22 de abril de 2010

Campanha pela Memória e pela Verdade

Nós, abaixo assinados, apoiamos a Campanha pela Memória e pela Verdade, desenvolvida pela OAB/RJ, em defesa da abertura dos arquivos da repressão política no período da ditadura militar.

Nós, abaixo assinados, consideramos que é direito das famílias dos desaparecidos conhecerem o destino de seus entes queridos.

Nós, abaixo assinados, estamos convictos de que o conhecimento pleno do que ocorreu nos porões da ditadura durante os chamados anos de chumbo é importante para se evitar a repetição da barbárie. Um país que não conhece sua História está fadado a repetir os erros.

Por fim, esperamos que as autoridades do Executivo e do Legislativo, a quem se destina este documento, determinem as providências necessárias para que seja dada publicidade aos arquivos, criando assim as condições para uma verdadeira reconciliação nacional

PARA ASSINAR ACESSE O LINK

Democratura do Coronel Sindicalista

Eu queria saber que tipo de democracia é essa em que o cacique arranca uma candidata misteriosa, inexperiente, desastrada e mentirosa da algibeira, impõe a fulana a seus partidários que a engolem sem mastigar e sem um gole d'água.
Um amigo meu me disse que lá na terra dele, a Bahia, isso tem outro nome, chama-se coronelismo. Lula vem arrotando democracia mas nem dentro de seu partido ele a admite. Ele é o grande ditador, o onipotente senhor dos destinos do PT. Que seus asseclas o engulam, problema deles. Espero que o Brasil não durma com mais esse coronel sindicalista se apropriando do Estado.
Sucupira fica no Planalto Central, mas daí a termos que engolir a Cajazeira terrorista vai muita distância. Livremo-nos de vez dos coroneis, ainda que sejam aqueles paridos pelo sindicalimo ou pelo modismo.

Geração J

José Luiz Bones de Souza
Belo Horizonte, 2 de abril de 2010

Quando meu filho mais velho fez o vestibular do Cefet MG eu fui até a escola verificar os nomes dos aprovados numa lista que ficava fixada na portaria. É bom lembrar que naquela época a internet apenas engatinhava no Brasil. Poucas eram as pessoas que tinham acesso em casa e para saber sobre o resultado de um concurso qualquer, o jeito era conferir na lista. Eu nem sequer possuía um computador naqueles tempos ...
Mas o que mais chamou minha atenção naquela lista, além é claro do nome do meu filho, foi o fato de ser ele o único José dentre 1.500 aprovados. Cerca de 700 eram mulheres, então entre 800 jovens rapazes havia um único José !

José, assim como Maria, é um nome em desuso. Hoje mais ainda que naquela época. José é muito bíblico, muito tradicional, e as pessoas preferem para seus filhos nomes mais badalados, nomes de personagens de novelas ou nomes de participantes dos “big brothers” da vida.

No tempo dos meus avós José era nome usado puro. José e só. José, ponto. No meu tempo de juventude José ainda era um nome muito usado. Mas composto. José Augusto, José Eustáquio, José Roberto, José Luiz. Acho que a minha foi a ultima geração J no Brasil. Além de José havia também muito João, Joaquim, Júlio, Jorge.

Eu não tenho medo de ser tradicional, tanto que dei a um de meus filhos o nome que herdei de um de meus avós. José na tradição cristã é o justo, o operário, o bom pai e o bom chefe de família. É pena que não existam mais muitos Josés por aí.

José e Justiça começam com J mas poderiam começar também com K, com W ou Y. Sim, com Y. Porque não ?

Hoje quando os internautas ativos do Brasil são 67 milhões, por uma questão de justiça (com J) sou compelido a falar sobre uma outra geração, a Geração Y. A geração de Yoani Sanchez, de cubanos com nomes que, por influencia soviética, começam ou contêm um ípsilon. Nascidos nos anos 70 e 80, como meu filho José, mas marcados pelo pesadelo já cinqüentenário da ditadura castrosocialista, um terremoto que em 1959, com potencia 100 vezes superior ao do Haiti e do Chile somados, devastou a Ilha de Cuba. E devastada ela permanece até hoje, porque como dizia Winston Churchil “o socialismo é a arte de transformar pobreza mal distribuída em miséria rigorosamente bem dividida”. Cuba hoje, após mais de 50 anos de “revolução” tem um PIB equivalente a apenas 4% do PIB do Brasil, ou seja, PIB igual ao da cidade de Belo Horizonte. Falta tudo lá. Falta transporte, comida, moradia, roupa, sorvete, parafuso, lâmpada de geladeira, automóvel, televisão, computador, internet, imprensa, dignidade, liberdade ... Tudo !

