30 de dezembro de 2012

Algumas saudades da AP-470

Estou sentindo falta das brigas da Ação Penal 470. Quando uma novela boa termina, não fica um vazio existencial naquele tempo do dia? Pelo menos até que a gente se envolva com outra trama, outro folhetim, que substitua aquele, ou que a memória imediata do anterior se esmaeça.
Plenário pleno de razões e de sem-razões.
Pois bem, estou sentindo falta da raiva de Barbosa, não que ele tivesse raiva dos réus, bandidos cuja culpa ele já conhecia a vários anos e de quem se aproximava só pelos autos. Mas da raiva figadal pelos pares que intentavam contra suas teses, contra a cristalinidade fática, contra a lógica da ciência jurídica e contra a consciência necessária ao magistrado.
Estou sentindo falta sim, falta do fautor da quadrilha travestido de sobrejuiz. Falta da bravura com que alguém sacrifique carreira, honradez, imagem e sabe-se lá mais o quê em troca de vantagens desconhecidas, misteriosas e cuja natureza, por melhor hipótese, há de ser numérica. É preciso ser um bravo para trocar todo tipo de valor humano, social e pessoal por valores que podem ser impressos, transferidos eletronicamente e que tenham sido subtraídos ao contribuinte: e fazer isso sem grandes cachimônias, à luz dos spots e frente a câmeras da TV institucional e para ter as imagens editadas, expondo o que nelas houver de mais pútrido em redes e jornais nacionais. Eis um bravo. Destemido. Sem brio, mas sempre beluíno em seu propósito.
Tenho saudade dequeloutro que não conseguia formar bem a concordância nominal, verbo-nominal, ou sequer - seja pela impuberidade ou impudecência - perseguir concordâncias de gênero, número ou grau, exceto quando lia os bem articulados votos inscritos por assessores concursados, estuados e competentes, o que o ele nunca pode ser: digno de muito dó, pois não? Mas sempre prontíssimo a seguir fielmente e em plena concordância o voto do sequaz que o precedia, não que peleiteasse diretamente alguma vantagem que sobreviria em paraíso de dinheiros, mas em gratidão pelo imerecido pódio a que já estava alçado - sem nenhuma das qualidades prescritas para tão elevada tribuna, e mesmo sem os quesitos para as tribunas mais ao rés do chão que fossem.
Tenho saudades das vaidades e dos argumentos das damas, dos cavalheiros, dos causídicos e do parquet. Mas tenho sobretudo saudade do doce sabor do néctar da vingança e da ambrosia da razão e do direito escorrendo pelas condenações, a despeito das tramas insidiosas armadas contra ela.
O bem venceu ao cabo desse episódio trilógico. Aguardemos os segmentos, certamente em 3D.

24 de dezembro de 2012

Os três reis magros

Os três reis magros saíram em viagem rumo a Belém do Pará. Uma estrela os guiava. Era uma enorme estrela vermelha que já desviara do caminho muita gente, mas mesmo assim eles se mantinham naquele sem-rumo. Não se sabem os nomes deles, até mesmo o número de três foi construído – afinal é uma boa quantidade para um conto. Talvez se chamassem, Bempior, Maispior e Baitazar; talvez seus nomes fossem Joãopulo, Zédiceu e Ingenuino... Não! Esses são personagens de outra peta; fiquemos com os nomes anteriores.
Bempior, Maispior e Baitazar
De qualquer modo, para empreender a viagem, fossem quantos fossem, necessitavam de recursos – para seus propósitos e para custear o translado. Viram-se então na necessidade de surrupiar algumas coisas de valor. Apropriaram-se então de algum ouro, todo o incenso e a maioria da mirra que puderam.
O ouro eles conseguiram desviando umas tantas verbas publicitárias e seria o suficiente para custear outras tantas campanhas vindouras, aqueles e outros transcursos. O incenso eles usariam para louvar seu mestre, uma divindade enedáctila, apostrofada com cognome de certo cefalópode. Já a mirra eles pegaram só por ouvir dizer que valia muito, mas não sabiam exatamente qual a utilidade dela, então esconderam-na nas cuecas e deixaram lá. É claro que, com isso, seus dotes mirraram!
Ao longo do percurso, mesmo sem perceberem que aquela estrela era um ícone de autoritarismo, meteoro que se aproxima da Terra a cada meio século, empreenderam muita pregação, uma ou outra inauguração e mesmo uns tantos showmícios. Venderam casas para a vida no lado ímpar da Avenida Atlântica, em Copacabana, prometeram ferrovias ligando o Nordeste eleitor ao Sul-Maravilha e trens de bala jujuba entre as maiores capitais do país. Juraram que construiriam um espaçoporto em cada cidade com nome de santo e que fariam a transposição de toda água benta possível para operarem muitos milagres em nome da deidade pelágica teutoide.
Toda essa epifania mitificada encontrou ampla adesão por um povo que jura gostar de república, mas adora o Rei do Futebol, o Rei Roberto, o Rei do Pop, e faz reisados para cada bobo sem corte que se arvora salvador da Pátria. Pelo caminho, à medida que despendiam recursos, os magérrimos e famérrimos reis se viam na contingência de explodir um ou outro caixa eletrônico com que deparassem, mantendo assim os níveis da reserva estabilizados, sem ampliar o spread das dívidas que iam contraindo: papagaios que volitariam por dez ou quinze anos antes de pousarem em algum paul já sob outra gestão.
Ainda que estivessem bem providos no necessário e se reabastecessem quando a condição sobrevinha, telegrafavam... Não, agora mandavam e-mail. Bem eles solicitavam à gerenta do Erário mais e mais fundos. E vinham fundos mútuos, fundos a fundo perdido, fundos de caixa, e mais e mais fundos para fundarem outras células de adoração ao Dorytheutis brasiliensis ou para refundarem alguma que minguasse. Os tais fundos também serviam para subvencionar os melhores votos de fim de ano de outras seitas, sempre que se fizesse necessário.
E enquanto a caravana dos reis magros passava, cães magérrimos ladravam – e os reis mercantes faziam ouvidos moucos, pressurosos de seus deveres precípuos de rumarem à estrela rubra em sua órbita de ilusões perdidas.

23 de dezembro de 2012

Três considerações

Consideremos que todos os mensaleiros estejam em cana, como hipótese? Você se sentirá aliviado, vai achar que o Brasil vai entrar em uma nova fase, já que os condenados são a cúpula do governo, pega com a mão no bolso do Dr. Erário? E que novos tempos virão?
Tá, viu?
Deduzo que Dilma e as ministras descansam.
Como foi que você se sentiu quando Collor foi apeado? Ahhh.
Não é por aí, não, gente. Só poderá haver algum Brasil quando cassarmos a mentalidade que leva essa gentalha ao poder - e não há nem o mais tênue sinal que isso esteja em processo!
* * *

Toda vez que alguém me vêm com esse papo de dizer que precisamos de "educação" para elevar a capacidade de discernimento ético do povo eu me lembro do exemplo de Marilena Chauí - será que essa tal "educação" que tanto decantam faltou para ela?
A educação que falta é aquela que umas mães e pais dão, outros não. Escola não resolve problemas de falta de vergonha na cara de ninguém!
* * *
Um dos critérios técnicos de mensuração da democracia em algum Estado é pela avaliação da possibilidade material de que haja alternância no poder. Assim, vimos que o resultado da eleição recente nos EUA só foi sabido depois da apuração. Pois bem, qual seria a possibilidade que que o PT não esteja governando o Brasil depois de 2014? Absolutamente nenhuma. É que não temos oposição, pode-se dizer. É que não há condição para que haja, é o que se responde.

