23 de setembro de 2011

Eleição direta cá e lá

A universidade embarcou na moda e anseio de eleições diretas quando o país inteiro clamava "Diretas Já" e a adoção intracampi foi mais ou menos um lenitivo para a derrota da aspiração mais ampla. Há argumentos, alguns até bons, favoráveis à eleição direta e mesmo aos critérios proporcionais, de diferentes matizes, adotados; mas creio que estejamos mais sob o império de um dogmatismo enaltecedor do voto direto que propensos à racionalidade argumentativa quando nos alinhamos a estes processos de escolha.
Democracia não é uma explosão de luzes
e cores, toda feita de alegrias. Isso é
queima de fogos no réveillon.
Em tese, sempre fui contra as eleições diretas – aberta exceção histórica do momento da grande campanha de Ulisses e Tancredo. Não aceito o argumento de que as pessoas, todas, a um só tempo, tenham a qualificação suficiente para escolha competente de mandatários executivos. Acredito mais em eleições indiretas, colégios qualificados em escala, eleição distrital e mesmo no fim da escolha eletiva para cargos executivos de mandato imperial temporário como os que temos. Numa utopia em que eu fosse o Licurgo, os executivos seriam designados por competência para exercício ad nutum de funções gerenciais sob diretriz de algum colegiado eleito de forma mista (majoritária e distrital) que tivesse funções bem mais simples que a de tecer louvores e prebendas em causa própria.
Mas não é assim que as coisas são, e que sejam como são. Por absurdo, imaginemos uma grande estatal, ou economia mista, aderindo aos critérios eletivos em voga: a eleição de seu presidente por todos os acionistas: uma cabeça um voto – desesperador; a eleição qualificada (direta), cada eleitor com o peso das ações (ordinárias) em carteira – é o que temos, grosso modo, e é péssimo; ou toda a sociedade sendo chamada a eleger, em voto universal e direto, o presidente da empresa (afinal, como a União é acionista majoritária e o poder emana do povo...). O mesmo tipo de raciocínio já foi quanto à Universidade.
Sou levado a crer que estamos adotando critérios de escolha, de reitores a executivos de Estado, completamente equivocados. Desprovidos de racionalidade finalista e imersos em paixões, motivações históricas, desinformação e demagogia.
De alguma forma, precisamos voltar ao rascunho. É chato citar Sarney, quando ele é tão execrado – não sem razão, mas é fato que a afirmativa dele de que a Carta de 88 deixou o país ingovernável. Ele mesmo substituiu o governo, no sentido próprio, da governança como se entenderia em sentido moderno, por uma série de subterfúgios quem desemperram a gestão do Estado. A Carta Magna, não só é ruim, como é inexequível. O Estado é inconstitucional – ou não haveria mais. Entendo que temos que renunciar à norma constitucional que tece estrutura parlamentarista e arremate presidencialista, essa quimera jurídica, e pensar em convocar uma Constituinte original para fazer o que o Congresso Constituinte recente não deu conta.
Mas que seja uma Constituinte criada para a Constituição, por exemplo: que tal se os constituintes ficassem inelegíveis por... 15 anos? Para minimizar a legislação em causa própria.
Mas já estou na pele de Licurgo novamente; é tentador.
Por enquanto, que tal deixar as escolhas de reitor mesmo nas mãos de que tem poder político? E voltemos, em seguida, a discutir a natureza e qualidade da escolha dos detentores do poder político, no Estado, nas universidades, nas estatais.


6 de setembro de 2011

Fama sem fortuna

Há pouco me dei conta de a pequisa para meu nome no Google, entre aspas, estava retornando mais de 50.000 resultados e imaginei que esse resultado representa minha fama sem fortuna. passeando porentra os resultados da pesquisa dei com esse site vendendo versões digitais,  cuja existência eu desconhecia, de uma de minhas obras. parece que "chuparam" da amazon,com - mas pode ter sido de outros lugares. Esse livro meu nunca o liberei da acesso gratuito nem nada assemelhado. Está aí:
Centenas de downloads violando meus direitos. Vou reclamar com o bispo!