17 de junho de 2015

Artigos do blog de revisão de textos

Alguns dos artigos mais recentes
 publicados por nós.

A revisão de textos: das questões básicas às complexasA formatação não implica apenas submissão a normas, ela pressupõe intertextualidade orgânica entre forma e texto.
Os autores experientes estabelecem parceria sólida e duradoura com revisores profissionais.

Revisão de textos: o preço e o custo – solicite orçamentoA ciência de cada autor requer o apoio da ciência do revisor na hora que surge o texto.
Não adianta fazer tomada de preços para escolher o revisor de textos mais barato. Escolha o profissional em que possa confiar.

Textos para multimídia: criação e revisãoO revisor não vive isolado do mundo, por mais que a revisão o isole.
O texto de multimídia compreende tudo aquilo que é informado, bem além dos limites verbais - e tudo é passível de revisão profissional.
Letramento acadêmico e revisão de textos eletrônicos: redefinindo os gêneros
A revisão de textos que promovemos tem base teórica que ultrapassa os limites da linguística.
O letramento acadêmico e a revisão de textos se redefinem segundo as transformações que os gêneros textuais apresentam em virtude dos recursos da internet.
Letramento acadêmico: (re)aprender a (re)escrever na universidade
Na hora da revisão do texto cabe ao autor esperar. Nada de modificar o texto que está sendo revisado.
O letramento acadêmico não é apenas necessidade para alunos, mas proposta de rompimento de barreiras cíclicas à textualidade.
Tese e dissertação contra o tempo: prazo e urgência versus revisão do texto
A formatação não deve apenas adequar a apresentação às normas, mas acrescentar qualidade à informação.
Na hora dos arremates da tese e da dissertação o tempo voa. É preciso saber o que fazer para aproveitar cada segundo!
O sigilo profissional da revisão de textos
Revisão de textos sempre é um processo atento a uma infinidade de detalhes.
Muitos clientes se preocupam com as questões de sigilo relativo a seus textos. Com a Keimelion, não há que se preocupar.
Como escrever um texto acadêmico: aspectos gerais e específicos
O revisor é tão especialista no texto quanto o autor de uma tese no conteúdo sobre o qual ele escreve.
Redação começa como ideias e depois vêm os rascunhos. Sugerimos que as teses e dissertações sejam elaboradas como um esqueleto sobre o qual se coloquem os tecidos até completar o corpo.
A fórmula da escrita e da revisão do texto
Tudo que a Keimelion faz é aperfeiçoar texto de dissertação e tese.
Forma, coerência, estilo... Os componentes do texto estão em contínua articulação entre si e cabe ao autor e ao revisor seu contínuo aperfeiçoamento.
O revisor defende seu texto, você vai defender sua dissertação.
A revisão de textos integra os processos de escrita, leitura diagnóstico e intervenção a serem processados em relação dialógica com o autor.

Toda boa tese merece revisão na Keimelion.
A revisão de textos é atividade erudita que depende de saberes, experiência e visa resultados; é um ofício - como a maioria dos outros.

Revisamos dissertação e tese com pontualidade.
O planejamento é condição para o desenvolvimento da pesquisa e redação da tese minimizando o estresse e maximizando os resultados.
Dicas para escolha de revisor de textos acadêmicosDissertação e tese formatada profissionalmente.
Quem nunca usou os serviços de um revisor de textos precisa considerar inúmeros fatores para fazer uma boa escolha; veja essas dicas.
Uma tese sem revisão profissional é um risco.
As relações de poder entre orientador e orientando devem ser direcionadas para o sucesso da pós-graduação.
Sabedoria é revisar o texto bem antes da data de entregar.
A complexidade textual é fator que a linguística da revisão considera e processa. Ela é inerente a todo texto científico.

