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| Antônio Augusto Athayde |
Um tropeiro, recém-chegado à cidade, não o conhecia e pediu que ele amparasse um balaio, enquanto tratava de equilibrar a carga. Não foi negado o préstimo, que foi recompensado com uma moeda, embolsada com o comentário: trabalho honesto!
Sou levado a supor que meu ancestral tenha posto fim àquele níquel em algum estabelecimento cirunvizinho, pois aquela moeda não chegou a mim por herança.
Dia seguinte, ou semana seguinte, o tal tropeiro precisou assuntar no fórum alguma demanda havida lá e se inteirou de que o chapa da estação era o meritíssimo togado (dos Arcos de S. Francisco!). Horrorizado com o evento, o digno patrono dos burros de carga precisou ser informado pelo emérito julgador de que não havia nenhuma incompatibilidade entre a judicância e eventual serviço de pré no cais dos trens!