18 de dezembro de 2012

Nãotícia

"Notícia ridícula: 'Chegada do Corinthians a São Paulo terá trio elétrico e pagodeiro'. Ora, desde o tempo do jornal de pedra lascada sabe-se que um cão morder um homem não é notícia; o oposto é. Manchete seria se o curíntia fosse recebido com orquestra sinfônica e espetáculo de balé." [Ricardo Miyake]
Se o mundo acabar, não vai ser notícia.
É o que chamo de nãotícia. Jornal tem sempre mais nãotícia que notícia; dia a dia, os jornais mudam pouco a pauta em relação ao mesmo dia no ano anterior - o que varia mesmo é a data - em que pese o ciclo dos dias da semana se repetir hebdomedariamente, mesmo que eles não saiba o que é isso. A pauta é assim: 50% de nãotícia: os eventos, efemérides, estações do ano, episódios. (Pode repeteir a matéria do ano anterior, só muda a data). 20% de seminãotícia: campeonatos, eleições, óbitos, crimes, casamentos. (Pode repetir matérias inteiras, basta mudar nomes, datas e placares.) 20% de embromação: receitas, poesia, regimes, moda, cabelos, decoração. (Pode preparar a matéria a qualquer tempo e publicar a qualquer tempo, ou republicar, requentar - ninguém nota mesmo.) 5% de notícias: fatos, opiniões, investigação... (Mas só se imprime isso se houver alguma brecha no resto do material.) O resto é matéria paga. Mas a maioria de não pensantes prefere nãotícias. (Acabo de ver que não fui o inventor do termo nãotícia - embora ele seja intuitivo, eu tinha essa pretensão: Contraditorium)

17 de dezembro de 2012

A fortuna de dona Dilma

Dona Dilma, arrivista no cenário da alta cúpula, foi aonde está por mérito alheio. Encargos da fortuna e articulações comezinhas. Mas sorte, quando nos acaricia, vem-nos seduzir. Fortuna, cum blanditur, captatum venit. [Publílio Siro]. Novamente a sorte favorece essa senhora: não foi por obra dela que Lula foi pego no pulo. Bastará que ela se omita um pouco em defendê-lo, não extrapolando suas funções, e a marcha lenta e inexorável da Lei dará cabo do sindicalista enedáctilo. Novamente a roda da fortuna gira em benefício da dama mineira. A sorte é cega, mas geralmente também cega aqueles a que abraçou. Fortuna caeca est, sed eos etiam plerumque efficit caecos quos complexa est. [Cícero, De Amicitia 54]
Não nos enganemos, Dilma quer mais quatro anos.
Restará saber por quanto tempo a justiça não estabelecerá o elo de culpabilidade entre todos os integrantes do primeiro escalão. Elo que é cristalino para qualquer ótica isenta. A sorte inverte todas as coisas. Fortuna cuncta versat in contrarium." [Eurípides / Grynaeus 262].
Dilma agora está gestando sua primeira obra de arte em engenharia política: como deixar Lula se estrepar sem respingar nela?
Até agora, a suprema mandatária da república de bananas está se saindo muito bem (no que se refere a economia palaciana). Lula está perdendo o apito e ela não vai deixar a bola cair. O criador vai ser devorado pela criatura? Não, o criador vai ser devorado pelas pontas de rabo que não recolheu a tempo. A criatura não vai precisar chutar cachorro morto, nem vai se queimar em disputa fratricida: surgirá como salvadora do time deles e faxineira impoluta. Como se ela não partilhasse, desde o início, o domínio dos fatos. Sic transit gloria mundi.
Por mais que interesse a mim e a qualquer pessoa de bem que Lula se ferre de oito a oitenta, sobrepões-se que a maior interessada em sua decadência política é Dilma. Agora cumprirá a ela o papel de fingir que o defende - para salvar para si os votos dos que o veneram - e deixá-lo se estrepar, para eliminar o único concorrente á vista na disputa pelo Planalto.
Por enquanto, a sorte tem favorecido dona Dilma, sobejamente. Prova de que mais elevará os filhos a sorte que a sabedoria. Fortuna extollet plus quam sapientia natos. [Pereira 124]. A sorte exerce sua influência sobre todas as coisas: ela mais pelo capricho que pela verdade proporciona a glória ou o esquecimento às ações dos mortais. Fortuna in omni re dominatur: ea res cunctas ex lubidine magis quam ex vero celebrat obscuratque. [Salústio, Catilina 8.1].
Mas, a fortuna é uma deusa leviana. Fortuna levis est dea. [Lodeiro 459]. Uma grande fortuna é uma grande escravidão para seu dono. Fortuna magna magna domino est servitus. [PSa]. Dona Dilma é a que sempre foi, pois a sorte não dá sabedoria (virtù) nem muda nossa natureza.  Fortuna non addit sapientiam. [Rezende 2087] / Fortuna non mutat genus. [Horácio, Epodon 1.4.6].
Dois de tudo, onde a sorte quebrou alguma coisa, é inútil tentar restaurar. Fortuna unde aliquid fregit, cassum est reficere. [Publílio Siro].
Eu quase não precisei dizer nada sobre a fortuna de dona Dilma: já estava tudo dito, bastou recolher aqui e ali. O mais, eu entrego à sorte. Fortunae cetera mando. [Públio Ovídio, Metamophoses 2.140].

10 de dezembro de 2012

Meia dúzia de porradas

Por que cargas d'água metemos em nossas caixolas inocentes que havíamos nos livrado dos totalitarismos? A nassa em que nos metemos tinha uma isca apetitosa: uma peça reluzente de democracia.

Essa tal de democracia é mesmo atraente, uma musa que nos encanta com tudo aquilo que nós desejamos, e assume para cada um a feição que este um lhe projeta. É a meretriz mais sedutora e a amante mais volátil.

Nem se pode dizer que compramos gato por lebre: comemos gambá errado.
Agora, para tudo, só restar carpir lágrimas crocodálicas - pois nem fechar os olhos nos será dado. Tudo veremos, tudo entenderemos, completamente impotentes. Viramos bolsa de madame sem sequer termos dormido de touca. E o rico dinheirinho que foi juntado? O bicho papão de inflação vai devorar todinho.

Jacaré, mesmo sem bunda, não vai ter cadeira pra sentar.
Creio que passaremos, o mundo todo (ou a parte dele que nos interessa), por maus bocados em algum tempo... A situação sécio-econômica-política-financeira-militar está em vias de se liquefazer...
Não sei pra quando teremos confusão, mas essa paz e tranquilidade em que vivemos é completa exceção na história... E exceções têm a mania infeliz de servirem para confirmar regras!
O solo ressequido vai ser untado com sangue.
Nós, de fora, nos horrorizamos com o conflito do Oriente-Médio e ficamos elucubrando soluções. Difícil para nós é entender que eles gostam da briga. Se não gostassem, em 6000 ou 8000 de confusão, já daria para terem solucionado o caso. Para  eles um pega-pra-capar (atualmente com mísseis ou foguetes) deve ter o sabor mais ou menos de um Fla-Flu ou Grenal...
Eu não entendo nenhum desses comportamentos, nem os belicosos de lá nem os futebolísticos de cá. No fundo, dá tudo na mesma - só o saldo de cadáveres é um pouco diferente... Quer dizer, nem sei se é diferente, se pusermos na conta aqui os que morrem por falta de assistência médica ou de rodovias adequadas, já que preferimos construir estádios a estradas, preferimos copos e Copa à sala (de aula) e por aí afora.
Sabiá está perto de mudar de cantiga, estejam alertas.