A tese: material e métodos, resultados e conclusão, estilo e referências
A formatação profissional da tese garante qualidade.
A pesquisa da tese leva a conclusões passíveis de discussão que gera conclusões. Não descuidar do estilo do texto da tese.  Tudo deverá ser revisado.
A escrita da tese: parte geral e introduçãoA tese bem revisada evita problemas na defesa.
A escrita da tese se inicia nas fases de projeto e rascunhos, passa pela introdução e pelos diversos capítulos. Todos têm características próprias.
Revisão de textos, ilustrações e estéticaA verdade fica cristalina na tese bem escrita e revisada.
O texto é uma complexa trama, cabe ao revisor zelar que ela seja de boa qualidade para ser bem compreendida.
O revisor de textos: um profissional com fundamentação teóricaO carinho que você teve por sua dissertação nós vamos redobrar na revisão.
O revisor de textos moderno tem que ser um profissional com profundo embasamento teórico, pois a revisão vai muito além de questões gramaticais simples.


Revisão de textos como processo cognitivo
O prazo para o serviço e o tempo necessário à revisão não podem estar em conflito.
O processo da revisão de texto engloba todo o aparato linguístico e cognitivo, a erudição do revisor.
Revisão de textos em enfoques psicogenético e psicolinguísticoRevisão de textos tem custo elevado, mas preço é sempre relativo
O texto é produto cultural, tem suas raízes e fundamentações nas crenças e heranças culturais do autor. Tudo isso deve ser respeitado pelo revisor.