Por uma questão de justiça convido os amigos, e os inimigos (políticos) também porque numa democracia de verdade (a nossa) isso é possível, para conhecerem o blog de Yoani, a luta dessa verdadeira heroína dos tempos modernos para iluminar corações e mentes em Cuba.

Convido todos para assinarem o manifesto eletrônico pela liberdade dos presos políticos cubanos. E divulgar a verdade sobre Cuba para os 67 milhões.

Nós os brasileiros somos um povo pacífico, amistoso, festeiro. Recentemente acabamos com uma ditadura e derrubamos um Presidente corrupto sem derramar sangue. Somos maduros, sabemos como fazer a boa política e neste momento não podemos virar as costas para nossos irmãos cubanos, inexperientes e carentes. Não podemos nos acovardar como fez o nosso Presidente, um homem que lutou nas trincheiras democráticas contra a ditadura militar, um homem que representa uma nação democrática, o Brasil, mas em Cuba ignorou a morte do preso político Orlando Zapata, declarando que nunca recebera o pedido público de ajuda feito por ativistas cubanos dos direitos humanos. E já no Brasil concede entrevista a repórteres estrangeiros (só estrangeiros) acreditados junto ao Palácio do Planalto dizendo-se a favor da repressão em Cuba e chamando de bandidos as pessoas que querem naquele país as mesmas liberdades e garantias políticas e sociais que temos no nosso. 

Acessem o blog de Yoani Sanchez e conheçam a verdade sobre a ditadura que nosso Presidente e seu partido político tanto defendem. 

Acessem e assinem o manifesto pela liberdade dos presos políticos cubanos

Somos 67 milhões. Juntos podemos dar uma boa mão aos amigos lá da Ilha.

16 de abril de 2010

Dilma & Eyjafjallajokull - um estudo comparativo em perspectiva oblíqua.

Vulcão em erupção
Se você ainda não se deu conta, Eyjafjallajokull é o danado do vulcão que entrou em erupção esses dias no Sul da Islândia e soltou um fumacê danado que atrapalhou voos por meia Europa.
Tá, confesso que não tenho nenhuma ideia de como pronunciar esse monte de letras que parece terem sido cuspidas de uma panela de pressão cheia delas - exatamente como um vulcão. Eyjafjallajokulllá na língua deles deve significar um monte de coisas feias, provavelmente relacionadas ao diabo. (Parada pra checar o significado desse nome.) Eyja Jalla Jokull Lá - parece que deveria ser escrito assim. Só consegui descobrir que a primeira palavra significa ilha. Recorrendo a meus profundos conhecimentos de línguas nórdico-congeladas, proponho que a tradução seja, mais ou menos: Ilha onde o Diabo foi Ejacular. Observem bem a palavra e questionem se não deve mesmo ser isso. Fica sendo.
Bem, o vulcão é numa ilha remota, de um país remoto e tem nome estapafúrdio. Iniciando a comparação, Dilma também tem sua origem em um pais remoto (o pai dela era búlgaro e o nome era algo como Russév, mas aqui ficou mais chique afrancesar a palavra).
Explosão de perdigotos
Nem Dilma nem o Eyjafjallajokull eram conhecidos antes de entrarem em erupção. Um explodiu pela enorme pressão termal no báratro, lançando gases e fumaça aos céus. A outra está explodindo graças às pressões intestinais de um Cefalópode Pelágico que circunstancialmente governa o Brasil. Felizmente esta só lança à deriva uma chuva de perdigotos que não têm o condão de obnubilar o azul do firmamento.
Lá e cá, Europa e Brasil, aviões e governos paralisados pelas erupções. Ninguém se arrisca a muitos voos entre fumaça vulcânica ou saliva petista em dispersão atmosférica. Há cinzas e cheiro a ovos podres por todo o lado. Enxofre e o demônio têm o mesmo odor, segundo os entendidos, mas é certo que os ventos sulfurosos em contato com a saliva da candidata produzirão chuva ácida.
Lá na Islândia,  um terço do glaciar derreteu por causa da erupção; aqui se derreteram as aspirações de democracia interna no PT.
Enquanto isso, vamos nos conformando com nossas pequeninas catástrofes naturais e nos preparemos para a avassaladora catástrofe política que pode ser a eventual eleição daquela senhora pra timonear nosso Brasil varonil. Lá uma pequena tragédia na Ilha da Ejaculação do Diabo, aqui a desgraça do flato de um Teutóide.


