorou um tempinho até que o registro pulasse daqui e dali entre aparelhos e estivesse a meu alcance.
Mas, como podem ver - e já viram, o gatinho dormia (sim, dormia!) confortavelmente instalado numa fritadeira sobre o fogão. O contexto todo altamente indutivo, pois a cena fora montada para apresentar os objetos na barafunda que é uma lojinha de mercado. O fogão, a panela, o gás, tudo a vista - e o alimento já posto.
Olhe bem, se não foi o gato que se intimidou com a panela, não seja você que se intimide em vê-lo como alimento. Afastadas as noções de companheirismo com que muitos encaram esses peludos miadores, eles foram muitas e muitas vezes comidos por nós. Em diversos casos de aperto, já houve muito que recorresse a tal fonte de proteínas. Eu mesmo, e não foi uma vez só, comi alguns gatos. São ainda famosos os churrasquinhos vendidos daqui e dali nas periferias dos quais se alega serem de gato - certamente não são, mas de onde vem o dito? Também havia em minha terra, pelo menos um pasteleiro ambulante de que sempre se dizia fazer pastel de gato.
Não há exatamente uma conclusão em vista. Não comi esse gato da foto; ao que presumo ele ainda deve estar por lá, na mesma saúde de funções desratizantes em que o encontrei. Quem o apreciou, vá lá, que deve estar no mesmo lugar a cada dia - pois é próprio dos gatos voltarem ao lugar de conforto. Amém.

Em seguida, leia neste blog: Azellite, a pop estar - Tratando de varal de tripas - Fotos de criança - Twitter com pimenta
No blog da Keimelion - revisão de textos: Normas, Portifólio, Descrição de normas e procedimentos, Recomendações dos orientadores.

7 de maio de 2011

O golpe da sacolinha de plástico


Em Belo Horizonte todo mundo já caiu, as próximas cidades cairão como dominó: proibiram as sacolinhas de plástico. Já há estados adotando leis semelhantes.
Aproveitaram-se das modas conservacionistas para enviar mais um ônus pela goela abaixo do consumidor. Com a desculpa mal amarrada de que as tais sacolinhas vão provocar o fim do mundo, proibiram e vão continuar proibindo, que o comércio distribua as sacolinhas plásticas tradicionais, como já era de nosso hábito. Aqueles mesmas sacolinhas que usávamos para embalar outras coisas, lixo, e pelas quais já pagávamos (o preço de tudo está embutido no das mercadorias. Agora, mesmo as empresas que já, algumas há anos, usavam as sacola biodegradáveis, passaram a cobrar por elas. então ocorre o seguinte:
  1. Não recebendo sacolinhas no comércio, teremos que comprar sacos de lixo (que não são biodegradáveis, então fica a troca de seis por meia-dúzia para o ambiente).
  2. Os custos das sacolinhas, não sendo retirado mais do que você paga pela mercadoria torna-se sobrelucro para o comerciante (e despesa extra para o consumido!)
  3. As empresas que já utilizava sacolinhas biodegradáveis pararam de fornecer as tais, agora vende asm mesmíssimas por R$0,19... Você que pague feliz por mais essa bugigaanga, ou compre uma sacola "permanete".
  4. Quem vai ganhar dinheiro: os produtores de sacos de lixo, os supermecados e padarias. Quem vai perder: o consumidor. Com nossa amiga inflação batendo à porta, esperem só pra ver quanto estará, em um ano a sacolinha de R$0,19 (se é que alguém recebe o maldito R$0,01 de troco, que é só um centavinho, mas representa já 5% do preço da coisa!
  5. As farmácias também aderiram à moda, por lei e por comodidade. Quem ganhar os remédios gratuitos do governos vai precisar morrer em duas moedinhas, se as drogas não couberem no bolso!
  6. Todo mundo está feliz, a natureza, os ecobobos, os comerciantes e os próprios consumidores a quem vendem não só essa ideia disparatada quanto montes de sacolinhas. Só mesmo o brasileiro para ser engalobado assim e sair rindo!