24 de novembro de 2012

Mitema da catábase


Para quem estiver achando algum alento no insuflo de detritos fecais petistas contra o ventilador ocorrido nesta sexta-feira, vou contrapor o argumento colhido de um sequaz daquela quadrilha, não sem razão. (Tá, a frase é barroca, mas eu assumo sê-lo.)
Interpretação do século XIX da travessia de Caronte,
por 
Alexander Litovchenko.
Disse alhures o petista cujo nome fiz imediata questão de não observar: com essa quinta milionésima e uma falcatrua que vem à luz, esperam os opositores que vá ruir o castelo que edificamos? Nenhum tremor o há de abalar porquanto o alicerce é o voto do povo, cego, surdo e mudo à bandalheira que fizermos, seja ela qual for. (Decerto que petralha não falou assim bonito, que eles não o fazem - mas o sentido era esse.)
Sobrepôs o energúmeno que não há, outrossim (e devemos usar o outrossim, conquanto seja para lhe dar sobrevida), oposição que se aproveite de escândalos, desvios ou inércia do governo como mote ou como coda. Não, não há mesmo.
Só não estamos ao deus-dará por não haver deuses que doem, quanto ao mais, os dissabores da sorte não serão alento, pois tudo sempre pode piorar, como de fato suponho que venha a acontecer.
Meus amigos diletos, meus inimigos sub-reptícios, em verdade, em verdade vos digo: não há alento ou esperança que se funde no tão decantado engodo da democracia conquanto não haja boa índole do povo, e não a havendo, como de fato não há, só nos restam as saídas pelo Estige ou pelo Aqueronte - já que nem mesmo as opções de aeroportos nos restam, todos paralisados por uma crise de obras pela Copa. Sim, o exílio em terras de Hades é o que nos sobra, além da esperança de que, no mitema da catábase, alguns trânsfugas lúcidos possamos retomar à Pátria conspurcada em uma ou duas décadas.

16 de novembro de 2012

Novela nova no ar: durante o JN

Bem, meus amigos, a novela da AP-470 está terminando. Mas semana que vem tem novela nova: Julgamento do Goleirobruno! Alguém sabe o número do processo?... Não, deixa pra lá.
Saem de cena Zédirceu, Marcusvalério, Zegenoino e o resto dessa quadrilha e entram na mídia o Goleirobruno, Amigomacarrão e Obola - há outros implicados também.
A foto oficial do elenco está aí.
Troca de seis por meia dúzia? Não troca de um sessentão por um trocadinho de nada.
Nem há como comparar o tamanho das culpas (condenadas) com os imputados (sub judice) - mas há alguma paralelos, senão vejamos:
No caso do Mensla... (ops) AP-470, sumiu o dinheiro, ninguém sabe, ninguém viu onde foi parar o dinheiro que era de todo mundo.
No caso do homicídio suposto, sumiu a vítima! Nem sabem se a tal de Samudio morreu, mas vão julgar alguém por tê-la matado (só mesmo no Brasil). Sumiu a vítima que era de mundo! Ups...
No caso da AP-... Cacete, é Mensalão mesmo! Os culpados, sabidos, julgados e condenados estão soltinhos da Silva. Sim, o Silva está mais solte de todos: nem foi denunciado, embora fosse o verdadeiro dominador do fato.
Já na matança que não se sabe se houve, o goleiro (toda a torcida do Flamengo sabe) está encarceiradíssimo.
A quadrilha de petralhas teve os mais conspícuos advogados que o dinheiro (nosso) pôde pagar.
Bruno e seus sequazes foram espoliados do dinheiro (dele) que os mais ladinos causídicos da praça surrupiaram - com advogados daquele jaez, nem precisava delatores.
Mas tudo, tudo, tudo tem se resumido ao espetáculo midiático. Os tempos no JN podem ser os parâmetros. Vai ser mais ou menos a mesma coisa.
Mas se um vai a juri por homicídio sem vítima assim como outros vão ao pleno do Supremo sem o dinheiro, a regra de ouro foi mantida: para o preto, pobre (tá, ex-pobre): pau. Para os brancos (colarinhos): palavras, mesmo que o douto juiz seja afro-oriundo de extração humilde.
O Brasil não mudou tanto assim, conformem-se.

7 de novembro de 2012

Não sei de quem é a Copa do Mundo: a conta é nossa

Afinal de contas, quem é que quer essa maldita Copa do Mundo aqui? Ainda não encontrei um só, único e isolado, que falou que quer isso. Será que estão enganando todo mundo falando que muita gente quer isso? Bem, pagar a conta TOOOOOOOODOS vamos.
Pelo que entendi, 17.000 se alistaram como voluntários para Copa do Mundo. Serão 20 dias de trabalho, dez horas por dia. Eu acho que esse povo vai dar o maior cano (tomara). Bando de parvalhões trabalhando de graça pra um monte de tubarões encher os bolsos com grana preta - grana que poderia estar fazendo escolas e hospitais aqui, mas servirá pra engordar contas em Euros.
Copa do Mundo: você vai pagar essa conta!
Brasileiro é bonzinho!...
Eu não vou, que não é de meu feitio, mas dou o maior apoio a que for pra rua e começar a chutar e quebrar essas torres de relógio da Copa. Está na hora de alguém começar a fazer entender que não vamos pagar essa conta calados não. Temos que dizer aqui o que vai ser ouvido lá fora. Vai ser uma beleza o governo petralha ter que usar polícia pra fazer uma pantomima futebolística a custa do contribuinte.
Onde está a lista de abaixo-assinado da CPI da Copa do Mundo? Robalheira grossa todo mundo sabe que vai ter mesmo (se já não está em curso) - então vamos começar o passo seguinte do circo? Qual seria? Uma CPI pra terminar em pizza, claro. Com direito a respingos de cachoeira e a impunidade corriqueira!

24 de outubro de 2012

Duas cacetadas, de graça pra você

Antigamente, as pessoas procuravam trabalho ou emprego - como forma de construção da dignidade humana (belas palavras!). Atualmente, só se procura e se oferece "oportunidade". Penso que seria hora de nosso nosso governo, cioso das mudanças de nome que parecem refletir alguma modernidade, trocar o nome do Ministério do Trabalho e do Emprego.
Ficaria mais "muderno" se tivéssemos um Ministério da Oportunidade. Facilitaria sempre encontrar entre os quadros da quadrilha que tomou o Estado alguém apto a assumir a pasta, pois o que não falta entre os petralhas é oportunistas.



Um garoto desses me dá alguma esperança no país. Não deixem de ouvir, está tudo MUITO claro. O moleque simplesmente pegou os caras no pulo. Essa nem o paedeuta tem como negar: áudio e vídeo. Parabéns, menino. O Brasil te deve essa!

8 de outubro de 2012

Política, trocados e miúdos

Antigamente dizia-se que era impossível saber o que estava na barriga da mulher, na urna lacrada e na cabeça do juiz. Pro primeiro caso, hoje existe ultrassom, pro segundo há o IBOPE, pro Lewvndwsksn temos a coprocultura. Não há mais mistérios.

