Volta e meia vem a baila o argumento de que os governos não promovem a educação (sic) por pretenderem que um povo menos instruído (sic) seja mais condutível, de alguma forma. Não me recordo de nenhum teórico maquiavélico (tampouco Maquiavel) ter proposto essa ideia. parece-me absurda e imprópria, advinda das teorias conspiratórias que sempre estiveram em voga e são mais férteis que a mente de qualquer conspirador.
Já ouvi o argumento de que as falhas no sistema de ensino sejam programa de governos de todo tipo de ator político, de todas as cores partidárias. "É 'programático' o ensino ser ruim", já isso ouvi de TODOS os governos, desde que me entendo por gente. Mas não, penso que as falhas do ensino sejam incompetência de governantes mesmo, deixam a coisa na mão de pedagogos e dá nisso!
TweetFollow @pathaydeO que desanda tudo, na realidade é que o lugar certo de educar é em casa - e não educam - os pais mandam as crianças sem educação às escolas que as devolvem sem instrução. Ninguém faz o que deve, uns põem as culpas nos outros, e fica o povo como está aí, elegem essa troupe e se deleitam com as bolsas-miséria.
Se o desensino tiver sido programático para os tais governos, não funcionou como programa, pois eles vieram sendo alijados do poder uns depois de outros!
Educação (em casa) e instrução (pública ou privada) tem que ser programa social (da sociedade), político (do povo da polis), comunitário, e de todas as mais esferas - até, até! - a de governo, mas esta segundo os ditames das anteriores. Aqui em nosso país, relegamos tudo ao governo, esperamos tudo dele - e sem muita esperança! Brasileiros costumamos ver governos como panaceia para tudo, leis como bulas infalíveis (ou feitiços onipotentes).
Educação (em casa) e instrução (pública ou privada) tem que ser programa social (da sociedade), político (do povo da polis), comunitário, e de todas as mais esferas - até, até! - a de governo, mas esta segundo os ditames das anteriores. Aqui em nosso país, relegamos tudo ao governo, esperamos tudo dele - e sem muita esperança! Brasileiros costumamos ver governos como panaceia para tudo, leis como bulas infalíveis (ou feitiços onipotentes).
Para uma nação (não uma pátria) ter rumo, só se despindo das fantasias de adesismos (tirando as camisas das facções), assumindo que nenhum time de salvadores vai resolver o milagre da multiplicação no erário e tomando em mãos firmes a rédeas do público e do privado, uma em cada mão, sem inversões espúrias!
Para complicar tudo, ainda vivemos no Estado nacional mais antigo de todos, pois o nosso é sequência direta, ser rupturas, do velho estado português - que até em Portugal se reformou! - mas aqui ainda perdura feudal, corrupto, burocrático, paternalista e patriarcal.
Já é hora de essa sociedade, esse povo, se erguer do berço esplêndido a que somos relegados até pelo Hino Nacional. Descubra-se o óbvio - é tomando para si a gestão que se gere, delegar é uma forma de gestão, mas relegar (como os brasileiros fazemos com a coisa do Estado) é renunciar ao resultado.