Tem mais para ler neste blog: Memória e imagem - Muquifo - Sinônimos de senado - Investigação estética
Outros posts interessantes no blog da Keimelion: Principais serviços prestadosOrçamento para revisão de textos - O revisor e o texto

STF amplia a cidadania e o Estado fica melhor

The rainbow flag

Essa idéia publicitária, as cores do arco-íris na bandeira, acho mesmo genial. Os matizes entre as pessoas, por qualquer aspecto - etnia, credo, política, sexualidade e mil outros - são tantos e as variáveis são sempre contínuas. A marca dessa bandeira, tem ainda a qualidade gráfica de se destacar em qualquer campo. Perfeito! Para mais detalhes sobre este excelente símbolo: Rainbow flag.
Não é meu objetivo aqui nenhuma digressão sobre publicidade, quero apenas não deixar em branco a decisão colorida proferida pelo STF esta semana sobre a igualdade de direitos entre as pessoas, entendendo que as sociedade conubiais de fato entre indivíduos geram os mesmos efeitos jurídicos independentemente dos sexos (ou gêneros) dos integrantes.
Alguns entenderam como "liberou o casamento gay" - o que pode ser uma forma acessível de expressar uma decisão mais ampla e mais complexa que isso. Melhor de tudo é que a decisão proferida, pelos diferentes fundamentos em que se alicerçou, consolidou e ampliou a cidadania em sua pluralidade, assim como explicitou, pelas mais diversas abordagens, que a única similitude entre os indivíduos é sua diversidade. Varius multiplus et multiformis - no verso que  Youcenar coloca na pena de Adriano, cuja atribuição nunca pude constatar se é fática (o que presumo) ou devida à criatividade da autora.
Acompanhei todas as sustentações e votos e me senti bem mais humano a cada argumento, bem mais pessoa de direitos. Senti-me reintegrado pela sentença de bens jurídicos e direitos sociais dos quais eu nem tinha boa ideia de que estava alijado!
A decisão foi à unanimidade, produzindo efeitos ex tunc, erga omnes, e com vínculo - no juridiquês; no popular se diria: barba, cabelo e bigode! Significa isso tudo que, no mérito - o que está sendo pedido - todos os julgadores estavam de acordo: os indivíduos são iguais, portanto têm direitos iguais. A decisão tem valor retroativo, ou seja, as sociedades que já estavam constituídas e os direitos decorrentes delas, mesmo os que precedem a decisão têm mesmo valor. E mais, a decisão vale para todos, quaisquer cidadãos se beneficiam da sentença, não apenas aqueles representados na petição e na causa. Finalmente, fica estabelecido que nenhum juiz pode decidir diferentemente, as sentenças em quaisquer causas, em qualquer foro, devem se alinhar com o pensamento dos 11 ministros - apenas dez votaram, o outro estava impedido por ter integrado a parte peticionária antes de ascender à Corte.
Os desdobramentos desse julgado estão por vir, não há como serem em sentido oposto. A sociedade está mais bem servida de direito. Obrigado, senhores juízes, por fazerem o meu mundo melhor.

Leia agora, neste mesmo blog-canal: Bíblia, casamento e Estado - Texto da memória - Pluralismo
Mais a ler, no blog da Keimelion: Como escrever bem - Redação técnica e científica - Orçamento para revisão de texto

2 de maio de 2011

O COLETIVO MOR

Não perca o lançamento do nosso disco, dia 13 de maio, às 20h30, no Teatro da Biblioteca Pública!!! Informações: www.myspace.com/coletivomor 
O que é
O COLETIVO M.O.R. é um coletivo de artistas criado para dar vazões às produções artísticas das bandas Mangassô e Ori Abá e do cantor Ronnaldo Marques. A proposta é entrelaçar as características de cada trabalho e unir diferentes linguagens musicais em um único produto, a ponto de produzirem um som único e original, mantendo a identidade de cada artista. Em 2011, o COLETIVO M.O.R. lança seu primeiro disco e apresenta em primeira mão um grande show com os três artistas no palco.