Está tudo enrolado demais na política.
Em minha primeira fila como eleitor eu vi, vi com esses olhos que, se aterra não comer vão para um vidro de formol, eu juro que vi um candidato a prefeito comprando votos, tirando eleitores da fila e pagando a dinheiro. Tinha um bolo de cédulas, das quais ele ia destacando algumas - cena de coronel da ficção. Foi eleito e governou Ouro Preto - mais de uma vez. Ninguém me contou não, eu estava lá.

Uma vez eu dei um giro e fui a todas - ou quase todas - as convenções partidárias onde se escolhiam candidatos a governador (dentre outros) - em determinado partido, vi os delegados adiando votar para valorizar o voto. Já era tarde, faltava pouco, o preço andava pelas alturas de um carrão importado. falava-se nisso abertamente no ambiente - era explícita a negociata. Eu vi e ouvi. O comprador que tinha mais grana comprou os convencionais e governou Minas Gerais - por mais de uma vez.

Política, atacado e varejo

Quase 30% do eleitorado paulistano absolve a quadrilha mensaleira. A maior cidade do país e a patuleia não consegue identificar uma patente relação de cumplicidade - ou não consegue, ou não dá a mínima pra ela. Essa é a famosa voz do povo? Cale-se esse deus mambembe. Malufistas e petralhas são a escória nacional. Com o beneplácito de quase um terço dos paulistanos.

Há três ou quatro municípios relevantes no Brasil, uma ou duas dúzias de outros de que a gente lembra da existência - e milhares de administrações pedintes. Elegeram-se esmoleres. O melhor pedinte ganha mais moedinhas no chapéu. A federação de três graus é um monte de farrapos mal costurados para fazer uma colcha que ganha uma franja em Brasília.

A roda do circo chamado democracia girou novamente.
Os vereadores são a galera da geral, aplaudindo as migalhas que surrupiam dos vinténs caraminguados no cofre da municipalidade e escolhendo nomes de ruas. Os edis-curules são gerentes de contas engessadas, orçamentos vinculados e premidos por tribunais.
Sobra pouco espaço para qualquer sucesso aos que se elegem hoje. Chamam essa barafunda de democracia e dizem que é muito bom... Estou duvidando.

Ontem um dia de muito júbilo para mim, uma alegria enorme saber de cada derrota nas urnas. Cada idiota que tiver se endividado, vendido as joias da mulher, penhorado as cuecas mensaleiras para levar ferro será motivo de alegria. Pena que não perdem todos, alguns desinfelizes serão eleitos - mas eu tentarei suportar esse desgosto estoicamente.
Mas o momento é de alegria! A maioria, a enorme maioria dos energúmenos perdeu as eleições. Pelo menos esse mérito tem essa trapalhada que chamam de democracia: a maioria que quer o filé perde. A maioria que distribui o filé, se ferra. Estão dizendo que isso é bom. Eu quero é que se estrepem, se estão felizes com essa sandice.

O drama do homem será nosso drama


"O drama do homem é o de ser limitado nos meios e infinito nos desejos; assim, não pode ser plenamente feliz."
[ Duque de La Rochefoucauld ]
Por quanto tempo ainda poderemos
fazer piadas?
Tenho plena certeza de que ele escreveu isso para o Lula.

Agora, meus senhores e minhas senhoras, com os revezes das urnas, preparem-se para o contragolpe petralha: vem aí um monte de cerceamentos à liberdade de imprensa, gente vai sumir, dinheiros vão mudar de mãos subrepticiamente, pressões dos sindicatos e greves, sem terras, sem casas, sem caráter e sem vergonhas na cara serão mobilizados - o Leviatã sindical-socialista vai soltar fogo pelas ventas e escoicear com seus cascos de bode - preparando-se para o confronto de 2014: eles sabem que não podem perder o osso nem as garantias que o controle das polícias e agências de segurança lhes dão. Se perdem isso, vão em cana.
O discurso das urnas foi veemente: não adianta falar que não, ninguém é perene em governo nenhum, sob sistema nenhum, nenhum grupo vai ser eterno. Um dia, a casa cai - quem não tiver capacete, leva na testa. Faz parte dessa pilhéria que chamam democracia que isso tenha ciclos constantes - mas os petralhas não estão preparados para isso, vão rosnar, mugir, bufar e oprimir! Preparem-se.

7 de outubro de 2012

Cada um é responsável por todos

"Cada um é responsável por todos. Cada um é o único responsável. Cada um é o único responsável por todos."
[ Antoine de Saint-Exupéry ]
Hoje é dia de realimentar a roda da corrupção.
Bom para dia de eleição, né? Pense nisso antes de digitar aqueles malditos números que você escolheu. Não sei qual foi sua escolhe nem qual terá sido a motivação dela, mas sei de uma coisa: vai dar errado.
Quem quer que seja votado, qualquer que seja o eleito, não vai dar certo. Não se trata de uma escolha viciosa entre pessoas viciadas, não é somente isso, embora esta seja uma parte do problema. Trata-se do erro de nutrir um sistema que não tem nada para dar certo. Trata-se de dar novo alento ao processo de administração pública que vem sendo tentado e tentado e comprovadamente não funciona.
O sistema é corrupto. Se você eleger hoje um santo - e pode até haver um ou outro, desavisado, entre os candidatos - ele vai ser corrompido pelo sistema. O sistema é corrupto - corrompedor e corrompido. O sistema foi corrompido pela infindável série de calhordas que o representaram ao longo das décadas, mas sobretudo o sistema está prontinho para corromper qualquer eventual bem intencionado que se apresente.
Não vou participar disso hoje e não vou participar mais - enquanto for assim - e não há qualquer indício de que possa vir a ser diferente.
Alternativas? Sim, há muitas - basta que queiramos quebrar a cadeia de corrupção vigente. Basta desejarmos, de início, romper o ciclo viciado de corrupção institucional e social - todavia, não há qualquer indício de que se deseje isso.
Hoje será mais um dia de mais do mesmo. Alternância dos ratos sobre o queijo das municipalidades. Cairão alguns ratos magros, serão alçados alguns ratos gordos... Os ratos magros terão que se contentar com os espaços que lhes forem deixados pelos ratos gordos remanescentes. Tem sido assim há décadas, séculos - e não há nenhum motivo para ser diferente.
E cada eleitor é responsável por todos os eleitos (votando neles ou em outros). Cada um é o único responsável por tudo de nefasto que há na administração pública. Cada eleitor é responsável por todos os calhordas que gerem o Estado.