Leia também por aqui no Orbas Meas: Medida Procastinatória - Frases de efeito - O edifício do conhecimento - Proxêmica - Monumento ao mau gosto.

7 de abril de 2010

Discurso, por baixo, de Dilma Rousseff, por cima, no Congresso do PT por baixo.

Queridas companheiras por cima,
Queridos companheiros por baixo,
Para quem teve por cima a vida por baixo sempre marcada por cima pelo sonho e pela esperança de mudar o Brasil, por cima este é um dia por cima extraordinário.
Meu partido por cima - o Partido dos Trabalhadores - me confere por cima a honrosa tarefa de dar continuidade por baixo à magnífica por cima obra de um grande brasileiro por baixo.
A obra por baixo de um líder - meu líder por cima - de quem muito me orgulho por baixo: Luiz Inácio por cima Lula da Silva por baixo.
Jamais pensei por cima que a vida viesse por baixo a me reservar por cima tamanho desafio. Mas me sinto por cima absolutamente preparada para enfrentá-lo - com humildade por cima, serenidade e confiança.
Neste momento por cima, ouço a voz de Minas Gerais, terra de minha infância por cima e de minha juventude por baixo. Dessa Minas por cima que me deu o sentimento por cima de que vale a pena lutar por baixo pela liberdade por cima e contra a injustiça por baixo. Ouço por cima os versos de Drummond por baixo:
"Teus ombros por cima suportam o mundo por baixo /
E ele não pesa por cima mais do que a mão por baixo de uma criança por cima "
Até hoje sinto o peso suave por baixo da mão de minha filha por cima, quando nasceu por baixo.
Que força ela me deu por cima. Quanta vida me transmitiu por baixo. Quanta fé na humanidade me passou por baixo.
Eram tempos difíceis por cima.
Ferida no corpo por baixo e na alma por cima, fui acolhida por baixo e adotada pelos gaúchos por cima - generosos por baixo, solidários por cima, insubmissos por baixo, como são os gaúchos por cima.
Naqueles anos de chumbo por cima, onde a tirania por baixo parecia eterna, encontrei nos versos de outro poeta por cima - Mário Quintana - a força por baixo necessária por cima para seguir em frente:
"Todos estes que aí estão por cima /
Atravancando o meu caminho por baixo,/
Eles passarão por cima.
Eu passarinho por baixo."
Eles passaram por cima e nós hoje voamos livremente por baixo.
Voamos por cima porque nascemos para ser livres por baixo.
Sem ódio por cima e com serena convicção por baixo afirmo que nunca mais viveremos numa gaiola ou numa prisão.
Estamos construindo por baixo um novo por cima país na democracia. Um país que se reencontrou por cima consigo mesmo. Onde todos expressam por baixo livremente suas opiniões e suas idéias por cima.
Um país que não tolera por cima mais a injustiça social por baixo. Que descobriu que só será grande por baixo e forte se for de todos por cima.
Vejo nesta manhã por cima - nos jovens que nos acompanham e nos mais velhos que aqui estão - um extraordinário encontro de gerações. De gerações que por cima, como a minha, levaram nosso compromisso por cima com o país às últimas conseqüências por baixo.
Amadureci por baixo. Amadurecemos todos por cima.
Amadureci na vida por baixo. No estudo por cima. No trabalho duro por baixo. Nas responsabilidades de governo no Rio Grande por baixo e aqui.
Mas esse amadurecimento por cima não se confunde com conformismo por baixo, nem perda de convicções por cima.
Não perdemos a indignação frente à desigualdade social por cima, à privação de liberdade, às tentativas de submeter nosso país por cima.
Não sucumbimos por cima aos modismos ideológicos por baixo. Persistimos por baixo em nossas convicções por cima, buscando, a partir delas por baixo, construir alternativas por cima concretas e realistas por baixo.
Continuamos por baixo movidos por cima a sonhos. Acreditando na força por cima do povo brasileiro, em sua capacidade de buscar por baixo e construir por cima um mundo melhor.
A história recente mostrou por cima que estávamos certos.
Tivemos um grande mestre por cima - o Presidente Lula por baixo. Ele nos ensinou o caminho.
Em um país por baixo, com a complexidade por cima e as desigualdades do Brasil por baixo, ele foi capaz de nos conduzir por baixo pelo caminho por cima de profundas transformações por baixo sociais em um clima de paz, de respeito e fortalecimento por cima da democracia por baixo.