11 de janeiro de 2015

Votar contra: contra a reforma eleitoral

Quase todo mundo tem uma panaceia escondida na manga, ou explícita, que resolveria de vez os males do sistema eleitoral. Aplicada a tal mágica, os eleitos se converteriam de água em vinho de uma hora para outra e nossa república de bananas se converteria em uma utopia tropical de tolerância, transparência... esperar eficiência já seria demais.
Não há possibilidade de efeitos positivos em reformas feitas pelos atuais políticos.
Os que decidirão sobre reformas políticas
não introduzirão nenhuma modificação que
represente risco a sua permanência no poder.
Para uns, a mágica é o voto distrital (a discussão é infinita, mas pode ser resumida como expressão de preferência por qualquer tipo de agregação representativa, não importa o nome: proporcional, majoritária, distrital, importam as equações que transformam a manifestação do eleitor em diploma – e, aí, existe uma fórmula em cada cabeça). Para outros, a mágica está na duração dos mandatos, na possibilidade ou vedação de reeleição, ou na coincidência ou separação das eleições municipais daquelas dos outros níveis da federação – como se já não tivéssemos experimentado infindáveis variações de calendário eleitoral, sem mudanças relevantes como consequência. Há ainda os fautores de mudanças no sistema de financiamento das campanhas; uns defendem que só haja dinheiro público rolando, outros preferem o privado, e há incontáveis propostas híbridas – como se as falcatruas de caixas dois, três e quatro não subvertessem todo e qualquer sistema legal de fachada, ou se o procedimento hígido não sanasse os vícios apontados em qualquer tipo de patrocínio. Existem mais, mas fiquemos com essas três linhas de modificações que se propõem no bojo das chamadas reformas políticas: elas são suficientes para mostrar a complicação das matrizes de ideias envolvidas quando se combinam as posições desses três cortes normativos e procedimentais repletos de variâncias, batidíssimos em teses e em experiências históricas, mas fartas em insucessos.
Acima, apresentei um pouco do que se propugna como mudança destinada a melhorar o resultado quantitativo das eleições, tornando-o mais representativo. Também há uma panaceia em que as pessoas são quase unânimes quanto a que resolveria de vez as questões qualitativas do eleitorado: a educação – mesmo que não se saiba exatamente o que seria essa transformação, cada um acha que o eleitorado vai pensar igual a si, se os outros forem educados como ele mesmo teria sido: todavia, os irmãos ou os colegas de classe não pensam a política, a economia ou a vida exatamente da mesma forma por terem ouvido os mesmos sermões ou as mesmas preleções. Os mais audaciosos ainda propõem substituir o voto captativo (um por cabeça – também descrito como voto individual inorgânico) pelo capacitário: em que o peso de cada sufrágio poderia variar (inclusive com a hipótese do zero) segundo a instrução ou a receita de cada eleitor (dito voto censitário: como aquele em que o critério seriam tantos os alqueires de mandioca) – toleimas, claro. Entre as questões da formação do colégio e do procedimento do eleitoral há ainda a querela quanto ao voto obrigatório: o sonho de todos os políticos é que o voto seja facultativo nos currais adversários e obrigatório nos próprios feudos – o mais é nhenhenhém.
Há também as infinitas sístoles e diástoles entre presidencialismo e parlamentarismo: toda vez que a porca torça o rabo, o sistema que não está em prática ressurge como tábua de salvação. Aqui, descontados os salvadores de pátria – inclusive os de botões dourados – como alternativa.
De todos os modos, as mudanças propostas para a tal reforma eleitoral estão sempre essas, reformas no sentido estritamente etimológico: adotar novamente alguma forma que já foi experimentada – ainda que com uma demão de tinta de outra cor. Que tal propor algo de novo? Se já não é fácil para a maioria das pessoas conhecer as experiências históricas das variantes em tela ou reconhecer a nulidade de outras experiências que configurariam mais do mesmo – e, simplesmente, mais demagogia – quão mais difícil seria esperar alguma novidade das mentes embotadas que são a maioria das que decidem. Por isso, estou contra a reforma: reforma é remendo em algo visando reintegrar uma versão anterior ou produzir nela ajustes. Sou contra a reforma, pois precisamos de mudanças: precisamos de ideias novas, erros diferentes, talvez, mas algo que possa propiciar algum aprendizado e – eventualmente – alguns acertos. Basta de repetir erros. Sou contra a reforma, reforma por reforma, é melhor deixar haver estabilidade procedimental e segurança jurídica para que as instituições possam evoluir em base normativa constante e as pessoas aprendam a articular os votos e as estratégias segundo critérios jurídicos que não sejam tão pastosos como os atuais: sem casuísmos, para usar a expressão com que se rotula cada mudança proposta por adversário.
Antes de me ater a uma proposta; sim, ou vou propor! Antes de fazer a proposta, resta mencionar o voto nulo. Não vejo o ato de votar nulo ou o absenteísmo como alienação; necessariamente, não. Votar nulo pode ser atitude muito mais consciente que o voto aleatório (“eu vou sair de casa e votar no primeiro candidato de quem aparecer uma foto no percurso até a urna!”), a despeito de todas as considerações de que tal comportamento não gere resultado no cômputo – e não gera mesmo. Votar nulo pode ser manifestação de insatisfação muito maior que aquela entre os candidatos, pode ser a rejeição do sistema em si. Não aderência. Repugnância. É assim que temos visto. Mas voto nulo não é proposta nem sistema, senão a negação de ambos.
Minha fórmula mágica é o voto contra. É simples assim: toda vez que fôssemos à urna, votaríamos em fulano, beltrano e sicrano (deixo o sistema eleitoral e as fórmulas ao deus-dará: dá sempre no mesmo) como de costume, segundo as preferências, mas votaríamos também contra os fulanos de nossa rejeição. Isso mesmo: eu voto em fulano para deputado estadual, mas voto contra sicrano ser parte daquele parlamento; eu voto em um candidato a presidente, mas voto contra o outro de quem desconfio... Mudaria tudo! Depois, durante a apuração, alguma contabilidade compensaria os créditos e débitos depositados nas urnas (há infinitas fórmulas, deixo-as em aberto) e quem tivesse maior saldo seria diplomado!
Há algumas possibilidades interessantes: que tal se o saldo negativo de qualquer candidato seguisse solapando o coeficiente eleitoral do partido que o propôs? E se os votos contra tivessem peso maior que os votos pró? Pensem nas múltiplas possibilidades, em prós e contras aplicados aos sistemas proporcional ou distrital, ao presidencialismo ou parlamentarismo... Quem se habilitaria a investir na candidatura de um postulante cujo potencial fosse o de enorme saldo negativo? Do ponto de vista do cálculo, há infinita variedade, mas a representação das vontades de cada eleitor estaria ampliada, afinal, presumivelmente, todos sabemos (bem ou mal) o que queremos, tanto quanto sabemos o que não queremos, assim como sabemos quem queremos e quem não queremos. Que democracia é esta que só considera as preferências e esquece as rejeições? Metade da opinião das pessoas é descartada no cômputo atual!
Como efeitos, pensando em termos do que resultaria nos parlamentos, seriam ostracizados aqueles políticos folclóricos, uns que optam por questiúnculas polêmicas e candentes como holofote e quem têm sua claque, mesmo contrariando massivamente as correntes maiores. Outro resultado poderia ser a eleição mais frequente de pessoas que têm menos visibilidade, pois não teriam rejeição e somente os votos de quem os aprova e indica. Tenderia a haver maior rotatividade entre os eleitos e, por suposto, contínua depuração dos remanescentes. Fenômenos como candidatos advindos do BBB tenderiam a se esvair... Mas aqui considerei resultados nas condições atuais, mesmos modos de campanha e de formação das listas de candidatos pelos partidos. Acredito que as maiores mudanças impostas por um sistema eleitoral que incluísse o voto contra seriam mesmo: primeiro, no discurso dos candidatos: necessariamente, passaria a haver maior quantidade de proposições mais concretas que as genéricas “educação, saúde e segurança” – bordão enfadonho; depois, os partidos comporiam suas listas pensando nos prejuízos resultantes de elencar conhecidos lunfas, notórios escroques, como ocorre atualmente; mais, as pessoas escolheriam, para se filiarem e candidatarem, partidos em que houvesse menor número de candidatos com elevada rejeição. Não vou listar além desses três benefícios agora, deixando ao leitor a especulação de outros ou menor espaço para crítica.
Claro que vejo argumentos contrários ao voto contra e os considero. A exclusão de representações pode ser apontada como hipótese. Sei bem que o “não me representa” é expressão que melhor representa a rejeição pelo sistema democrático representativo: se não me representa, não pode representar outro? Todavia, o sistema de voto contra não é proposição visando a simples substituição dos quadros parlamentares e executivos atuais – o que já configuraria ganho – ou da representação que eles exercem. Essa proposição chegaria à base do sistema partidário e minaria o maior malefício existente no sistema brasileiro: a demagogia. Acredito que os demagogos, aqueles que alcançam coeficientes eleitorais com posicionamentos genéricos, aqueles das promessas vãs, os das polêmicas e opiniões controversas, esses não teriam mais espaço – menos ainda a estabilidade ou longa duração na vida pública.
Em tese, qualquer reforma democrática do sistema eleitoral tem como fim o aperfeiçoamento da representatividade. Nessa senda, quanto mais complexo for o sistema proposto, maior será a representatividade. Veja bem: o sistema de eleições proporcionais é mais complexo que seria a simples escolha dos candidatos mais votados ao parlamento – e produz uma lista mais representativa – a despeito do fato de que a maioria das pessoas não consegue entender esse procedimento. Da mesma forma, quanto mais complexo o sistema de representatividade, menos compreendido ele será, ainda que sua complexidade possibilite melhor espelhamento da sociedade em seus representantes – o que já é paradoxal. O paradoxo maior, entretanto, seria a continua complexidade do sistema de modo a se aproximar da máxima representação que é, ao cabo, a democracia direta – fim da representatividade – quando cada opinião, cada interesse se manifesta por si.
Longe de tal limite, a introdução do voto contra seria ampliação da representação sem nenhum passo no sentido de extinguir a necessidade, ou sem admitir a possibilidade, de se eliminar a representatividade. Alguma proposta que sugerisse democracia virtual, com manifestação plebiscitária do eleitorado, via internet, a cada demanda, seria via de suprimir a representatividade, mas, alerta!, aqui o perigo são as marés que representam as demagogias. Tais marés se criaram nas ágoras e teriam eito fértil nas ondas cibernéticas.
O voto contra eu vejo como possibilidade de se dobrar a representatividade das manifestações com amplo avanço no sentido contrário a qualquer proselitismo demagógico.
Posto tudo isso, concluo pela inutilidade de minha proposta. Ela não é inútil em si, ou não é inútil apenas porque permanecerá desconhecida (provavelmente, este artigo tenha menos leitores que o número de palavras contidas nele). O que proponho não alcançará nenhuma viabilidade pelo simples fato de que nossos representantes não adeririam a nenhuma proposta que contenha qualquer viés de exclui-los da vida pública. Por isso, sou contra as reformas: ninguém – nenhum político – vai mudar nada que, substancial ou hipoteticamente, afete sua possibilidade de permanência no poder. Por isso, concluo que não adianta nada propor reforma política, ou alternativa política; a via da mudança não é política; não no sentido partidário ou eleitoral.