25 de setembro de 2012

Ética Galinácea

Este galinheiro está uma zona!
No galinheiro havia uma Comissão de Ética, destinada ao controle de postura e consumo de milho.
A tal comissão era presidida por um ministro Garnizé, idoso, já nem saudar o despertar da aurora podia mais.
Ainda fazia parte da tal comissão o Cel. Papagaio, muito galante e falante, mas suspeitíssimo de intercurso com umas galinhas já teúdas e manteúdas de dom Gallo.
Dona Coruja integrava a comissão, por recomendação de Garnizé que desconhecia o fato de que ela lhe comia os pintos quando havia distração.
Dr. Pato fazia parte da plêiade também, mas quando viu como era a coisa por lá, caiu n’água.
Quem gostava muito de aparecer na mídia, toda vez que a comissão entrava em pauta era o professor Pavão, mas esse dignitário teimava em se esconder atrás de amplo leque para disfarçar uma falha no bico – sempre pedia ao câmera que o enquadrasse em plano que excluísse os pés.
Pois a comissão estava assim constituída, faltando-lhe alguns integrantes desde a renúncia de Dr. Pato, do passamento do cônego Pterodáctilo e de absoluta senilidade da insigne filósofa Dra. Saracura. Também findaram os mandatos do Cel Papagaio e de dom Gallo, por decurso ou transcurso – não ficou bem claro.
O ministro Garnizé reindicou a dom Gallo a recondução de Papagaio e Coruja, ignorando as falhas de ambos que já haviam sido sopradas pelos poleiros. Não foram reconduzidos. Gorou.
Gallo houve por bem prover o colendo cibório indicando Tatu-bola, Rapozão, Tamanduá e Jacaré para as cátedras vacantes. Ignorou por completo não só a necessidade de que o colegiado fosse provido exclusivamente por bípedes, homeotérmicos, ovíparos, caracterizados principalmente por possuírem penas, mas também a função precípua de resguardo do erário, ética, desovas e proles do galinheiro.
Tatu-bola foi indicado por causa da Copa, Rapozão ameaçou comer umas galinhas se não entrasse na mamata, Jacaré queria uma cadeira a muito tempo  –  só não se sabe com que finalidade.
Desgostoso, Garnizé pediu as contas e foi jogar dominó na praça com Papagaio e Pato. A comissão segue funcionando sob a presidência interina do professor Pavão – felicíssimo no ensejo.

3 de setembro de 2012

Paralimpíadas: extratos dessa bobagem

Bem, se as paraolimpíadas viraram paralimpíadas, os paratletas virarão paraletas, partletas, paratetas - ou que diabo de letra precisam amputar na palavra por sórdida coerência significante e significativa.
Extratos de opiniões minhas de alguns amigos no Facebook sobre essa nova baboseira que estão nos impingindo:

Sergio Raphaël: por que mudaram o tal nome?
Mudaram a ortografia brasileira à revelia da
ABL e do VOLP: da Lei, portanto.

Publio Athayde: Falta de serviço resume. Ignorância de etimologia explica: queriam desfazer a relação paraolípiada/paraplégico - só que no primeiro é "par(a)" (culto, do adv.prep.gr. pará 'junto; ao lado de; ao longo de; para além de) e no segundo significa distúrbio! Pelo mesmo raciocínio era pra mudar o nome para parpsicologia, parbéns pelo aniversário, Parbola do Filho Pródigo, antena parbólica...
Allan Trotamundos: Eu detestei, preferia a forma antiga!
Publio Athayde: A gente sempre prefere as palavras à moda antiga, mesmo que as transformemos por preguiça... mas o mais nojento é a imprensa sem serviço simplesmente se submeter à barbaridade importada, sem questionamento. E com toda a "motivação" da mudança, não me explicam é terem amputado o "a" e não o "o" - que cairia normalmente pelo fenômeno da QUEDA DE VOGAL ÁTONA/POSTÔNICA NO PORTUGUÊS (vejam em RIZZO, Cláudia. A QUEDA DE VOGAL ÁTONA/POSTÔNICA EM FINAL DE PALAVRA NO PORTUGUÊS DE BELO HORIZONTE. In: SEMINÁRIO DO GEL, 56., 2008) Parolimpída - faria sentido. Paralimpíada é um abantesma amputado.
Bernadete Abaurre: Efetivamente, a vogal átona que é apagada nos processos de sândi vocálico em juntura de palavra é sempre a primeira! Imaginem se passássemos a dizer, por exemplo, [malazada] em vez de [maluzada], que é a forma que ocorre na fala rápida.... também não entendi de onde veio essa "paralimpíada"!
Publio Athayde: Não é caso de mala usada, nem de maluzada, muito menos de malazada, trata-se de mal usada. Quer saber, deve ser coisa de um publicitário português que de português pouco entende. Lá, como cá, más fadas há.
Phillip Giorgio Camarota Moura: Finalmente alguém se manifestou sobre tal absurdo. Tenho para mim que isso é anglicismo pedante e burro. Sabe-se lá porque se isso mudou no inglês ou se sempre foi assim: Paralympics... aí um imbecil ou mais provável um grupo deles, ignorantes na própria língua e na posição de suplicante para tudo o que é inglês, espalhou essa "merda" na mídia em geral... Agora tem que ficar ouvindo esse "estrupo" da língua... aff...

12 de agosto de 2012

Vote comigo, vote nulo

Não adiantaria mudar pessoas: o sistema vigente não presta. Qualquer santo se corromperia ali. Eu teria gosto em fazer política, mas não me arrisco a me misturar com porcos, pois sei que acabaria comendo farelo. Ninguém é bom, puro ou honesto e forte o suficiente para não ser corrompido pela estrutura eleitoral, política, partidária, legislativa, judiciária e administrativa do Brasil: o tal sistema que chamam de democracia.
Vote nulo, branco ou se abstenha:
o efeito é o mesmo, você não
será cúmplice da desfaçatez.
A mudança do sistema será lenta: décadas - se for feita. Mas penso que o primeiro passo seja começarmos a negar a validade do que estamos praticando. Negar a validade é, inclusive, não participar do processo. Não participar é votar nulo, branco ou abster-se de escolher algum bandido conhecido ou algum conhecido que vai se transformar em bandido.
Pense nisso ao ir às urnas, não se engane escolhendo nominhos e achando que isso vai fazer alguma diferença. Na prática, o voto da minoria serve só para referendar a opressão da patuleia pelos premiados pela loteria eleitoral. Isso é o que chamam de democracia, os cordeirinhos sufragando lobos, podem uns votar nos malhados, outros nos pardos e até nos verdes! Mas são todos lobos. Eu sou a ovelha negra, que vai fazer diferente e não vai mais votar em lobo nenhum, em vagabundo nenhum que quer é jantar a gente.

11 de agosto de 2012

Não voto em ninguém

O exercício do voto é o ato em que vontade do indivíduo, de foro pessoal, se torna ação coletiva. Entre a opinião e a ação há distância operativa. Pode haver coincidência entre opinião e ação, mas quando o voto é secreto essa coincidência é apenas hipotética. Não votar não é omissão; não necessariamente. Não votar pode ser não aderir à ação coletiva, a opinião pode ser manifestada em outras esferas, a da comunicação, como ocorre aqui.
Braco ou nulo, o efeito é o mesmo.
As pessoas estão convencidas que escolhendo melhor podem corrigir o sistema, mas apenas podem mudar uns erros por outros, umas pessoas erradas por outras que errarão. As pessoas estão persistindo no erro, persistindo no engodo de achar que eleições mudam alguma coisa. Só mudam a lista de réus, quanto mais espertos forem eles, menos puníveis.
Outros dizem que que não vota não pode reclamar depois. Não vou reclamar "depois" - estou reclamando AGORA - pois sei o resultado. Nenhuma das opções nas urnas, em nenhuma cidade, vai mudar o resultado: repetição dos nomes que farão as mesmas coisas, ou nomes novos que farão as mesmas coisas. O defeito não está nas pessoas (apenas) o defeito é o SISTEMA. Não existem escolhas quando o sistema não presta. Qualquer pessoa não presta, se esse sistema é corrupto. Não vou mais ficar votando nesse ou naquele, não vou tentar trocar ratos gordos por ratos magros. Vou reclamar sim, vou reclamar de bandidos, vou reclamar de incompetentes. O meu direito de não votar não outorga a ninguém direito nenhum de roubar, ou praticar nenhum crime. Não vou participar disso, não vou, não vou, não vou. Não vou endossar essa pornochanchada. Estou de fora. Não existe escolha entre bandidos, meio-bandidos, canalhas, meio-canalhas. Não vou escolher menos pior. Não vou mais fazer escolhas por cor do bigode, por mentira mais bonitinha, por biografia mais santa.

8 de agosto de 2012

Trocados e miúdos

  • Quem tem menos de 30 anos não sabe o risco que corremos, vou ilustrar: inflação é uma situação tão perniciosa que faz, em pouco tempo, que o botão seja o objeto mais valioso de uma pilha como essa.

Uma moedinha de R$0,05 já não compra um botão médio.
  • Não torço para as coisas darem errado para nossa economia (mas estamos naufragando) para que possamos nos livrar do PT (e ainda não estamos nos livrando); gostaria muito que o povo tomasse vergonha na cara (vai ser muito difícil) e defenestrasse a parte da quadrilha que não virou réu (lá na ação penal 470).
  • Enquanto o isso, o Estado maravilha de dona Dilma vai parando devagarzinho - toda tchurma entrando em greve: exatamente aqueles que apoiaram a quadrilha, agora querem mais leite em tempo de vacas magras. Vamos ver isso nas urnas, o que vai dar.
  • Pergunte-se à patuleia o que é "iniciativa privada"... Aposto que mais da metade fará alguma referência a vaso sanitário. Tenho certeza. Pois são esses que escolhem os nossos governantes. Dizem por aí que o nome disso é democracia: dar o controle das tetas do governo àqueles que mamam com mais simpatia.
  • Discuto política o tempo todo, mas quem me oferecer candidato ou candidato que se oferecer a mim será solenemente defenestrado. O princípio da dúvida em benefício dos réus é coisa de tribunais, nas minha relações a medida é outra. Sabiá não vira canário porque mudou de cantiga, não senhores. Quem se candidata ou troce muito por candidaturas, militantes, são todos indesejados

1 de agosto de 2012

A necessidade de ter vivido a história

Não concordo com a necessidade de "ter vivido a história" para poder analisá-la com critério, basta que sejamos honestos na pesquisa dos fatos e ouçamos todos os lados sem paixões. É claro que cada um tem a sua trajetória particular e deve se orgulhar de sua história de vida mas isso não nos autoriza a ser inconsequentes em nossas colocações. Currículos estrelados de nada valem se através deles formos incapazes de avaliar com precisão o momento presente, amarrados que nos mantivermos a um passado de glorias e/ou sofrimentos. E enfaticamente não concordo que quem não participou do movimento estudantil nos anos 60 "não viveu a história, foi omisso". Esse é um pensamento anacrônico, todas as tendências de uma época devem sim ser respeitadas, é o conjunto que desenha os fatos e não as partes. E também não aceito essa ideia de que "quem não estava lá" não tem condições de analisar, isso é negar toda a metodologia científica de que dispomos, fosse assim ninguém teria condições de analisar qualquer época da historia da humanidade.
por: Maria do Rosario Pacheco

Maria do Rosario Pacheco é médica
e atenta observadora do Brasil,
país que está muito doente.
Ao nos basearmos unicamente em nossa própria historia pessoal para analisar o presente nos esquecemos que também nossa vida é dinâmica e mutável e está firmemente relacionada à nossa evolução como pessoas, baseada em nossos valores intrínsecos. E aí mora a diferença: embora eu tenha tido experiencias em tudo semelhantes às de muita gente que pensa diferente, embora eu tenha participado ativamente de movimentos estudantis e convivido em minha juventude com várias das personalidades citadas e outras mais que aqui não foram lembradas, embora eu tenha tido à época bom relacionamento com a maioria não misturo estações. Muito firmemente analiso a situação politica hoje no Brasil como uma das piores que já vivemos.
O PT com sua ideologia retrograda e inconsequente é a maior tragédia que poderia nos acontecer e Lula o maior engodo a que foi submetida a população brasileira.
O mensalão é o maior escândalo de corrupção da História do Brasil, não há o que se lhe compare e tentar desqualificar qualquer um que tente discutir sobre ele, a qualquer tempo, é apenas mais uma tentativa irresponsável de mudar o foco da questão. Nesse momento todos os que se dizem preocupados com o futuro do país, todos os brasileiros de bom senso devem se unir em torno desse tema. 
Não amigos, não são todos "farinha do mesmo saco", a podridão e torpeza dos mensaleiros se abriga em outro compartimento, podem estar certos disso.

31 de julho de 2012

Estamos assim no Brasil

  • Nos tempos idos, havia o voto-marmita, o eleitor recebia o envelope pronto, com todas as cédulas de quem votaria. Hoje temos voto self-service: não importa em quem você vote, o fulano vai se servir do dinheiro público.

Esse é o nosso Brasil varonil,
queiramos ou não.
  • Enquanto o Governo Federal continua o Minha Casa Minha Vida, os candidatos municipais seguem no Seu Tijolo Meu Voto. Questão só de escala.
  • Enquanto o Senado forem aquele cordeiros face o Planalto, e os Lobos na boca dos caixas (1, 2, 3...), a indicação presidencial para o STF é pura nomeação. Não era pra ser assim. Precisamos nos livrar, primeiro, do Senado, depois pensar em Supremo "republicano". Por enquanto, vamos comer pizza e engolir sapos.
  • Quando você vai se abrir no confessionário, escancara a alma para Deus. Quado vai se abrir no divã, arreganha os sonhos para Freud. A mulher de Cachoeira resolveu se abrir para o juiz: não sei se tentou franquear a bolsa, descerrar as pernas ou destampar a boca. Foi fechada.
  • As ovelhas negras têm boa lã pra contrastes! As maçãs podres é que não podem ficar no balaio. Ovelhas negras facilitam a contagem do rebanho. São as opiniões diferentes. Maçãs podres estragam as outras, são aquilo que não se pode confundir: tolerância e cumplicidade!

15 de julho de 2012

Poesia que morde


Explicar arte é destruí-la.
Minha poesia morde,
Mas não arranca pedaço;
Morde o calcanhar,
Mas não mata Aquiles.

Minha poesia morde,
Mas não causa dor;
Morde para acordar,
Mas não mata Morfeu.

Minha poesia morde,
Mas não quebra dentes;
Morde pra me alimentar,
Mas não mata Amor
.
Belo Horizonte, 15 de julho de 2012.

8 de julho de 2012

Um pouco de religião

Descartes defendia a razão e se defendia da religião, bem mais esperto que Galileu, nesse ponto. O Discurso do Método nega e recria a existência de deus em diversas passagens todas cobertas de ironias, paradoxos e contrarrazões. Não há material para alega a fé de ninguém, nem a falta de fé. Não se pode dizer que o outro creia e deixe de crer nem pelo que a pessoa diga, pois todos mentem - muitos até para si mesmos. Eu não acredito - para mim - que uma pessoas razoavelmente ilustrada, informada e medianamente inteligente, vivendo lúcida no século XXI creia em mitos divinos. Eu não creio, ou só estou dizendo que não creio, como provocação? A fé não é só da natureza do que se diz, mas do que se pratica? Ah, mas é tão fácil tentar ser coerente nas ações com as palavras... Onde estará a verdade? Perdida em algum deus que muda de roupa, tem inveja e desejos à moda do tempo? Bem, para mim, a verdade está na dúvida... Ops, fiquei cartesiano!
A inquisição não é um argumento contra a religião,
foi apenas a prática da falta de argumento da religião.
Não, o argumento não é sempre a inquisição, a inquisição é o argumento dessa imagem; só dessa. Mas é exatamente o mesmo argumento que pode se aplicar a qualquer tese que queira se impor pela força, desde que se inventaram as religiões para oprimir, controlar e explorar as pessoas incautas até continuá-las explorando pela televisão, rádio e internet. Não é na inquisição que se inventou a violência e o opróbrio em nome dos deuses, nem essas coisas terminaram, nem a inquisição terminou: só terminou o poder temporal direto dessa igreja pútrida, falsa, deletéria, perniciosa e decadente do Vaticano. Outras religiões, em nomes de suas verdades alegadas, continuam fazendo exatamente o mesmo pelo mundo afora, exatamente as mesmas e todas as práticas que lhes são negadas aqui eles retomam ali, os deuses são os mesmos, mudam de nome, e os pobres ignorantes, aqui e ali, continuam sustentando estamentos de degradados que dizem isso e praticam aquilo, enquanto abusam da ignorância alheia.
E os deuses, ah, coitados - sempre tão humanos, interesseiros, ególatras, irracionais quanto os homens - pois as criaturas imaginadas e fingidas não podem diferir de seus criadores.
Religião e fé não é só uma mentira do clero, mas uma mentira que as pessoas cismam em manter - para continuar justificando as mentiras anteriores, para continuar sustentando suas dúvidas e castelos de cartas, para ser fiel à camisa do seu time (sim, aderir a uma religião ou a outra é puro adesismo, tradição) e não renunciar ao argumento emprestado para sustentar a fragilidade de sua existência sem encarar o próprio fim, querendo a eternidade - a própria deificação, pois depois de terem inventado os deus, os homens querem se tornar parte dele! Ah, tolinhos. Ninguém vai se tornar parte dos deuses, eles é que são partes de nós: a pior parte, infelizmente.

7 de julho de 2012

Bedendi´s Ristorante

Havia um restaurante aqui em Belo Horizonte que ficava às moscas, o chefe proprietário chamava-se Mario Bedendis, do Vêneto. Sei-lhe até o nome, o que em mim é completa raridade. A casa ficava mesmo às moscas (não havia uma mosca sequer, era limpíssimo - e elas não seriam bem-vindas)... O chefe estava no ramo há décadas, havia começado na Itália, teve casa na Austrália e veio parar aqui. O cara era o melhor anfitrião que jamais vi; íamos ao estabelecimento dele, minhas tias e eu, umas duas vezes por mês - variávamos muito os destinos àquela época. Éramos recebidos como se da realeza fôssemos! Havia bons garçons, bem treinados. Aos domingos, uma cantora muito simpática e bem acompanhada desfiava o repertório do bel canto para nós e mais uma ou duas mesas, no máximo. Eu nem me dava ao trabalho de abrira carta, discutia com o chefe o que comeria (claro que ele oferecia o que interessava e eu pedia o que me inspirasse); da mesma forma, bons vinhos eram sugeridos para o que tivéssemos pedido.
Bedendi´s Ristorante era Instalado
no prédio do Hotel Royal Savassi.
Ainda achei este prato, de lá, para
ilustrar o texto. É mais simples
do que o que eu costumava
encontrar por ali.
Eu me sentia muitíssimo bem naquela casa. Sempre havia um regalo extra: mandava-me um licor com o café, ou presenteava-me um charuto à saída... Eu me sentia um lorde (hoje me pergunto se sinto lordose!). O estabelecimento era muitíssimo bem situada e bem decorada. Pois bem, era um paraíso - e nem era caríssimo, longe disso. O povo daqui nunca entendeu a casa, durante uns dois ou três anos foi daquele jeito: nós e mais uma, nós e mais duas mesas para almoço; calhou que nunca fui lá à noite, não sei como era. Como era um restaurante apenso a hotel, funcionava diariamente, das 7h às 0h! Por fim, arribou-se daqui o Chefe Bedendis, deixando derrubada a tese que a casa boa lota. Escrevendo esse comentário, fui procurar pelo chefe e por sua casa, se estaria em outra parte do mundo - na internet só encontre sites desatualizados falando (bem) da antiga casa. Lota é casa da moda (deus me livre). Casa da moda até pode ter comida boa, mas não é comum. Mas zoeira faz qualquer vinho acre. Qualquer coisa mais que burburinho já pré-indispõe o quimo. Não, não. Restaurante bom é aquele que tem termômetro para servir a comida bem quente e decibelímetro (ou desconfiômetro) para as vozes da clientela. Amém.
Sei de mais dois ou três exemplos do naipe, que derrubam aquela tese segundo a qual restaurante bom fica cheio. Detesto muvucas, filas e espera. Prefiro ir quando os muitos não vão. Prefiro estar onde eles não estejam. Amém, para todo o sempre, amém.

2 de julho de 2012

Pipocas existenciais

Preste muita atenção em seu próprio umbigo caso haja uma pipoca nele. Já o grão de milho no umbigo é o Viagra do pobre... O pinto sobe para comer o milho e pronto!

Pronto mesmo! Dei um jeito na coluna e mal estou me movendo. Enésima vértebra lombar, ao sul do embigo (embigo ou umbigo, o buraco tapado é o mesmo!) - no lado oposto dele, claro; nem saí para almoçar, mandei vir. Para quem não tinha nada que fazer, agora só me resta o entretenimento do repouso. Ficarei aqui, como milho na espiga; a espera de ser debulhado para me jogarem na panela e eu voltar a saltitar! Homessa, milho velho na espiga não dá pipoca!

Nossa! Estou penando! Lombalgia. Prestem atenção: não estou depenando, não estou soltando penas. Estou pagando pena, sofrendo! Posso agora imaginar como sente o milho de pipoca rebolando no fundo quente da panela, isolado fogo por um material excelente condutor de calor e sendo agitado por uma insidiosa colher... É cruel. Pense no milho quando você for fazer pipoca. Cada baguinho é uma semente, uma vida que você está sacrificando a seu deleite. E eu aqui, mal dando conta de me levantar da cadeira, andando como se houvesse me borrado e gemendo como uma porteira velha! Apiede-se. Socorro, preciso de alguma cardina que acompanhe a pipoca salgada.
Eu acho que as pipocas são socialistas. Todas elas são
praticamente iguais, se enfileiram em seus saquinhos sem
nenhuma distinção entre si, levam o mesmo sal e quase
nenhuma manteiga, são consumidas na velocidade em
que são produzidas e quase sempre há fila de espera.

Disseram que milho não sofre, ele desabrocha com o calor. Ora, cada coisa desabrocha por alguma motivo, certo? Mas alguém acha que eu devo tentar sentar na chapa quente pra ver se desabrocho? Melhor não.

Eu acho que foi a a excessiva cutucação do fim de semana que abalou minha coluna dorsal. Só pode ser... Vou parar de ficar à toa por hoje e só volto no sábado. Nem vai dar pra ir à cozinha estourar mais pipoca hoje. É que pra fazer pipoca a gente precisa rebolar, circular e pendularmente, no sentido inverso da rotação da colher na panela, de modo a manter o umbigo o mais estático possível. Quem nunca reparou, repare: quem tenta fazer pipoca sem dar o devido balaço ao quadril não alcança o mesmo êxito daqueles que o fazem com a maestria necessária.

Quer agradar a alguém? Diga o obvio, faça o que já foi feito. Repita. Tente de novo o que já deu certo. Coma pipoca no cinema! O problema é que o pacote acaba, normalmente, logo depois do trailer. Me agradaram muito, recentemente, com um pote de caviar. Vou lembrar pra sempre! E durou algumas hora a degustação!

1 de julho de 2012

Pipoca e autoajude-se

De manhã, assim cedinho, um café gostoso, fumegante, um pedaço de broa de fubá com queijo e uma cuia de pipoca!
Sabe quando a gente vai ao pipoqueiro, compra um pacotão quentinha, doce ou salgada, sai comendo e namorando, pensando na morte da bezerra e, de repente, uma pipoca da outra no pacote? Se você comprou doce, vem uma salgada - se você comprou salgada, vem uma doce. Acontece sempre. Poizé, aquela é a pipoca que a gente come primeiro: é a pipoca cotista.
Na fertilidade de nossa mente, as ideias
deveriam se expandir feito milho de pipoca,
mas o sistema de ensino se encarrega
de transformar o cérebro das pessoas
em piruá sem sal.
O sistema de ensino deveria ampliar as capacidades, habilidades e possibilidades das pessoas na mesma proporção em que o milho se expande ao virar pipoca, mas os pedagogos inventaram um sistema infalível, chamado de educação, em que a maioria não arrebenta. As escolas se transformaram no inverso do que os jovens desejariam delas, são lugares entediantes, pasteurizadores, castradores e repletos de artifícios para impedir o desenvolvimento pleno da personalidade, da criatividade e da curiosidade. Usar a escola que está aí como instrumento de desenvolvimento integral é quase como tentar estourar milho em panela de pressão: a proporção entre piruá e pipoca é inversa à aceitável.
Divulgados alguns resultados do senso, tantos católicos, mais evangélicos, apareceram os ateus. Apareceu uma nova classe média que está dando muito trabalho para o Bolívar Lamounier. A expectativa de vida aumentou, diz que tem mais gente na escola. Mas, na prática, piruá continua piruá e pipoca é bem melhor.

Cansei disso por hoje e por muito mais tempo. Os papos políticos, muitas semanas antes das eleições, já estão parecendo pipoca murcha, aquele finzinho que a gente insiste em comer mas já está ruim. Muito sal. Melhor para e jogar o restou fora: a maioria é piruá, mesmo. Então, vou lavar a boca e catar as casquinha de milho entre os dentes. Inté pra vocês que ficam.

30 de junho de 2012

Filosofia da pipoca

Com certeza todo mundo já sabe, mas as grandes verdades, as coisas necessárias e a experiência individual que pode ser recorrente devem ser partilhadas: pipoca se faz em panela funda.
As condições normais de temperatura e pressão
não são condicionantes sociais,  mas
delas pode vir um alimento recreacional
ou um princípio de incêndio.

A noção de tempo, tão exata quanto possível, é preciosa em todos os momentos da vida; devemos ponderar apenas o tempo exato antes de cada decisão, agir com presteza quando o momento certo advier e obter da oportunidade tudo quanto ela nos proporcionar: panela quente demais não faz pipoca, queima o milho.

O torneiro mecânico chegou em casa, todo contente com sua cesta-básica. A crianças foram receber o pai alvoroçadas, sabem como a meninada é. Era dia de jogo e todos assistiriam juntos, tomando guaraná. Mas na hora de abrir os pacotes e tirar os alimentos, o milho espalhou todo pelo chão. Os filhos foram ajudar a limpar, com os olhos marejados. Mas o pai, catando pelo chão, logo ensinou que nada estava perdido: -- Não se preocupem, crianças: pipoca se come pelo avesso.

Não tem muito tempo, três próceres de república se reuniram no escritório de um deles, para uns uísques e alguma conversa institucional. Sabe-se que não houve acordo financeiro, nem era esse o objetivo deles, mas a falta de acordo não deixou todos satisfeitos e a coisa transpareceu; não ficou bem. Sabem o que eles esqueceram? Pipoca se faz em panela bem tampada.

29 de junho de 2012

Um pouco mais no ventilador

Com a estrutura política que temos, o fisiologismo e compadrio estão na Carta Magna e nas cartas da manga.

As universidades foram o criatório dessa sub-raça de brasileiros que chamamos petralhas; também estão sendo os primeiros a comer o pão ázimo que amassaram com os próprios rabos. O resto da patuleia vem na fila, esperando com o pires na mão pra mendigar, de verdade, assim que a economia ruir e as bolsas-voto não comprarem mais televisão nem feijão.
Assim nos servem nossos governantes.

Os desejos, aspirações e posse conjugados que os românticos chamam amor, não só possuem sua própria ratio como têm em si uma finalidade social e biológica que crivamos pela linguagem mítica em costruto elaborado e complexo, mas profundamente finalístico. Nunca vou entender a motivação que as pessoas têm com um evento que não agregará nenhuma vantagem pessoal ou coletiva real, presente ou futura. Para mim, torcer é o expoente máximo de irracionalidade social. Não percebo mesmo.

A panaceia agora para o ensino é dar tablet pra crianças, entes foi colocar computador nas escolas, antes teve a vez da TV+VideoK7, precedida pelos projetores de diapositivos (slides) e coleções daquilo que mostrariam o mundo às criança, antes eram os episcópios... Quando foi mesmo que entraram os retroprojetores e o datashow nessa dança?... Um dia desses, talvez, experimentem professores... Tem muito tempo que não usam esse equipamento. Se não tem tu, vai tu. De mal a pior, a qualquer preço

Questões pertinentes

Dizem que perguntar não ofende, mas não responder
pode ser bem ofensivo.
  1. Não importa o quão pertinente seja o que se diz aqui, as pessoas prestam mais atenção se houver uma imagem justaposta. Não precisa haver nenhuma ligação entre o texto e o grafismo, um reforça o outro. Mas você acha mesmo que precisa parar de dizer o que pensa e ficar privilegiando as coisas que os outros disseram e estão nesses cartazes virtuais viróticos?
  2. Todos os políticos dizem que decisão da justiça não se discute, cumpre-se. Enquanto o isso, o cidadão já está discutindo as hipóteses de sentença, o julgamento, as cortes, os juízes e sua forma de condução ao cargo! Você não acha que está havendo aqui mais um descompasso entre a lei, as instituições e a sociedade?
  3. Engraçado, não andaram dizendo que o impeachment do Lugo era golpe, que não respeitaram a democracia, a soberania do voto popular? Pois bem, esse pessoal das universidades, em greve, não está desrespeitando a política estabelecida pela presidenta eleita, portanto agindo contra a democracia? Afinal, a política educacional está determinada pelos interesses de toda a sociedade legitimamente representados pela eleição majoritária... Ou não?
  4. Por quanto tempo você acha que vai suportar essa invenção chamada Facebook? Antes vivíamos sem ele, uma hora dessas a moda vai passar. Não sei se algo no mesmo gênero, mas melhor, vai aparecer, ou se as pessoas vão, simplesmente se dedicar ao cultivo de trevos de quatro folhas. Em que estágio se encontra sua relação com as redes sociais?