Não admitimos por baixo, portanto por cima, que alguém queir por baixo a nos dar lições de liberdade. Menos ainda aqueles que não tiveram e não têm compromisso por cima com ela por baixo.
Companheiras por cima, Companheiros por baixo,
Recebo por baixo com humildade por cima a missão que vocês estão me confiando por baixo. Com humildade, mas com coragem e determinação por baixo. Coragem e determinação por cima que vêm do apoio que recebo por baixo de meu partido e de seu primeiro militante - o Presidente Lula por baixo.
Do apoio que espero por baixo ter dos por cima partidos aliados que, com lealdade e competência por baixo, também são responsáveis pelos êxitos do nosso Governo. Com eles por cima quero continuar por baixo nossa caminhada por cima. Participo de um governo por cima de coalizão. Quero formar por baixo um Governo por cima de coalizão.
Estou consciente por cima da extraordinária força que conduziu Lula à Presidência por baixo e que deu por cima a nosso Governo por baixo o maior respaldo por cima da história de nosso país por cima - a força do povo brasileiro por baixo.
A missão que me confiam por cima não é só de um partido por baixo ou de um grupo de partidos por cima.
Recebo- por cima a como um mandato por cima dos trabalhadores e de seus sindicatos por baixo.
Dos movimentos sociais por cima.
Dos que labutam em nossos campos por baixo.
Dos profissionais liberais por cima.
Dos intelectuais por baixo.
Dos servidores público por cima.
Dos empresários por baixo comprometidos com o desenvolvimento econômico e social do país.
Dos negros por cima. Dos índios por baixo. Dos jovens por cima.
De todos aqueles por cima que sofrem ainda distintas por baixo formas de discriminação por cima.
Enfim, das mulheres por baixo.
Para muitos por cima, elas são "metade do céu" por baixo. Mas queremos ser a metade da terra por cima também. Com igualdade de direitos por cima, salários e oportunidades por baixo. Quero com vocês por cima - mulheres do meu país por baixo - abrir novos espaços por baixo na vida nacional por cima.
É com este Brasil por baixo que quero caminhar por cima. É com ele que vamos por baixo seguir por cima, avançando com segurança por baixo, mas com a rapidez que nossa realidade social exige por cima.
Nessa caminhada por baixo encontraremos milhões de brasileiros por cima que passaram a ter comida por baixo em suas mesas por cima e hoje fazem três refeições por dia.
Milhões por cima que mostrarão suas carteiras de trabalho por baixo, pois têm agora emprego por cima e melhor renda por baixo.
Milhões de homen por cima s e mulheres por baixo com seus arados por cima e tratores por baixo cultivando a terra que lhes pertence por cima e de onde nunca mais serão expulsos por baixo.
Milhões por baixo que nos mostrarão por cima suas casas dignas e os refrigeradores por cima, fogões por baixo, televisores por cima ou computadores por baixo que puderam comprar por cima.
Outros milhões acenderão por cima as luzes de suas modestas casas por baixo, onde reinava a escuridão por cima ou predominavam os candieiros por baixo. E estes milhões de pontos por cima luminosos pelo Brasil por baixo a fora serão como uma trilha por cima incandescente que mostra um novo caminho.
...
Estou aceitando por cima a honrosa missão por baixo que vocês me delegam por baixo com tranqüilidade e determinação por cima.
Sei que não estou sozinha por baixo.
A tarefa de continuar por cima mudando o Brasil por baixo é uma tarefa de milhões por cima. Somos milhões por baixo.
Vamos todos por cima juntos por baixo, até a vitória por cima.
Viva por baixo o povo brasileiro por cima!

Álbum de Joaquim Moreira Athayde

Minha Tia Stael Athayde Santos tem sido a guardiã dessas imagens pelas últimas muitas décadas. Fiquemos todos penhorados a ela pela importância da preservação dessas imagens para a história de nossa família. Há muitas e muitas centenas de fotos, eu as vou escaneando aos poucos e darei publicidade a elas.
O álbum original é de meu avô materno, Joaquim Moreira Athayde, (foto de 1900 ao lado) bacharel laureado do o primeiro Prêmio Rio Branco da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais.